EXXXTÓRIAXXX DO BADUZINHO ZÉ JULINHO – 11 – Na Universidade – BY COPILOT

EXXXTÓRIAXXX DO BADUZINHO ZÉ JULINHO

A Jornada Universitária e os Personagens que Marcaram a Turma

O Desafio de Chegar à Universidade

A trajetória de Baduzinho, universitário em um país onde menos de 10% conseguem alcançar esse espaço, revela as dificuldades e conquistas de quem trilhou um caminho singular. Em posts anteriores, foi relatado como Julinho, o Baduzinho de Madureira — também chamado Badu pelos mais próximos — conheceu a Educação Física. No colégio em que estudou, não era claro como o Professor de Educação Física atingia aquela posição, nem quem eram os Preparadores Físicos.

O Encontro com Ênio Farias e a Escolha Profissional

Em uma noite, enquanto ainda jogava no Olaria e treinava equipes das escolinhas do Cocotá, Baduzinho foi ao clube próximo de sua casa e assistiu à preparação física dos amigos, sob orientação do Professor Ênio Farias. Ênio, reconhecido como educador e mestre, anos depois fez junto com Baduzinho o curso de especialização para se tornar técnico de futebol, profissão regulamentada em 1993. Ênio morava em Copacabana, trabalhava em vários colégios e costumava fazer suas refeições após o treino, relaxando e conversando com os sócios antes de voltar para casa.

Em uma dessas conversas, já em 1969, Ênio perguntou aos presentes sobre suas escolhas para o vestibular. As respostas variaram: Economia, Administração, Química, Salva Vidas e outras profissões. Baduzinho respondeu Engenharia, pois estava em uma turma do Colégio Pedro II preparada para essa área, enquanto outras turmas focavam em Medicina e Letras. Ênio interrompeu, afirmando que Baduzinho tinha vocação para ser Professor de Educação Física e Treinador, funções que já exercia no clube, preparando crianças para o futebol, jogando bem todos os esportes e ensinando até natação na Praia da Bandeira. Seu caminho estava claro.

Julinho perguntou sobre a formação de um professor e treinador. Ênio explicou que era necessário cursar uma faculdade de Educação Física — na época, apenas a EEFD da UFRJ para civis e a ESEFEX para militares, ambas criadas por lei em 1940. Após três anos de graduação, os interessados em futebol seguiam para especialização, enquanto os de natação, basquete, vôlei e atletismo especializavam-se em suas áreas. Alguns seguiriam para mestrado, doutorado e carreira acadêmica. Havia também um curso pré-vestibular, realizado na própria EEFD e em outros locais, preparando os candidatos na teoria e prática para o vestibular.

O Apoio Familiar e os Desafios do Vestibular

Após o encontro, Zé foi para casa e relatou o ocorrido ao pai, militar, e à mãe. Seu Julio inicialmente se mostrou contrário, citando o baixo salário dos professores, especialmente de Educação Física, e fazendo piadas sobre o uniforme. Mas o filho, determinado, sonhava em trabalhar ao ar livre e educar. Mais tarde, Seu Julio tornou-se o maior incentivador, guardando todas as matérias sobre o filho.

Baduzinho morava na Ilha, o cursinho era na Urca, assim como a faculdade, mas antes era preciso vencer o vestibular. Um dos principais desafios era o exercício da “Oitava” na barra, pouco conhecido por outros esportes. Com aulas específicas, alguns começaram a dominar o movimento. No dia em que Baduzinho conseguiu, ouviu de Thomas Badrian, colega remador, sua surpresa ao ser superado pelo pequeno colega. Thomas passou!

As Provas do Vestibular

  • Teste de Cooper: correr a maior distância em 12 minutos, sob calor intenso em pista de carvão.
  • Natação: atravessar a piscina em qualquer estilo e pegar um prato no fundo. Djalma Cavalcante, atleta de lutas e líder, superou suas limitações e foi aprovado, com apoio solidário dos colegas.
  • Arremesso de Medicinebol: atingir distância mínima exigida.
  • Provas teóricas: conteúdos relativos à Área da Medicina.

A expectativa era grande até a divulgação dos resultados: 50 mulheres e 50 homens aprovados por semestre. Baduzinho, ansioso, conferiu seu nome na lista e comemorou a aprovação, junto com colegas e amigas. O pódio masculino contou com Jayme Pimenta Valente Filho (3º), Waldyr Mendes Ramos (2º) e Nelson Parente Filho (1º). No feminino, destaque para Sandra Regina de Goes Anderson (3ª), Layla Iracema Wlassow (2ª), Celina Corrêa Batalha (Oradora, 91.83 pontos). Essa turma, pioneira no Fundão, passou a se reunir anualmente e, desde 2022, celebra o título de Pioneiros de Ouro do Fundão.

Professores e Colegas Memoráveis

  • Professor Celio Cidade: mestre da didática, conhecido pelo uniforme impecável e frases marcantes, como “a hora é na hora”. Recebeu homenagens na formatura dos Pioneiros.
  • Mestre Alfredo Gomes de Faria Jr.: paraninfo, professor de Didática, autor de livros.
  • Maria Lenk: pioneira, levou a turma para novas instalações no Fundão, sonhando com uma escola moderna e inclusiva.

Entre os professores, destaque para Aptibol, Maré Mansa, Margarida, Paulo Servo, Affonsinho, Álvaro, Lucio, Hans, Ernesto Santos, Julio Bruno, Hermanny, Amilton e muitos outros, formando uma constelação de talentos.

Personalidades da Turma

  • Paulistinha: ex-jogador de futebol, brincalhão e sempre alegre.
  • Jayme: ídolo da turma, querido por todos, inteligente e experiente, ex-jogador do Flamengo, entrou em 3º lugar no vestibular.
  • Ronald: memória brilhante, contador de histórias, jogava muito futebol.
  • Waldyr: nadador excepcional, medalha de prata no vestibular, diretor honorável da EEFD, reconhecido por sua simplicidade e humildade.
  • Jorge Eiras: “romano” da turma, nadador e gozador, levou o time à vitória em competição interna.
  • Solange: líder dos Pioneiros, empática, simpática, dava caronas a Julinho, nascida no mesmo dia que Pelé.
  • Antonio Barbudo e Cauim: parceiros de Judô, treinavam junto com Julinho, cada um com sua experiência e graduação.
  • Mauro de Santa Maria: aluno, professor, mestre e doutor em Musculação, artista responsável pelos desenhos do convite de formatura.
  • Djalma: “Grande Jacaré”, exemplo de superação, humor afiado, criador de apelidos memoráveis.
  • Andonia: excelente aluna, precursora da Ginástica Rítmica, vencedora em competições nacionais e internacionais.
  • Celinha: “Pingo de Ouro”, figura alegre e presente em todos os encontros, tornou-se estrela na pandemia.
  • Celina: brilhante aluna, oradora da turma.
  • Carlos Cesar: excelente aluno, zagueiro do Fluminense e da Escola, bicampeão mundial de futebol.
  • Regininha: pessoa querida, casou-se com colega de turma, amizade forte com Solange.
  • Nequinha: filho do famoso treinador Neca, magrinho ao entrar, ficou forte com musculação, apelidado de Submarino, sempre gostou de dançar.
  • Léa Laborinha: excelente aluna e líder, dedicada na organização de festas, incansável e eficiente.
  • Espezim: um dos mais antigos da turma, jornalista, advogado, professor e treinador, criador da BFA para o desenvolvimento do futebol africano, conselheiro de João Havelange, levado pela pandemia.
  • Maurição: homem forte, graduado em esportes de luta, personalidade marcante, episódios memoráveis em treinos e aulas, sempre pediu desculpas após conflitos.
  • Lazaroni: colega desde o ginásio, goleiro, parceiro e amigo, campeão no Flamengo e na Seleção. Manigo (Mano + Amigo)

Tantos Queridos e As Conduções para o Fundão

Outros nomes importantes: Chiquinho Pastor, Lula Paiva, J. Alves, Georgette, Zé Roberto, Layla, Luiz Felipe, Carlos Roberto, Tadeu, Zélia e Dionísio, Alexandre, Paquinha e tantos outros que formaram uma turma unida e incrível.

As aulas só começavam quando três conduções coletivas chegavam ao Fundão: o Batmóvel do Kid (Euclides), que esperava colegas vindos de Niterói; o Miudinho (Saldanha), trazendo o pessoal de Meriti e adjacências; e Nelson Parente, que trazia amigos da Zona Sul num Fuscão veloz.

Lapidar: Reflexão Final

P.S. – LÁPIDAR: Veni, Vidi, Vici/Perdidi, Amavi et Amatus Sum: Vim, Vi, Venci/Perdi, Amei e Fui Amado. Julio Leal.

P.S. 2 – Parabéns Primo Amado André Julio! Inspiração e felicidades! Abraços

P.S. 3 – Parabéns Primo/Sobrinho Matheus! Saúde e conquistas na nova idade! Beijos

P.S. 4 – Exxxtoriaxxx por que são Estórias em Carioquês, o Português sob o sotaque do povoda Cidade do Rio de Janeiro, os KRIOKs.

By Jucele

Julio Leal

Campeão Mundial de Futebol Under 20 na Austrália em 1993

02 de maio de 2026

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