Exxxtóriaxxx, História, Fatos, Casos e “Causos”: 28 – Verídica – Fluminense Football Club, O Tricolor das Laranjeiras do Seo Julio. Refinada by Copilot.

Exxxtóriaxxx, História, Fatos, Casos e “Causos”

28 – Verídica – Fluminense Football Club O Tricolor das Laranjeiras do Seo Julio

INTRODUÇÃO

Raízes tricolores na família

Julio Cesar Leal, o quarto do nome, era tricolor das Laranjeiras, como boa parte da Família Cesar Leal. Praticou diversos esportes e chegou a jogar basquete no clube de seu coração, com carteirinha e tudo. No Exército, jogava futebol de salão e futebol de campo; neste último, foi reserva de Castilho, um dos maiores arqueiros da história do Fluminense e do Brasil. Baduzinho ainda o viu jogar futebol de salão no local onde o pai servia.

Avô Vascaíno, o português José Pinto Lopes, apelidado Badu em Madureira e no Vasco da Gama onde jogou com os irmãos Alberto e Tonico (também Badus) no Vasco da Gama nas décadas de 1920 e 30, jogou no América também. Em 50 era Juiz de Futebol e bandeirou o primeiro jogo do Maracanã, entre as Seleções de São Paulo e do Rio (1 x 1). Orgulhava-se de haver introduzido Mario Vianna (com 2 “ennes”) no Futebol. Fez o Neto mais novo vascaíno, Jairo.

Desde novinho Zé saía de Madureira, de trem, para o Maracanã para assistir com Pai e Mano aos jogos do Flu.

Assistiu grande jogos como o Fla x Flu (ou Flu x Fla) em 1963, com lotação máxima, não conseguiram ingresso de arquibancada, foram de Geral, que experiência!!!, ficando embaixo da torcida tricolor que jogava sacos -de farinha branca de trigo fingindo Pó de Arroz, alguns saquinhos vinham sem estourar a estouravam na cabeça de alguns torcedores próximos que se sentiam abençoados, apesar do susto e da sujeira. A corcunda do Seo Julio sofria, revezando ora Jairo ora Baduzinho, que pequenos nada conseguiam ver, mesmo perto do fosso.

Mesmo do banco de reservas, naquela época, e mais tarde quando trabalhou no Fla e no Vasco, não se via do joelho para baixo, no outro lado do campo, criança então, nada via… só na corcunda do Pai (padecer no Paraíso). Sorte que era de Infantaria e tinha resistência e força.

Aos 17, em 1967/8 jogava no Cocotá, na Ilha, num Amistoso contra o Olaria foi convidado a jogar lá na Bariri, foi. Começou o campeonato, tudo bem, Madureira, Vasco, Bonsucesso, et Cetera, até que veio o Flu pelo qual Baduzinho ainda torcia, já morava na Ilha, quase não ia mais ao Maracanã, pensou: que enrascada, se fecho o gol meu time do coração perde, se deixo a bola entrar e perder, o time que defende e deu a oportunidade é quem perde… decidiu ali mesmo na boca do túnel da Barrir que ia jogar uma pá de cal como torcedor do Flu, passaria a torcer pelo clube onde jogasse, pensou que seria Profissional. Só jogou no Cocotá e no Olá.

Em 1969, quando entrou para a faculdade, decidiu encerrar a carreira visando ser profissional, goleiro bom é goleiro alto, bem sabia, com raras exceções, ele era compacto, embora ágil e de boa impulsão, além das qualidades psicológicas para um “Goalkeeper”. Manteve a decisão de só torcer pelo clube em que trabalhasse quando se tornou Técnico/Treinador, e nem mesmo quando trabalhou no Profissional do Flu em 1996 (momento difícil do Clube, com Renato Gaúcho que saíra e voltou por sugestão do Baduzinho ao Diretor Hargreaves) mudou sua posição.

Ao ser saído do Flu nesse ano foi para o América de Natal que fazia boa campanha, nas Laranjeiras o Mequinha de Natal sapecou 4 x 2 ou 1, na casa do Flu, nas Laranjeiras, oportunidade em que a torcida se revoltou e quebrou tudo… a torcida da Baduzinho mudara para Natal. Uma das recomendações do Treinador ao Flu em seu Projeto era aumentar as dimensões do campo, os clássicos eram no Maraca, mas contra times de mediano ou parco investimento, fácil retrancar e contra-atacar naquelas dimensões, e puniu feio o Flu com essa estratégia, colocando-a em prática. Mérito dos Jogadores.

Vale lembrar que em 1967, antes de jogar no Olaria, Baduzinho foi levado por seu Amigo Paulinho Tiribiça – que jogou no Cocotá e atuava no vitorioso Juvenil do Flu – a treinar no Flu com a permissão do famoso Treinador e ex-Jogador Pinheiro; treinou uma parte do coletivo entre os reservas e não sofreu gol, fez algumas defesas. Ao final do treino Pinheiro pediu que Paulinho o levasse à Sala do Treinador onde cumprimentou o jovem goleiro, disse que ele era bom, fez ótimo treino, mas o Flu tinha uma Filosofia própria e quanto aos goleiros deveriam ser longilíneos, com possibilidade de alcançar boas alturas, além das qualidades técnico-táticas e psicológicas. Que procurasse outro clube, pois tinha potencial. Não procurou, o Clube Olaria que o encontrou.

Cronologia

1902: Primeiros passos

Fundação do Fluminense Football Club

Oscar Cox, principal fundador do Fluminense.

Corria o ano de 1901 e o jovem Oscar Alfredo Cox voltava da Suíça, onde estudou e aprendeu a gostar de futebol. Na chegada ao Brasil foi o principal responsável pela implantação do esporte no país. Em 1 de agosto de 1901, o primeiro time formado por Oscar Cox e seus companheiros partiu para Niterói para enfrentar uma equipe formada por ingleses. Sua principal realização, porém, aconteceu na data de 21 de julho de 1902, quando, junto com mais vinte integrantes, fundou o Fluminense Football Club, em uma reunião na Rua Marquês de Abrantes, 51, então residência de Horácio da Costa Santos.[1]

O nome Fluminense surgiu naturalmente, sem maiores debates, apesar de a ideia inicial ter recaído sobre Rio Football Club. Acabou prevalecendo Fluminense, derivado do latim flūmen, que significa “rio”. O termo também é usado para se referir aos nativos do Estado do Rio de Janeiro (Flūmen Januarii, em latim).[2]

Graças ao pioneirismo e espírito empreendedor de Oscar Cox, que implantou, difundiu e popularizou o futebol fundando o Fluminense, um dos primeiros clubes de futebol no Brasil, o esporte bretão se tornou uma paixão entre os brasileiros. Desde esta época, o Fluminense já cumpria o seu papel de protagonista no futebol brasileiro, promovendo o esporte com iniciativas pioneiras, como a promoção de partidas beneficentes.

Homenagem aos fundadores. Entrada da sede. Vista da sede na entrada. Aspecto interno da sede.

Oscar Cox, Mário Frias e C. Robinson assinavam os cartões de convocação aos interessados na reunião do dia 30 de novembro de 1901, que trataria da fundação do Rio Football Club, aquele que seria o primeiro clube da cidade exclusivo para a prática do esporte trazido da Inglaterra. Mas a ideia fracassou.

No ano seguinte, após um confronto entre os combinados do Rio e de São Paulo, na capital paulista, em que Oscar Cox deixou fora da equipe um inglês do Paissandu Atlético Clube, o barrado Mr. Makintosh, ao lado do brasileiro João Ferreira, apropriou-se do nome Rio FC e fundou o clube no dia 12 de julho.

Por isso, a convocação de Cox desta vez foi mais incisiva. O bilhete postal enviado por Álvaro Costa trazia o seguinte texto: “Fluminense Foot-Ball Club. Segunda-feira, 21 do corrente, às 8 1/2 horas da noite, haverá uma reunião na Rua Marquês de Abrantes nº 51, a fim de tratar-se da fundação deste club. Assinado: A Comissão”.[2]

Os 20 participantes foram considerados sócios fundadores, “sem direito a regalias” e aclamaram Oscar Cox presidente. Assinaram a lista de presença, nesta ordem: Horácio Costa Santos (dono da casa), Mário Rocha, Walter Andreas Schuback, Félix Frias, Mário Frias, Heráclito de Vasconcellos, Oscar Alfredo Cox, João Carlos de Mello, Domingos Moitinho, Louis da Nóbrega Júnior, Arthur Gibbons, Virgílio Leite, Manoel Rios, Américo da Silva Couto, Eurico de Moraes, Victor Etchegaray, A. C. Mascarenhas, Álvaro Drolhe da Costa, Júlio de Moraes e A. H. Roberts. A missão passara a ser achar um campo.

O Fluminense Football Club foi fundado na casa de Horácio da Costa Santos, na Rua Marquês de Abrantes, número 51, bairro do Flamengo no Rio de Janeiro. A sessão de fundação, realizada em 21 de julho de 1902, foi presidida por Manoel Rios e secretariada por Oscar Cox e Américo Couto. Oscar Cox foi escolhido o primeiro presidente do clube a partir da proposta de João Carlos de Mello e Virgílio Leite. Dessa maneira, Manoel Rios tornou-se secretário da entidade. Em 17 de outubro deste mesmo ano o clube já estava instalado em Laranjeiras, bairro nobre do Rio de Janeiro.

Todos os seus fundadores eram cariocas, exceto Víctor François Etchegarayargentino, e A. H. Roberts, inglês, considerando apenas os seus locais de nascimento e não outras nacionalidades, como no caso de Oscar Cox, mas nos primeiros anos, entre os seus sócios, havia vários estrangeiros, em sua maioria britânicos e alemães.[3] Walter Andreas Schuback, era filho de alemães, mas nasceu no Rio de Janeiro.[4] Em 1903, o inglês Francis Henry Walter, sócio número 88 do clube, seria a única pessoa nascida fora do Brasil a presidir o Fluminense até os dias atuais.[5]

O Fluminense foi o primeiro clube a ser criado no futebol carioca que prosperou, sendo o mais antigo entre os grandes clubes brasileiros, considerando a prática do futebol. Inicialmente, o time de futebol utilizava uniforme nas cores branco e cinza.

O primeiro jogo do Fluminense foi disputado em 19 de outubro de 1902, contra o Rio Football Club, no campo do Payssandu, em Laranjeiras, a primeira goleada: Flu 8 a 0. Em 6 de setembro de 1903, aconteceu a estreia em jogos interestaduais, com três jogos no campo do Velódromo, em São Paulo. O escrete carioca somou um empate e duas vitórias.[6]

Em 15 de julho de 1904, após Assembleia Geral Extraordinária, o Fluminense trocou a camisa anterior pela tricolor. Passou a adotar as três cores presentes no hino composto por Lamartine Babo: verde, branco e encarnado, que passaram a ser as cores do clube. A primeira camisa tricolor do Fluminense foi criada em 1905,[7] com o Flu tendo disputado a primeira partida com a sua tradicional camisa em 7 de maio de 1905, em um amistoso no qual venceu o Rio Cricket por 7 a 1.

O público, sempre crescente, manifestava seu entusiasmo pelo futebol, o que contribuiu para o surgimento de novos clubes, fazendo, inclusive, com que em 1910 tivessem início os confrontos entre os combinados carioca e paulista. Anos mais tarde, graças à fidalguia e ao pioneirismo Tricolor, foi convocada a primeira Seleção Brasileira.

Sedes do clube

Ambiente da Sala de Troféus. Acesso ao Salão Nobre.

O Fluminense Football Club obteve sua primeira sede no dia 17 de outubro de 1902. A instalação inicial do clube tinha como endereço a Rua Guanabara, a atual Pinheiro Machado, esquina com a Rua do Roso, a atual Coelho Netto, no bairro carioca de Laranjeiras. O Fluminense alugava o terreno do Banco da República por cem mil réis. Porém a primeira opção dos fundadores do Fluminense era um terreno na Rua Dona Mariana, mas a proposta foi recusada pelo proprietário.

Só um ano mais tarde o terreno foi nivelado. Na época, a máquina niveladora e a de cortar grama eram puxadas por um burro. Para preservar o trabalho já feito, o animal era sempre calçado com luvas de veludo nas quatro patas. “Faísca” ficou então famoso e conhecido como o “burro mais elegante do Rio de Janeiro”.

Mais tarde, o terreno foi comprado por Eduardo Guinle e imediatamente começaram as obras para a construção da sede. Antes ela era uma pequena casa branca que servia de moradia para o vigia. Após a instalação de água e banheiro, o Flu já pagava o dobro do aluguel.

Em 14 de agosto de 1904, foi realizado o primeiro jogo interestadual no campo da Rua Guanabara, contra o Paulistano. Este foi o jogo inaugural da nova praça de esportes no Rio de Janeiro e a diretoria do Fluminense mandou construir uma pequena arquibancada de madeira para acomodar o público, cobrando os primeiros ingressos para um jogo de futebol. Além dos sócios do Fluminense e convidados presentes, foram 806 cartões passados pelos sócios e 190 entradas vendidas a não-sócios na bilheteria, com o ingresso custando 2$000 e uma renda apurada de 1:992$000.

Em 1905, Eduardo Guinle construiu, por sua conta, a primeira arquibancada em campos de futebol do Rio de Janeiro. Concluído este melhoramento, o aluguel triplicou novamente. Neste mesmo ano, mediante empréstimo feito entre os sócios, foi demolida a primeira sede e construída a segunda.

A inauguração da terceira sede, em 27 de julho de 1915, foi muito comemorada, culminando com um baile no rinque de patinação, quando foi entoado o primeiro hino do Fluminense, de autoria de Paulo Coelho Netto.

Ainda em 1915, o presidente Cunha Freire construiu arquibancada privativa para os sócios e suas famílias. O plano de expansão foi completado com a construção de um novo rink, aquisição de mobiliários, instalação elétrica, aumento das arquibancadas e construção das gerais.

Em 1918, começam as reformas que vão dar origem à quarta sede do Fluminense. As obras terminaram em 1920, sob a presidência de Arnaldo Guinle, que contratou o arquiteto catalão Hipòlit Gustau Pujol Jr. (Hipólito Gustavo Pujol Júnior) para projetar as dependências. Com vitrais franceses e lustres de cristal, o Salão Nobre se tornou palco de muitos shows, bailes, desfiles, óperas e balé. Ainda hoje, é muito utilizado para festas, reuniões e gravação de filmes e minisséries, como “Anos Dourados”, “Dona Flor e seus dois maridos”, “Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão“, telenovelas e comerciais. A sede é própria e, hoje, é tombada pelo patrimônio histórico.

Em 1961, a pedido da prefeitura e do Governo Estadual, parte de seu terreno foi desapropriado pela extinta Superintendência de Urbanização e Saneamento para ampliação da rua Pinheiro Machado – uma área de 1 084 metros quadrados -, que culminou com a demolição de uma parte da arquibancada. O governo indenizou o clube pela perda de seu patrimônio e o Flu prestava novamente à cidade um serviço relevante, mesmo tendo um enorme prejuízo esportivo.

1902–1911: pioneirismo e cisão

Representação do primeiro uniforme. Camisa comemorativa de 2002, inspirada no primeiro Uniforme utilizado no ano de 1905 em exposição. Foto em preto e branco de pessoas com uniforme de beisebol

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Time campeão carioca de 1906.Time campeão carioca de 1907

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Time campeão carioca de 1908

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Busto de Arnaldo Guinle, patrono tricolor.

Sede em noite de verão.

Após introduzir o futebol no Rio de Janeiro de forma organizada, Oscar Cox[8] e mais dezenove entusiastas fundaram o Fluminense Football Club em 21 de julho de 1902. A primeira partida oficial realizou-se no campo do Paysandu Cricket Club, quando o Fluminense venceu o Rio Football Club por 8 a 0 em 19 de outubro de 1902.

Em setembro de 1903, o Fluminense fez a sua estreia em jogos interestaduais, disputando três jogos na capital paulista. Após enfrentar quatorze horas de viagem, dirigiu-se à campo para enfrentar o Sport Club Internacional (São Paulo), empatando de 0 a 0 no dia 6. Já descansado, no dia 8 daquele mês, derrotou o Club Athletico Paulistano por 2 a 1 no dia 7 e o São Paulo Athletic por 3 a 0. No fim deste mesmo ano o Fluminense começou os esforços para fundar a Liga Carioca, o que se concretizou no dia 8 de junho de 1905, em reunião realizada nesse clube, com a presença de representantes de cinco agremiações, além do Fluminense, América, Bangu, Botafogo e Football Athletic, aos quais se juntariam em dezembro, Rio Cricket e Paysandu como integrantes da Liga.[9]

O Fluminense promoveu a visita do Club Athletico Paulistano em julho de 1905, tendo disputado duas partidas, nos dias 14 e 16, vencendo o primeiro jogo por 2 a 0 e perdendo o segundo por 3 a 2, com cerca de 2.500 pessoas assistindo cada partida, contando inclusive com a presença do Presidente da RepúblicaRodrigues Alves. Presidentes da República durante décadas compareceriam aos grandes eventos no Fluminense e alguns deles foram associados deste clube.

Em 22 de outubro de 1905, aconteceu a primeira partida entre Fluminense e Botafogo, data esta que marca o clássico de futebol mais antigo do Brasil, o Clássico Vovô. Nessa ocasião, o Fluminense venceu por 6 a 0.[10]

A primeira partida da história do Campeonato Carioca deu-se no dia 3 de maio de 1906, quando o Fluminense derrotou o Payssandu por 7 a 1 em Laranjeiras, perante cerca de mil torcedores elegantemente trajados, seguindo o padrão desta época.

Entre 1906 e 1911, o Fluminense dominou amplamente o futebol carioca, vencendo 5 dos 6 primeiros campeonatos. Nestes seis primeiros campeonatos, o Fluminense obteve 43 vitórias, 5 empates e apenas 4 derrotas, com 217 gols pró e 49 contra. Em 1907, quando terminou o campeonato empatado em pontos com o Botafogo, tinha o melhor saldo de gols no campeonato e no confronto direto, tendo sido ainda campeão invicto em 19081909 e 1911, neste último sem perder nenhum ponto.

Em 1911, Edwin Cox, um de seus principais jogadores, e o alemão Bruno Schuback, primo do concunhado de Cox, Walter Schuback, deixaram o clube para defender o Grêmio, para onde levaram também elevados conceitos de organização, implantando algumas modificações no clube gaúcho.[11] No final deste ano, mais nove de seus titulares saíram do clube após grave cisão, indo fundar o departamento de futebol do Flamengo.[12]

Neste ano o Fluminense, torna-se o primeiro clube do Brasil, a contratar um técnico profissional por longo prazo, o inglês Charles Williams, recrutado em Londres, tendo sido Charles o técnico da Seleção Dinamarquesa de Futebol que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Verão de 1908, nessa época a competição de futebol mais importante do mundo. Em 1907, o escocês Jock Hamilton havia sido contratado pelo Paulistano para treinar os seus times por apenas 3 meses, após o que retornou ao seu Fulham FC.

Em 1911, após a conquista do Campeonato Carioca, surgiu uma crise interna no Fluminense. A cisão, liderada por Alberto Borgerth, levou nove jogadores tricolores a criar uma seção de futebol no Clube de Regatas Flamengo, que não tinha em mente outro esporte que não fosse o remo.

Nos arquivos do clube estão registrados os seguintes fatos: tendo sido abertas duas vagas no Ground Committeé – comissão que avaliava a escalação da equipe que entraria em campo, em julho, com as demissões de Ernesto Paranhos e Haroldo Cox, ficou resolvido que Oswaldo Gomes e Alair Antunes seriam os candidatos.

Oswaldo Gomes já era, por escolha da diretoria, da qual Alberto Borgerth fazia parte, sub-capitão do 1º quadro, o que lhe tornava natural candidato a uma das vagas e mesmo, para capitão. Entretanto, Oswaldo Gomes preferiu candidatar-se ao Ground Committeé, porque Borgerth era o indicado para capitão.

No dia da reunião, surgiu um candidato da oposição – Joaquim Guimarães – e a votação terminou empatada: 15 votos para Oswaldo Gomes e 15 para Joaquim Guimarães. O presidente da Assembleia sugeriu, então, o critério de considerar eleito o candidato de mais idade e submeteu o seu ponto de vista à ratificação ou rejeição dos sócios presentes. Por 17 votos contra a Assembleia aprovou a sugestão do presidente.

Oswaldo Gomes estava eleito, de acordo com a maioria, mas não aceitou por entender que a questão deveria ser resolvida em outra Assembleia. Em 7 de agosto, em carta enviada à diretoria, Gomes entregou o cargo de sub capitão.

Nas vésperas do jogo contra o Rio Cricket, o comitê se reuniu e escalou uma equipe. Borgerth, porém, sugeriu, com apoio da maioria, que os jogadores fossem consultados. Afonso de Castro, voto vencido, bateu-se contra a sugestão, ponderando que isso constituía mau precedente, pois iria transferir aos jogadores as atribuições do Ground Committeé.

Com exceção de Oswaldo Gomes e James Calvert, os demais jogadores se pronunciaram pela substituição de Oswaldo por Arnaldo Guimarães e Paranhos por Borgerth, mas o comitê manteve a escalação anterior, contra o voto de Borgerth que estava de acordo com a maioria dos jogadores. O quadro escolhido pelo comitê foi a campo e venceu por 5 a 0.

No dia 3 de outubro, entretanto, Borgerth, Othon Baena, Píndaro de Carvalho Rodrigues, Emmanuel Nery, Ernesto Amarante, Armando de Almeida (Galo), Orlando Mattos, Gustavo de Carvalho e Lawrence Andrews solicitaram desligamento do Flu.

De acordo com depoimentos, alguns rebelados tricolores, inclusive Borgerth, sugeriram uma simples adesão ao Botafogo, hipótese imediatamente afastada, pois o alvinegro, na época, era o inimigo número um, pois tinha se sagrado campeão carioca de 1910 e deveria ser o adversário a ser derrotado.

Antes do Flamengo, alguns aventaram a possibilidade de irem para o Paysandu, que só possuía dois bons jogadores, mas por ser um clube exclusivamente de ingleses, a hipótese foi vetada. “Vamos para o Flamengo”, concluiu Borgerth.

A cisão ocorrida em 1911 dentro do Fluminense teve como um de seus pivôs, Borgerth. Somente a saída dos nove jogadores titulares do Flu para fundarem a seção terrestre do CRF não era suficiente.

Naquela época para que um clube de futebol vingar teria que fazer parte obrigatoriamente da Liga Metropolitana de Sports Athléticos e, para que isso ocorresse, dois obstáculos deveriam ser vencidos: o CRF teria que ter um campo de jogo e ainda deveria ser alterado o regulamento da Liga, que exigia para a disputa de qualquer campeonato pelo menos um ano no mínimo de filiação.

Em relato feito pelo próprio Borgerth, no Boletim do Fluminense de junho de 1952, ele cita que o primeiro obstáculo foi vencido quando o Fluminense arrendou por quantia irrisória seu campo ao CRF e o segundo foi conseguido com a grande influência de Mario Pollo na Liga, que conseguiu a alteração do regulamento, permitindo o Fla já disputar o Campeonato de 1912, vencido na versão da Liga pelo Paysandu e pelo Botafogo na Associação de Football do Rio de Janeiro.

Desta forma ocorreu a transferência definitiva de nove jogadores titulares tricolores – do time campeão de 1911 – para o rubro-negro. No primeiro Fla-Flu da história, que depois viria a se tornar o clássico mais tradicional do futebol brasileiro foi disputado no dia 7 de julho de 1912, nas Laranjeiras. De um lado, com a nova camisa do Flamengo, o time dias antes Campeão Carioca. Do outro, os reservas do Fluminense transformados em titulares com as exceções de Oswaldo Gomes e James Calvert, que já eram titulares anteriormente. O resultado não poderia ser diferente. A alegria e o delírio explodiram nas Laranjeiras com a comprovação em campo da supremacia de nosso clube: Fluminense 3 a 2 Flamengo. A vingança tricolor havia se concretizado e solidificava-se o mito de clube vencedor.

Maiores e melhores torcedores Tricolores que Baduzinho conheceu:

Nelson Rodrigues

Seu Toninho (Antônio de Almeida Santos) – Presidente do E. C. Cocotá. D.E.P.

Sérgio Amato – Cunhado.

Serginho Amato – Sobrinho

Huguinho Amato – Sobrinho

Adilson e Gerson Sophia – Primos Amados

Carlinhos Portugal – Meu nobre Contador desde sempre. Muito sabe do Fluminense

Carlos Raphael Portugal – Filho do Carlinhos e profundo conhecedor de Futebol e do Flu

Beto Velho

Denílson – Zagueiro e Capitão Campeão

Berg

Filipinho – um dos maiores Líberos do Brasil

Chico Magarinos

Dr. Tanagi – D.E.P.

Ronaldo Vidão

Joaquim da Padaria

Baduzinho – Tricolor até os 17. Uns dizem que sendo assim nunca foi… mas foi!

Vitor Leal – semelhantemente ao pai: até quando foi jogar Basquete no Botafogo

P.S. – A Camisa do Flu mais bonita é a de listras finas em grená, verde e branco.

P.S. 2 – Parabéns aos Pais que seguem este humilde site!

By Jucele

Julio Leal

Treinador Campeão Mundial U. 20 na Austrália em 1993

12 de agosto de 2026

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