ESTÓRIAS, HISTÓRIA, FATOS, CASOS E “CAUSOS”: 30 – História do Vasco da Gama e de Badu e Baduzinho no Vasco

ESTÓRIAS, HISTÓRIA, FATOS, CASOS E “CAUSOS”

30 – HISTÓRIA DO VASCO DA GAMA. VÔ BADU E BADUZINHO NO VASCO DA GAMA

PARTE I (DE V)

INTRODUÇÂO

A estória de Baduzinho com o Vasco começa muito antes de lá trabalhar em 1982, inicia quando seu Avô Badu (José Pinto Lopes), português que chegou ao Brasil com 9 anos, jogou no Vasco, era torcedor. Aliás não só ele jogou no Vasco, jogavam também seus 2 irmãos Alberto e Tonico, na década de 1920 ou trinta. Era zagueiro viril, traço de personalidade, dureza vinda da primeira profissão (açougueiro) e das coisas da vida, como a mudança de país.

Mais tarde tornou-se Àrbitro de Futebol e atuou como Bandeirinha no primeiro jogo do Maracanã no jogo entre Cariocas e Paulistas. Contava que foi ele quem incentivou Mario Vianna (com 2 ennes) a tornar-se Árbitro, conheciam-se da Polícia, aquela braba de antigamente, apresentando-o à Federação (assim o Neto ouviu dele algumas vezes). Tantas estórias contou do tempo de Jogador e de Juiz, cada coisa …, mas tudo é lição, em todas as atividades existe o lado bom e o não bom. Baduzinho que gostava de jogar bola foi formando o bojo, juntando as peças para mais tarde utilizar.

Trabalhando no açouge da Carolina Machado em frente à ponte de Madureira (morava no sobrado com a Vó Nair, exemplo de Carinho e paciência) e levava diariamente carne fresquinha e gostosa para os Netos, sabia, intuitivamente, a importância da proteína no crescimento. Enquanto trabalhava, Vó Nair ficava ajudando a filha e os netos (Baduzinho, Jairo e Junira), Zé lembra bem dela sentada no banquinho que até hoje existe a desembaraçar chumaços de linha embolada dos netos e que os netos pegavam dos outros meninos da vila, pois jovem tem pouca paciência, embolou a linha, corta-a, joga fora a embolada e dá um nó bom para não “estancar” (quando a linha se parte). Depois enrolava numa latinha e assim economizava-se um carretel de linha 10 dos pequenos, que nem era muito caro, mas ganhava-se pouco.

Foi Badu quem influenciou seu neto Jairo (que tem o sobrenome do vô, Lopes, em seu nome, Jairo Lopes Cesar Leal) a ser Vascaíno, que também trabalhou na Base do Vascão). Baduzinho, tendo o nome completo do pai, 5ª. Geração, não levou o Lopes do Badu nem o Spínola da Vó e da Mãe, só os tem no coração). Vó Nair, flamenguista, bem que tentou influenciar os irmãos, sem efeito.

Ficando viúvo muito cedo, Badu foi morar com uma das 3 filhas, Jaïra, Dona Jaïra (com trema), a mãe de Julio Cesar Leal Junior. Contava muitas estórias, revivia a História, nasceu em 1904 (São Pedro dos Fins do Forno, Viseu, Portugal), principalmente as ligadas ao Futebol. Baduzinho morava na Vila do Bicho, do Natal, onde tinha na parede do fundo uma baliza pintada, motivo de muitos e muitos chutes de direita e de esquerda (orienteção do pai confirmada pelo Avô).

Quando a Família se mudou para a Ilha do Governador foi com ela, tinha um quarto na parte de cima do castelinho e subia e descia as escadas, 56 degraus, com vigor. Só subiu devagar quando em duas oportunidades fugiu do hospital ali perto, após parcialmente recuperado de Infarto do Miocárdio, sem alta … inacreditável capacidade tinha Badu. Morreu com 78 anos.

O Vasco seguia sua Nau vitoriosa, vencendo tormentas, clubes de imigrantes costumam ser assim, altos e baixos, devido às distintas origens. Sempre superadas as de baixa, voltando a ser campeão.

Até que após formado, Julinho “tendo sido saído” do Flamengo, após 6 anos e meio de vitorioso trabalho na Base, na Era de Ouro do Fla quando o Clube conquistou seu único mundial e muitos títulos em todas as categorias, foi chamado para trabalhar no Vasco. Joel Santana que interrompera a série de títulos do Fla sob comando de Julio em 81 (rumo ao tri de Junior, tetra considerando o Juvenil de 78), foi convidado a trabalhar nos Emirados Árabes Unidos, Al Wasl, com Gilson Nunes, deixando a vaga em aberto. Alfeu Pena e Alexandre, dirigentes da Base e Seo Calçada que conhecia Julinho da primeira campanha para ser Presidente, quando ia ao Cocotá levado pelo Seu Joca e Adriano, da Loja de Móveis Kasarão, dois enormes Vascaínos, para conquistar votos da colônia portuguesa que era grande no Clube Cocotá e na Ilha, seja de moradores, ou dos que tinham lá casa de praia, para passeios ou férias.

Julio pegou um time campeão e bom, muito bom, um elenco com sangue de campeão, levou aperfeiçoamentos de estrutura que o Fla já desenvolvera, chamou alguns nomes para reforçar a C.T., enorme responsabilidade, mas felizmente o Vasco sagou-se bicampeão carioca em 82, ano em que Antonio Lopes conquistou o Estadual Profissional Adulto, levando desde as primeiras rodadas o Junior Geovani (Pequeno Príncipe) que em 83 foi o melhor do Mundial de Junior, logo depois Ernani e, usando em muitas oportunidades os jovens do Sub 20 para jogar ou treinar com o time de cima, às vezes Coletivo contra, e para ajudar a conquista.

Veio o mundo árabe e levou o excelente Antonio Lopes, para dirigir a Seleção do Kuwait. Baduzinho ouviu que Lopes encontrou Otto Glória, que dirigia a Seleção de Portugal e interessava ao Vasco para a posição vaga, conversaram sobre o Vasco, sobre como o Clube se encontrava. O Vasco foi mal no primeiro turno do Carioca de 83 com Zanata (ex-jogador excelente) promovido de Assistente de Lopes a Treinador, Julio Leal continuava como Treinador do Junior com vistas ao Tri (uma nova e boa geração). Os Dirigentes se mobilizaram para trazer Professor Otto (Treinador 3º colocado no Mundial Principal de 1966 na Inglaterra). Foram 5 casais para convencer o Treinador, que atuava como Head Coach a assumir a Nau Vascaína.

Na virada de turno a posição na tabela era ruim, o acerto perto de ocorrer, mas optaram por tirar o Zanata e efetivar Julio Leal, Otto tivera boas recomendações e concordou, quando ele chegasse seria o Head Coach, comandando todo o Futebol. Paulo Angioni (o Supervisor, excelente e experiente), Lancetta (o Preparador Físico) e Julio Leal, o Técnico (nomenclatura da época que aparecia no placar do Maracanã). Reduziram o elenco anterior, contrataram alguns novos nomes dos disponíveis no mercado, entre Turnos e mãos à obra. O time foi se formando, firmando-se, era um grupo alterado (pela segunda vez, pois após o Título alguns saíram). Mestre Otto Glória chegou e somou com sua exeriência, vinha de terno e colete, participava do planejamento, controlava de fora do gramado tudo o que acontecia, olhos de lince, tiradas maravilhosas e oportunas, ficava à beira do gramado a observar e eventualmente comentar, corrigir. Que grande oportunidade para o jovem treinador! O time foi melhorando, precisava vencer o segundo turno para disputar o triangular final, pois não venceu o primeiro e na soma de pontos não chegaria, ficou nas últimas posições no turno inicial.

Começou a formar-se um movimento dentro dio Clube em favor de Otto Glória assumir como Técnico, parte da Torcida e dos Dirigentes achava o Técnico muito Jovem (32 anos), ficavam loucos quando no Clássico aparecia no Placar: Técncio Julio Leal, tendo Otto Glória. Mas não sabiam que são duas funções diferentes, que bem co-ordenadas dá muito certo, estava dando. A pressão interna venceu e convenceram o Mestre a assumir como Técnico, elegantemente ele dirigiu-se a Julinho dizendo o que acontecera, e se ele se importava, ao que obteve como resposta que não, era uma honra ser seu Assistente. Do terno ao agasalho. Fazia as funções do Head Coach de terno, mas na hora do treino colocava o agasalho do Clube, ajudado por Julio e o Roupeiro Severino (pois já tinha alguma idade, um pouco de artrose nos dedos e tinha dificultdade em vestir-se), ia para o meio do campo e dirigia os treinamentos técnicos e táticos, o Assistente ajudava de fora das linhas, às vezes dentro chamado pelo Técnico. O time respondeu bem, mas lá pela 7ª. Rodada perdeu para o Botafogo com gol de Helinho, praticamente acabando com as chances de chegar ao Título. O Professor ainda dirigiu o time nalguns jogos (ninguém chegava para dizer que não era mais o Técnico nem Head Coach). Julio Leal assumiu para a excursão após o Campeonato, enquanto acontecia a decisão do campeonato.

       Após a Excursão o Presidente Calçada chamou Julinho e disse que estavam contratando um Técnico para 1984, Eduzinho, que fez excelente trabalho com o América, que ele não ficaria mais no Clube, mas que um dia daria a oportunidade completa, pois naquela o colocou no tapete, mas depois precisou puxar.

       O Diretor da Base que fora alçado ao Time Principal, um grande dirigente, Alfeu Pena, perguntou ao seu Amigo o que faria se continuasse como comandante do time, que ele passaria para Edu (a quem Julio admirava), o novo Treinador. Julio disse que o Elenco de mais ou menos 36 jogadores naquele ano era limitado técnica e disciplinarmente, que reduziria à metade por questões técnicas, disciplinares ou de comprometimento, de acordo com a avaliação feita, que recomendaria a contratação de 8 a 10 jogadores de nível superior para determinadas posições mais importantes. Que após o Estadual de 84 faria um novo corte, e a vinda de 2 ou três de nível ainda melhor, de Seleção. De certo modo essa estratégia foi seguida, com o novo Treinador trazendo bons Atletas com quem trabalhou no América e outros, chegando ao Título Estadual e aoVice no Brasileiro.

       Há males que vêem para o bem, Baduzinho em 84 foi convidado para a Seleção Brasileira de Futebol (Junior, Juvenil e Infantil) que foi Bi Sulamericana em 84 com Jair Pereira e Bi Mundial em 85 com Gilson Nunes. Próximo ao fim do ano Julio foi convidado a trabalhar no Emirates Club de Ras Al Khaimah e se foi para a primeira experiência internacional.

Maktub: estava escrito, se não estava, agora está!

Obrigado Clube de Regatas Vasco da Gama!

De: José Pinto Lopes (Badu), Alberto Pinto Lopes (Badu), Antonio Tonico Pinto Lopes (Badu), Arthur Pinto Lopes (Badu), Tio Carlinhos, Jairo Leal e Julio Leal ( Baduzinho)

P.S. Tio Carlinhos (Carlos Monteiro Magalhães), casado com Tia Dedé (Irmã de Dona Jaïra) jogou no Vasco na década de 1950, era ótimo lateral esquerdo, mas o titular, Coronel, não dava chance nem em treino, por reconhecer as qualidades do jovem. Decidiu então ir para a Ponte Preta de Campinas, São Paulo onde jogou a vida toda, tornando-se depois Técnico, tendo ajudado Mestre Cilinho em vários Clubes.

P.S. 2 – Há registros de que Arthur Pinto Lopes (Badu) também jogou no Vasco da Gama, seriam então quatro irmãos defendendo a Cruz de Malta.

P.S. 3 – Badu jogou além do Vasco no América e Bonsucesso

P.S. 4 – O objetivo de Baduzinho jamais é sempre contar como se lembra dos fatos e se desculpa antecipadamente caso fira ou ofenda a alguém.

P.S. 5 – Entrando nessa página pelo site http://www.julioleal.com.br pode-se ouvir a mensagem em vez de lê-la.

P.S. 6 – Caso goste compartilhe com os Amigos, se não gostar, com os Inimigos (se tiver)

P.S. 7 – Time Junior do Vasco da Gama Campeão Carioca em 1982 (Bi – 81 e 82): Carlos Alberto (Fábio, Ronaldo), Teixeira (Capitão), Macedo (Massari, Luccho), Souza (Carlito) e Bartô – Oliveira (Maurício) – Pituca (Ernani) e Mamão (Geovani) – Zinho (Jussiê), Clóvis (Henrique) e Zé Luiz

BADU Á ESUQERDO DO ÁRBITRO EM 1944
BADU (JOSÉ PINTO LOPES) – NO AMÉRICA

Maiores e melhores torcedores Vascaínos que Baduzinho conheceu:

Adriano – do Kasarão da Ilha

Alberto – Tio-avô

Alex Resende – Sobrinho que muito sabe de Futebol

Alfeu Pena – Grande Dirigente

Assis – do Cafezinho da Lagoa. Parceiro do Henrique, assistem aos jogos juntos

Badu – Vô e Ídolo

Bob Visconti e Filhos (Gabriel e Lionel) – Fundador da Rede Jorge Barbosa

Cesar Amâncio – Chefe de Torcida do Vasco

Claudino Gorito – Vô do Marco Antônio Gorito. Fez filho e neto Vascaínos

Daniel – Amigo querido – do Boa Sorte. Parece que o Vô tb jogou no Vasco

Dr. Paulo Walterfang e Bento – Vizinhos que acompanham direto o Vascão

Dulce Rosalina – uma das Primeiras Chefes de Torcida

Eurico Miranda – Dirigente e Presidente do Vasco – dos mais controversos. Amor incondicional

Georgette Alonso Hortale – uma das mais notáveis e queridas Vascaínas, Pioneira de Ouro do Fundão.

Glecimar (Gleção Grande Beque) – Um Vascaíno e Ser Humano de Valor. Grande Lateral direito.

Gorito Manuel – Grande jogador de Vôlei, da Rede Jorge Barbosa. Sabe tudo do Vascão

Henrique – Amigo do Cafezinho da Lagoa. Torcedor Zen

João Tupinambá – Grande Torcedor e Conselheiro do Vasco, do Grupo Amigos de Ipanema

Jorginho “Zoiudo” – dos torcedores de futebol que mais conhecem do riscado, desde a Base

José Ribamar – Grande Vascaíno, Erudito, Pai de Gleção, Grandão, Zezão, Gabão! Linda Família

Luiz Tavares Ledo e Filho (Guilherme) – Professores de Educação Física, Educadores

Manuel Ribeiro – Pai da Nádia, Vizinho e do Nosso Restaurante em Bonsucesso

Marco Antônio Gorito – além de jogar bola muito bem, frequenta os jogos, jovem torcedor

Mauro de Santa Maria – Pioneiro de Ouro do Fundão. Artista Plástico .Amigo Vascaíno de qualidade

Miguel “Badu” – Primo e um dos primeiros Ídolos de Baduzinho. Jogava Salão no Imperial e na Seleção

Nádia Ribeiro – Vizinha, Decana do Prédio Mina, Professora, Diretora e Vascaína de 7 costados

Prof. Alexandre Velasco do VZ – dos que mais conhecem futebol e esportes, dedicado torcedor

Renato Aragão – Didi Mocó. Influenciou Julio Neto a ser Vascaíno

Roland da R. Jardim Imóveis – um Gentleman – Vasco tem nele um torcedor de qualidade

Roni Visconti – ótimo jogador de vôlei, do Grupo Jorge Barbosa, grande e dedicado Vascaíno

Seo Geraldo – Vô do Bento, da H. Stern e do Bar Boa Sorte. Memória viva do Futebol

Seo Joca – um dos mais entusiasmados que conheci. diretor e técnico do Cocotá do Baduzinho

Seo Luiz – Amigo fraterno e Conselheiro do Vasco. Bons papos no Boa Sorte. Linda Família

Thiago – da Copiadora e Bureau Laurentino. Artista na cópia e na criação, camisa 10

Xande Resende – um dos Vascaínos mais entusiasmados – cunhado querido

Zé Luiz Salgueiro – Vizinho que muito ajudou Baduzinho quando chegou ao Mina. D.E.P.

Zé Vascaíno – do Cafezinho da Lagoa, cara bom que sabe torcer, não se estressa. bom no churrasco

Desculpe se algum importante Vascaíno foi esquecido: basta lembrar Julio Leal aqui no site ou no zap.

Desculpem-nos Gleção Grande Beque (Julinho fez gols nos Inimigos da Bebida em passes de trivela dele) e José Ribamar!

BY Jucele

Julio Leal

30 de agosto de 2026

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