Exxxtóriaxxx, História, Fatos, Casos e “Causos”: 28 – Verídica – Fluminense Football Club – O Tricolor das Laranjeiras do Seo Julio. Parte IV de VI.

PARTE IV (DE VI)

INTRODUÇÃO

Raízes familiares e paixão pelo futebol

Julio Cesar Leal, o 4º do nome, era um pai tricolor das Laranjeiras, assim como boa parte da família Cesar Leal. Praticou vários esportes e chegou a jogar basquete em seu clube do coração, com carteirinha. No Exército, atuou no futebol de salão e de campo; neste último, foi reserva de Castilho, um dos maiores goleiros do Fluminense e do Brasil. Baduzinho chegou a vê-lo jogar salão no local onde o pai servia.

O avô vascaíno, o português José Pinto Lopes, era conhecido como Badu em Madureira e no Vasco da Gama. Nas décadas de 1920 e 1930, jogou no Vasco com os irmãos Alberto e Tonico — também chamados Badus — e também defendeu o América. Em 1950, já como juiz de futebol, foi bandeirinha no primeiro jogo do Maracanã, entre as seleções de São Paulo e do Rio, que terminou em 1 x 1. Orgulhava-se de ter introduzido Mario Vianna, com dois “ennes”, no futebol. Fez do neto mais novo, Jairo, um vascaíno.

Infância no Maracanã

Desde muito pequeno, Zé saía de Madureira de trem para assistir, com o pai e o irmão, aos jogos do Fluminense no Maracanã.

Presenciou grandes partidas, como o Fla x Flu — ou Flu x Fla — de 1963, de lotação máxima. Sem ingressos para a arquibancada, foram para a Geral. Ficaram sob a torcida tricolor, que lançava sacos de farinha de trigo branca para imitar o Pó de Arroz. Alguns saquinhos chegavam inteiros e eram estourados na cabeça de torcedores próximos, que, apesar do susto e da sujeira, sentiam-se abençoados.

Como Baduzinho e Jairo eram pequenos e nada conseguiam ver, mesmo perto do fosso, revezavam-se na corcunda do Seo Julio. Do banco de reservas — e, mais tarde, quando trabalhou no Flamengo e no Vasco — também não se enxergava, do outro lado do campo, do joelho para baixo. Para uma criança, a solução era subir nos ombros do pai: padecer no paraíso. A resistência e a força de Julio, da Infantaria, ajudavam.

A experiência como goleiro

Aos 17 anos, em 1967/68, Baduzinho jogava no Cocotá, na Ilha. Depois de um amistoso contra o Olaria, foi convidado a atuar na Bariri. Começou o campeonato e enfrentou Madureira, Vasco, Bonsucesso e outros clubes, até chegar a partida contra o Fluminense, pelo qual ainda torcia.

Já morando na Ilha e quase sem ir ao Maracanã, viu-se diante de um dilema: se fechasse o gol, seu time do coração perderia; se facilitasse e sua equipe fosse derrotada, prejudicaria o clube que lhe dera a oportunidade. Na boca do túnel da Bariri, decidiu encerrar sua condição de torcedor do Fluminense e passar a apoiar apenas o clube em que jogasse. Imaginava que seria profissional, mas atuou somente no Cocotá e no Olaria.

Em 1969, ao entrar para a faculdade, decidiu encerrar a carreira de jogador. Sabia que, salvo raras exceções, goleiro bom precisava ser alto. Ele era compacto, embora ágil, com boa impulsão e qualidades psicológicas para um “goalkeeper”.

Do campo à carreira de treinador

Ao se tornar técnico e treinador, manteve a decisão de torcer somente pelo clube em que trabalhasse. Nem mesmo em 1996, quando integrou o profissional do Fluminense em um momento difícil — com Renato Gaúcho, que havia saído e voltou por sugestão de Baduzinho ao diretor Hargreaves —, mudou de posição.

Depois de deixar o Fluminense naquele ano, foi para o América de Natal, que fazia boa campanha. Nas Laranjeiras, o Mequinha de Natal venceu o Fluminense por 4 x 2, resultado que revoltou a torcida, que quebrou tudo. Na ocasião, a torcida de Baduzinho já havia mudado para Natal.

Em seu projeto para o Fluminense, o treinador havia recomendado aumentar as dimensões do campo. Os clássicos eram disputados no Maracanã, mas, no campo das Laranjeiras, equipes de investimento mediano ou reduzido podiam se retrancar e contra-atacar com facilidade. Contra o próprio Fluminense, aplicou essa estratégia com eficiência. O mérito foi dos jogadores.

Um teste no Fluminense

Em 1967, antes de jogar no Olaria, Baduzinho foi levado ao Fluminense pelo amigo Paulinho Tiribiça, que havia jogado no Cocotá e atuava no vitorioso juvenil tricolor. Com a permissão do famoso treinador e ex-jogador Pinheiro, participou de parte de um coletivo entre os reservas, não sofreu gols e fez algumas defesas.

Ao fim do treino, Pinheiro pediu que Paulinho o levasse à sala do treinador. Cumprimentou o jovem goleiro, disse que ele era bom e que fizera um ótimo treino, mas explicou que o Fluminense tinha uma filosofia própria: seus goleiros deveriam ser longilíneos, capazes de alcançar boas alturas, além de reunir qualidades técnico-táticas e psicológicas. Recomendou que procurasse outro clube, pois tinha potencial. Baduzinho não procurou; o Olaria foi quem o encontrou.

Fluminense Football Club: história

O Fluminense Football Club foi fundado em 21 de julho de 1902 por Oscar Cox, jovem filho de um cidadão inglês que era vice-cônsul da Inglaterra no Equador. Na época, o clube adotava as cores cinza e branco.

Cox foi um dos grandes responsáveis pela chegada do futebol ao Brasil. Em suas viagens à “Terra da Rainha”, trazia novidades, bolas e materiais esportivos. Também jogou e foi campeão carioca em 1906, quando o Fluminense já vestia verde, branco e grená. Como havia dificuldade para adquirir o tecido cinza do uniforme original, a mudança de cores foi aprovada em 1904, dando origem ao Tricolor.

Pioneirismo e reconhecimento

Pioneiro, o Fluminense construiu o primeiro estádio de cimento da América Latina, o Estádio de Laranjeiras. O local sediou o Campeonato Sul-Americano de Seleções, atual Copa América, e os Jogos Olímpicos Latino-Americanos, hoje Jogos Pan-Americanos. Também foi palco do primeiro título relevante da Seleção Brasileira.

Considerada o Prêmio Nobel do Esporte, a Taça Olímpica foi concedida ao Fluminense em 1949. O clube é o único da América Latina a deter a honraria e o único clube de futebol do mundo a ter seu nome inscrito nesse reconhecimento do Comitê Olímpico Internacional por serviços prestados ao esporte.

Ídolos, títulos e estrutura

  • Ademir de Menezes
  • Altair
  • Assis
  • Branco
  • Carlos Alberto Torres
  • Castilho
  • Conca
  • Deco
  • Didi
  • Escurinho
  • Ézio
  • Félix
  • Flávio
  • Gerson
  • Hércules
  • Jair Marinho
  • Marcos Carneiro de Mendonça
  • Orlando Pingo de Ouro
  • PC Caju
  • Pinheiro
  • Pintinho
  • Preguinho

Preguinho marcou o primeiro gol da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Desde Oscar Cox, muitos craques vestiram a camisa do Fluminense:

  • Renato Gaúcho
  • Rivellino
  • Romário
  • Romerito
  • Tele Santana
  • Waldo
  • Washington
  • Welfare

O Fluminense é tetracampeão brasileiro, campeão da Copa do Brasil e da Copa da Primeira Liga, além de 33 vezes campeão estadual. Também foi vice-campeão da Copa Libertadores da América e da Copa Sul-Americana.

Além da sede de Laranjeiras e do Maracanã, onde manda seus jogos, o clube possui dois centros de treinamento. O de Xerém, em Duque de Caxias, atende às divisões de base; o da Barra da Tijuca é destinado ao futebol profissional.

Oscar Cox, fundador do Fluminense e introdutor do futebol no Rio de Janeiro

PARTE IV

1961–1968: vitórias pelo mundo e no estado

Taça Dínamo de Moscou vs. Fluminense de 1963.Taça do Campeonato Carioca de 1964.Taça Guanabara de 1966

Em 1961, o Fluminense fez uma vitoriosa excursão pela Europa e pela África, pois em 10 jogos venceu 7, empatou 2 e perdeu apenas 1, para o Sporting, no primeiro jogo, por 2 a 0. As partidas foram contra o Nacional, no Cairo (Flu 2 a 1), Tanta, na cidade egípcia do mesmo nome (Flu 3 a 0), na Bulgária contra as seleções A e B deste país (1 a 0 e 1 a 1), na França contra o Olympique de Nice (7 a 2), na Itália, em Milão, contra a Inter (1 a 1), encerrando a excursão na Espanha, contra o Espanyol, em Barcelona (2 a 1), Málaga, em Málaga (6 a 0) e por último contra o Valencia, em Valência (3 a 2). Durante a excursão, Waldo Machado foi vendido para o Valencia, trazendo enormes prejuízos técnicos ao Fluminense, que terminou o Campeonato Carioca de 1961 apenas em quinto lugar. O maior artilheiro da história tricolor se transformou no segundo maior da história do Valencia e, após encerrar a carreira, radicou-se definitivamente na Espanha.

Terceiro colocado no Campeonato Carioca de 1962, o Fluminense enfrentaria a Seleção Olímpica da União Soviética em 1962, com derrota no Maracanã por 1 a 0, e em 1963, empatando por 0 a 0 com a seleção soviética principal em Volgogrado. Seis dias antes do empate, venceu o Dínamo de Moscou por 1 a 0 na capital russa, tendo feito nesse ano um total de 11 jogos na Escandinávia e na União Soviética, com nove vitórias, um empate e apenas uma derrota, por 2 a 1 logo na primeira partida, como acontecera no ano anterior, contra o Combinado Osk-Degerfors, da Suécia.

Em 1963, o Fla-Flu que decidiu o Campeonato Carioca em um 0 a 0, sagrando o Fla campeão e o Flu vice, bateu o recorde mundial de público entre clubes: 194.603 (177.656 pagantes). Nesse mesmo ano o Flu chegou em terceiro no Torneio Rio-São Paulo, a sua melhor colocação no torneio interestadual nesse período. Entre 1961 e 1968 chegaria em terceiro lugar no Campeonato Carioca em quatro edições.

Assim com acontecera em 1951, Fluminense e Bangu terminaram o Campeonato Carioca de 1964[48] empatados com o mesmo número de pontos, sendo necessária uma melhor de três pontos (a vitória então ainda valia 2 pontos) para definir quem seria o campeão. O Flu venceu a primeira partida por 1 a 0 perante 64.014 pagantes com gol de Amoroso e o segundo e decisivo jogo por 3 a 1 perante 75.106 pagantes com gols de Joaquinzinho, Jorginho e Gílson Nunes para o tricolor, descontando Bianchini para o Bangu, sagrando-se assim campeão carioca. Na partida final, o técnico Tim mandou que o centroavante Amoroso voltasse para buscar o jogo, no que era acompanhado por seu marcador, abrindo espaço para outros jogadores do Fluminense aparecerem na área do Bangu, surpreendendo então o time adversário. Em 26 jogos, a equipe obteve 17 vitórias, 5 empates e apenas 4 derrotas, com 48 gols pró e 17 contra. Amoroso foi o artilheiro deste campeonato com dezenove gols e então iniciava-se a carreira de Carlos Alberto Torres, recém saído do time juvenil (atual categoria júnior), que viria a ser capitão do Brasil na Copa do Mundo de 1970.[49]

No ano de 1965 o Fluminense foi campeão do Torneio Início ao bater o Flamengo na final, e teve outro grande momento ao bater o Botafogo por 7 a 2 no Torneio Rio-São Paulo.[50] Na decisão do terceiro lugar do Torneio do IV Centenário do Rio de Janeiro de 1965 derrotou a Seleção do Paraguai por 3 a 2,[51] tendo terminado o Campeonato Carioca de 1965 e o de 1966 em terceiro lugar.

Em 1966, o Fluminense foi campeão invicto da Taça Guanabara, então competição independente do Campeonato Carioca, ao bater o Fla na final por 3 a 1 perante 69.730 pagantes, com dois gols de Mário e 1 de Amoroso para o Flu, e Silva para o Fla, também tendo conquistado o Torneio Quadrangular Pará-Guanabara nesse ano, competição que contou, além do Flu, com o Botafogo, Remo e Paysandu.

Em 1967 e 1968, chegaria em terceiro e quarto lugar no Campeonato Carioca, respectivamente.

Entre 1952 e 1968, o Fluminense realizou 128 jogos internacionais, vencendo 75, empatando 23 e perdendo 30, com 314 gols pró e 175 gols contra. Neste mesmo período, o tricolor disputou 321 jogos interestaduais, vencendo 181, empatando 57 e perdendo 84, com 743 gols pró e 409 contra.

1969–1974: a primeira Máquina Tricolor, a morte de Ari Hercílio e o Carioca de 1973

Taça do Campeonato Brasileiro de 1970.Troféu do Sul-Americano de Vôlei Feminino de 1971.Taça do Campeonato Carioca de 1971.Taça Casa Lido 1973 conquistada em Moçambique.

O time montado pelo técnico Telê Santana em 1969 deu alegrias durante três anos aos tricolores, tendo conquistado o Campeonato Carioca em 1969 e 1971, em 1970 o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, competição já reconhecida em sua época pela CBD até 1974 no mesmo patamar que o Campeonato Brasileiro que mudaria de nome no ano seguinte,[52][53] sendo vice-campeão carioca nesse mesmo ano, e da Taça Guanabara, então competição independente do Carioca, em 1969 e 1971.

No Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, o Fluminense obteve 10 vitórias, 5 empates e apenas 4 derrotas. O jogo final do campeonato nacional foi no Maracanã contra o Atlético Mineiro, terminou em 1 a 1, perante 112.403 torcedores pagantes.[54] Participaram também desta fase final Cruzeiro, que o Flu venceu por 1 a 0 no Mineirão) e o Palmeiras, derrotado pelo tricolor por 1 a 0 no Maracanã. O Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi criado em 1967 pelas federações carioca e paulista de futebol e organizado e patrocinado pela CBD a partir de 1968. Na partida decisiva contra o Atlético-MG, a torcida do Fluminense colocou uma faixa com os dizeres “Pra frente, Máquina”,[55] para homenagear este grande time tricolor, apelido que passaria a acompanhar os grandes times do Flu.

O Fluminense foi ainda campeão da Taça Guanabara de 1969, ao vencer o América por 1 a 0 perante 67 492 pagantes, e, em 1971, ao vencer o Flamengo por 3 a 1, com três gols de Mickey. Cabe lembrar que a Taça Guanabara, até 1972, foi um torneio disputado à parte do Campeonato Carioca.

No Campeonato Carioca de 1970 o Fluminense venceria o Vasco por 2 a 0 na última rodada, mas não podia mais alcançar o rival por conta de tropeços como um empate e uma derrota para o Olaria, perdendo o tricampeonato.

Nesses três anos, o Flu obteve 34 vitórias, 15 empates e 7 derrotas (4 em 1970), fazendo 90 gols e sofrendo 39 nos campeonatos cariocas, sendo que sua única derrota em 1971 foi por 1 a 0 para o Botafogo em 18 de abril de 1971, na polêmica fase final do campeonato, com um gol de pênalti denunciado pela imprensa como irregular e que deu a vantagem do empate para o alvinegro no último jogo da fase final, causando também a única derrota do Fluminense nesse campeonato.[56] Na partida final, o Tricolor derrotou o Botafogo por 1 a 0, com um gol igualmente reclamado pelos torcedores rivais como irregular. Para confirmar a sua superioridade, conquistou também a Taça Guanabara de 1971, em seu último ano como competição independente regular.

Na Taça Libertadores da América de 1971, o Fluminense foi desclassificado ao perder no Maracanã para o Deportivo Itália (VEN) por 1 a 0, time este que o Flu havia ganhado por 6 a 0 em seu país. Abatido com o resultado inesperado, que praticamente teria lhe dado a classificação para a próxima fase, o time perdeu também a última partida para o Palmeiras por 3 a 1 (em São Paulo, o Flu havia o derrotado por 2 a 0), perdendo com isto a classificação. Os outros dois jogos do Flu foram contra o Deportivo Galicia (Venezuela), a quem o Flu venceu por 3 a 1 fora e por 4 a 1 no Maracanã, terminando esta edição em sétimo lugar.

Em dezembro de 1971 o Fluminense conquistaria o Torneio José Macedo Aguiar em Salvador, disputado contra o Flamengo e as equipes dos clubes baianos Esporte Clube Bahia e Esporte Clube Vitória.

As quadras do Fluminense foram palcos de muitas das maiores partidas internacionais realizadas no Brasil durante décadas, tendo sediado jogos da Copa Davis de 1972.[57]

Em 18 de novembro de 1972 faleceu o zagueiro gaúcho Ari Hercílio, por afogamento, ele que chegou ao clube junto com o argentino Luis Artime e o tricampeão mundial pela Seleção Brasileira, Gérson, para reforçar o time tricolor, em reformulação em relação ao grande time dos três anos anteriores.[58][59]

O Flu, vice-campeão carioca em 1972, voltaria a ser campeão no ano seguinte com um time com vários jovens recém saídos das categorias de base, como Carlos Alberto Pintinho, Kléber, Marquinho (que depois seria conhecido como Marco Aurélio) e Rubens Galaxe, liderados pelo experiente armador Gérson, o Canhotinha de Ouro. O time tricolor, em 25 jogos, obteve 13 vitórias, 7 empates, e 5 derrotas, com 36 gols a favor e 16 contra, tendo derrotado o Flamengo na final por 4 a 2 em jogo disputado debaixo de muita chuva, perante 74.073 pagantes. Manfrini foi o maior goleador tricolor e segundo do campeonato, tendo feito 13 gols. No início desse ano o Fluminense conquistaria o Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro de 1973, disputado no Estádio de São Januário contra o Vasco e dois clubes argentinos, Argentinos Juniors e Atlanta.

Ainda neste ano de 1973, o clube fez a sua maior excursão à África, disputando 8 partidas neste continente, com sete vitórias, 1 empate e nenhuma derrota, com 28 gols pró e apenas 6 contra. A maior vitória foi contra o Benfica de Luanda, quando o Flu venceu por 7 a 0 e o único empate foi contra a Seleção de Zâmbia, por 2 a 2.

Em 1974, o time chegou invicto e com a vantagem do empate ao jogo decisivo da Taça Guanabara contra o América, tendo tido sua grande atuação neste ano na vitória contra o Vasco por 5 a 1 perante 72.368 pagantes, com três gols de Gil. Após a derrota por 1 a 0 que deu o título ao América perante 97.681 pagantes, o time caiu muito de produção e terminou o Campeonato Carioca em quinto lugar.

1975–1986: a Máquina revivida

Taça do Campeonato Carioca de 1975.Taça do Torneio Viña del Mar de 1976.Taça do Torneio de Paris 1976.Troféu Teresa Herrera 1977.Bustos de Assis e Washington, o “Casal 20”.Taça do Campeonato Brasileiro de 1984.Taça do Torneio de Seul de 1984.

No bicampeonato carioca em 1975/1976, o Fluminense armou dois times repletos de craques, liderados por Roberto Rivellino. A equipe, apelidada de a Máquina Tricolor, aventurava-se em se excursões pelo mundo, conquistando uma série de torneios amistosos de grande prestígio internacional. No time de 1976, o único jogador que não jogou pela Seleção Brasileira foi o atacante argentino Narciso Doval. O Fluminense teve times com campanhas melhores e elencos mais ganhadores do que os times de 1975 e de 1976, mas talvez nunca tenha tido times tão habilidosos, que lotavam estádios por onde passassem pois proporcionavam grandes espetáculos futebolísticos aos espectadores.

No Campeonato Carioca de 1975, o Fluminense classificou-se para as finais ao ganhar a Taça Guanabara contra o América com um gol de falta de Rivellino aos 13 minutos do 2º tempo da prorrogação, perante 96.035 pagantes.[60] Os adversários do tricolor na final foram o Botafogo, campeão do segundo turno e o Vasco, campeão do terceiro. No primeiro jogo das finais, o Fluminense venceu o Vasco por 4 a 1 perante 79.764 pagantes, no segundo, o Vasco venceu o Botafogo por 2 a 0 e, no terceiro, com 100.703 pagantes, o Fluminense administrou o resultado, perdendo por 1 a 0, e sagrando-se campeão carioca. A campanha tricolor teve 31 jogos, com dezenove vitórias, 6 empates e 6 derrotas, 53 gols a favor e 22 contra. Os artilheiros tricolores foram Manfrini, com dezesseis gols e Gil e Rivellino, com onze gols cada.

Após a conquista da Taça Guanabara, para comemorar a contratação de Paulo César Lima que antes era o grande astro do Olympique de Marseille, o Fluminense realizou um amistoso contra o forte time do Bayern de Munique, base da Seleção Alemã campeã mundial de 1974, que contava em seu elenco com jogadores como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Gerd Müller, Georg Schwarzenbeck, Jupp Kapellmann e a estrela nascente Karl-Heinz Rummenigge. O amistoso foi em 10 de junho, à noite, com 60.137 tricolores pagando ingressos e a administração do estádio tendo que mandar abrir os portões com o jogo já começado, pois não esperava o fluxo de público que compareceu ao Maracanã, liberando a entrada para milhares de pessoas que não pagaram ingressos. O Fluminense ganhou o jogo por 1 a 0, gol de Gerd Müller contra, resultado que não espelhou a enorme disparidade técnica do Flu sobre o seu oponente neste dia.[61]

Na campanha do bicampeonato em 1976, o Fluminense disputou 32 jogos, vencendo 23, empatando 7 e perdendo apenas 2, com 74 gols pró e 26 contra. O artilheiro e o vice deste campeonato foram tricolores, Doval com vinte gols e Gil com 19. O Flu classificou-se para as finais ao vencer o terceiro turno perante o Botafogo por 5 a 1 debaixo de uma enorme tempestade. Classificaram-se também para as finais o Vasco, campeão da Taça Guanabara, o Botafogo, campeão do segundo turno e o América, campeão da repescagem. Como Fluminense e Vasco terminaram empatados nesta fase final, foi necessário a realização de uma partida extra para decidir este título e o Fluminense venceu por 1 a 0, com gol de Doval aos 14′ do segundo tempo da prorrogação, perante 127.052 pagantes. Neste campeonato, o Flu aplicou 8 goleadas tendo feito 4 gols ou mais, a maior contra o Goytacaz, por 9 a 0 em 24 de abril. Também nesse ano, o Fluminense conquistaria os prestigiosos Torneio Viña del Mar de 1976 e Torneio de Paris de 1976.

O clube disputou a Taça Teresa Herrera de 1977 contra o Real Madrid, o Feyenoord e o Dukla Praga, base da Seleção Tchecoslovaca de Futebol, campeão da Eurocopa. O Flu terminou campeão vencendo o Feyenoord por 2 a 0 e, na final, o Dukla, que havia eliminado o Real Madrid, por 4 a 1. Rivellino, que em 1978 deixaria o tricolor ao ser vendido para futebol árabe, foi eleito o grande nome do torneio.

O Fluminense conquistaria ainda em 1977, a Copa Vale do Paraíba e a Copa Governador Faria Lima.

O Flu chegaria em terceiro nos campeonatos cariocas de 1977 e de 1978, quarto em 1979 e seria vice-campeão do Campeonato Carioca Especial de 1979, um torneio extra como existiram outros na história do Campeonato Carioca.

Em 1980, o Flu voltaria a ganhar o Campeonato Carioca com um time praticamente formado nas Laranjeiras, pois apenas dois jogadores (Gilberto, formado pelo Atlético Goianiense e Cláudio Adão, formado pelo Santos) não passaram pelas categorias de base do tricolor. O Fluminense venceu o Vasco na final por 1 a 0 gol de Edinho de falta (com 108.957 pagantes), mesmo adversário que o Flu já havia batido na decisão do primeiro turno na disputa por pênaltis, quando 101.199 torcedores pagaram ingressos. A campanha da garotada tricolor, em 24 jogos, teve 12 vitórias, 8 empates e 4 derrotas, com 43 gols pró e 25 contra. O tricolor Cláudio Adão foi o artilheiro do campeonato com vinte gols. Nesse mesmo ano, o Tricolor chegaria ao sexto título sul-americano no vôlei feminino, sendo quatro deles em sequência.[62]

Em 1981 e 1982 o Flu não foi bem nos campeonatos cariocas, terminando-os em quinto lugar. No Campeonato Brasileiro de 1982 o time tricolor chegou em quinto lugar, perdendo a classificação para as semifinais com um gol incrível, de Tonho para o Grêmio em chute de longa distância perante 69.115 torcedores no Maracanã. No primeiro jogo empate por 1 a 1 no Estádio Olímpico e no segundo derrota do Flu por 2 a 1.

Após conquistar a Taça Guanabara de 1983 em um clássico contra o America em que venceu por 2 a 0 com dois gols de Assis, perante 79.275 pagantes, o Fluminense se classificou para as finais contra o Flamengo, campeão da Taça Rio e contra o Bangu, time que mais pontuou no campeonato. O Flu empatou com o Bangu por 1 a 1, venceu o rubro-negro por 1 a 0 com gol de Assis[63] aos 45 minutos do segundo tempo em jogo disputado debaixo de chuva com 83.713 pagantes. Como o Flamengo ganhou do Bangu por 2 a 0, o Flu sagrou-se campeão carioca. A campanha tricolor teve 24 jogos, com treze vitórias, 6 empates e 5 derrotas, com 31 gols pró e 13 contra. O artilheiro tricolor foi Assis, com onze gols e o segundo o centroavante Washington, com 8, jogadores que formavam uma dupla pelo seu ótimo entendimento conhecida como o Casal 20, nome de um famoso seriado de televisão desta época – Hart to Hart.

O Fluminense teve nos anos 1980 grandes momentos, mas o principal talvez tenha sido quando levantou o título brasileiro[64] em 1984 ao bater o Vasco nos jogos finais, nos Clássicos dos Gigantes mais importantes realizados até hoje. A campanha tricolor teve 26 jogos, com quinze vitórias, 9 empates e apenas 2 derrotas, com 37 gols pró e apenas 13 contra. Nos jogos finais, o Fluminense venceu o Vasco no primeiro jogo por 1 a 0, com gol do paraguaio Romerito e empatou por 0 a 0 no segundo, perante 128.381 pagantes. A maior goleada tricolor foi nas quartas-de-finais contra o Coritiba, no Maracanã, por 5 a 0, empolgando os 60.385 pagantes.

No Campeonato Carioca de 1984, o Fluminense chegou ao bicampeonato após 24 partidas, com dezesseis vitórias, 5 empates e 3 derrotas, 40 gols pró e 16 contra, com Romerito sendo o artilheiro tricolor com onze gols. O time tricolor classificou-se para as finais por ter sido o clube que mais pontuou durante o campeonato, contra o Flamengo, campeão da Taça Guanabara e o Vasco, campeão da Taça Rio. Nas finais o Fluminense venceu o Vasco por 2 a 0 perante 94.123 pagantes e o Flamengo por 1 a 0, perante 153.520, de novo, com gol de Assis, desta vez aos 30′ do 2º tempo. Em outubro, conquistaria o Torneio de Seul de 1984.

O Fluminense chegou ao seu terceiro tricampeonato estadual em uma final contra o Bangu em 1985, em que ganhou de 2 a 1 perante 88.162 pagantes, com gol de Marinho para Bangu aos 4 minutos do 1º tempo e no segundo, com gols de Romerito aos 18 minutos e Paulinho de falta, aos 31, conquistou o título. A campanha tricolor neste ano teve 24 jogos, com quinze vitórias, 7 empates e apenas 2 derrotas, com 32 gols pró e 12 contra.

O Fluminense classificou-se para as finais ao vencer a Taça Guanabara[65] contra o América por 1 a 0, com gol de Romerito aos 38′ do 2º tempo perante 47.160 pagantes, disputando depois o título máximo contra o Flamengo, campeão da Taça Rio, e contra o Bangu, time que mais pontuou durante este campeonato. No primeiro jogo, contra o Flamengo, houve empate por 1 a 1 perante 95.049 pagantes e no segundo o Bangu ganhou do Fla por 2 a 1, levando vantagem do empate para o jogo final.

Na Copa Libertadores de 1985, o Flu não foi bem, terminado esta primeira fase em terceiro, quando classificava-se apenas o líder do grupo para a fase seguinte. Neste ano o Fluminense, disputou em jogos de ida e volta pelo Grupo 1 contra o também carioca Vasco e contra os argentinos Ferro Carril Oeste e Argentinos Juniors, que acabou campeão desta competição. O Flu, em campo, obteve 3 empates e 3 derrotas mas acabou ganhando os pontos do empate de 3 a 3 contra o Vasco, que escalou irregularmente o jogador Gersinho nesta partida, mesmo alertado antes do jogo.

A partir de 1985, tempos difíceis para o Fluminense seriam organizados fora de campo, pois ao assumir a presidência da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Vianna garantiu que acabaria com “o reinado dos coloridos”, pois, até então, era o Flu que detinha a liderança dos títulos cariocas. Já em 1986, foi denunciado um escândalo de manipulação de arbitragens, intitulado pela imprensa de “Escândalo das papeletas amarelas“, que visava impedir o Flu de conquistar o tetracampeonato estadual, o que foi conseguido. Além disso, por conta de uma epidemia de dengue em seu elenco o time não pode comparecer a um jogo contra o Americano em Campos, perdendo os pontos e a possibilidade de se sagrar campeão, mesmo com as dificuldades extracampo.

1987–1999: decadência e superação

Taça do Torneio de Paris de 1987.Taça do Torneio de Kiev de 1989.Taça Sporting versus Fluminense, 1991.Taça da Série C de 1999.Placa para Rivellino no FFC.

O Fluminense conquistou, em 1987, a Copa Kirin, no Japão, em sua mais importante excursão à Ásia, disputando a final contra o Torino da Itália, cuja grande estrela era o brasileiro Júnior. Perante cerca de 40.000 torcedores no Estádio Olímpico de Tóquio, o Flu venceu por 2 a 0 com gols de Washington e Tato. Nos outros jogos disputados, o Flu empatou com a Seleção do Japão por 0 a 0, empatou com o mesmo Torino da final por 1 a 1 e venceu a Seleção do Senegal por 7 a 0. Pouco mais de um mês depois o Tricolor chegou ao bicampeonato do Torneio de Paris.

Já em 1989 conquistou o Torneio de Kiev. O Bangu foi convidado a última hora para substituir o Atlético de Madrid, com o Fluminense derrotando-o na decisão por pênaltis, por 4 a 2. Participaram também deste torneio, o Dínamo de Kiev e a Roma.

Em 1988 e 1991, o time tricolor chegou, mesmo com times fracos tecnicamente, embora bem-organizados, às semifinais do Campeonato Brasileiro. No campeonato de 1988 foi desclassificado pelo Bahia, após empatar por 0 a 0 no Maracanã e perder por 2 a 1 no Estádio da Fonte Nova, que neste dia recebeu o maior público de sua história (110.438 pagantes). Em 1991 o Flu foi desclassificado pelo Bragantino, com uma derrota por 1 a 0 no Maracanã perante 74.781 tricolores pagantes, e já eliminado, um empate por 1 a 1 em Bragança Paulista. Curiosamente, o time do Bragantino era composto por muitos atletas formados no clube tricolor e que tinham participado da conquista da quinta Copa São Paulo de Futebol Júnior para o Flu em 1989, entre eles o atacante Franklin, que marcou os gols do Bragantino nestes dois jogos.

Em 1992 o Flu chegou à final da Copa do Brasil contra o Internacional, ganhando a primeira partida por 2 a 1 no Estádio das Laranjeiras, vindo a perder o segundo jogo por 1 a 0 no Beira-Rio com um pênalti muito polêmico marcado aos 42 minutos do segundo tempo. Os jogadores tricolores retornariam para o Rio de Janeiro no mesmo voo do árbitro José Aparecido de Oliveira, mas causaram um tumulto que impediu que o mesmo embarcasse na mesma aeronave.

Ainda se classificou por três anos para disputar a Copa Conmebol, um dos torneios que antecederam a atual Copa Sul-Americana. Em 1992, quando após ganhar do Atlético-MG por 2 a 1, perdeu a segunda por 5 a 1, em 1993, quando ganhou do mesmo adversário do ano anterior por 2 a 0 com o mando de campo e foi derrotado pelo mesmo resultado em Belo Horizonte, perdendo a vaga nos pênaltis, e, em 1996, quando perdeu para o Guarani do Paraguai por 3 a 1 em Assunção e empatou, no Rio de Janeiro, por 2 a 2.

O Fluminense conquistou em 1994, o Torneio de Maceió, disputado contra os clubes alagoanos CRB e o CSA.

O Tricolor só voltou a ganhar um título relevante em 1995 na inesquecível decisão do Campeonato Estadual em um Fla-Flu emocionante com 120.418 espectadores (109.204 pagantes), em que Renato Gaúcho (o “Rei do Rio“) fez o gol da vitória por 3 a 2, com a barriga,[66] ano em que o Fluminense também chegou de novo às semifinais do Campeonato Brasileiro. Neste estadual de 1995, Fluminense disputou 27 jogos, com dezessete vitórias, 7 empates, 3 derrotas, 48 gols pró e 18 contra, ano do centenário do Flamengo como clube, não como time de futebol, e o rubro-negro investira muito para conquistar este campeonato, mas nos 4 Fla-Flus disputados o Fluminense venceu 3 e empatou 1. No Campeonato Brasileiro de 1995 o Flu terminou em quarto, desclassificado nas semifinais pelo Santos (4 a 1 e 2 a 5, cabendo lembrar que nesta época não havia o critério de desempate em que gols fora de casa valem o dobro).

No dia 16 de dezembro de 1995, o Fluminense inaugurou oficialmente o Centro de Treinamento Vale das Laranjeiras, objetivando a formação de suas equipes de base, concedendo-lhe o nome de seu ex-presidente, Sylvio Kelly dos Santos, embora a instalação já estivesse sendo utilizada desde o dia 30 de abril de 1983.[67]

Entre 1996 e 1999, o Tricolor enfrentou os piores momentos de sua história. No final de 1995, o Fluminense perdeu seu patrocinador da época.

Em 1996, o Fluminense terminou o Campeonato Brasileiro em penúltimo lugar (na frente somente do Bragantino), mas um escândalo de arbitragem, conhecido como Caso Ivens Mendes, que envolvia outros dois clubes da Série A, Atlético Paranaense e Corinthians, cancelou os rebaixamentos de 1996, vindo a serem promovidos dois clubes da Série B para o Campeonato Brasileiro de 1997, que acabou disputado por 26 clubes.[68] O Flu acabou novamente caindo em 1997 para o Campeonato Brasileiro Série B, e em 1998 o time foi mais uma vez rebaixado, agora para o Campeonato Brasileiro Série C.

Apesar de ter tido um ano tão difícil no futebol, o time tricolor de basquete feminino, que tinha como dirigente sua ex-jogadora Hortência Marcari, conquistou o Campeonato Brasileiro de Basquete Feminino de 1998, com o Ginásio do Tijuca Tênis Clube lotado, ginásio que tem capacidade para receber 4.000 espectadores,[69] e outras cerca de 3.000 pessoas não conseguiram comprar ingressos e entrar no recinto, acompanhando a decisão do lado de fora.[70]

Após disputar a Série C contra uma maioria de clubes pequenos e em campos algumas vezes mal-conservados, o time tricolor conquistou este título de forma honrosa, começando, a partir deste momento, a reestruturar-se para voltar a formar grandes craques e conquistar títulos de expressão. No final de 1998, o time já dava sinais de que o clube estava retomando o seu rumo, ao conquistar a Copa Rio, competição estadual que neste ano contou pela última vez com a presença dos grandes clubes cariocas, ao bater o São Cristóvão por 4 a 0 no jogo final. Em 9 jogos disputados, o Fluminense venceu todos, com 24 gols pró e apenas 4 contra. O Fluminense conquistou o Campeonato Brasileiro Série C de 1999 ao vencer o Náutico no Estádio dos Aflitos por 2 a 1, com dois gols de Roger para o Flu, descontando Rogério Capixaba para o alvirrubro pernambucano. A campanha do Fluminense teve 22 jogos, com quatorze vitórias, 3 empates e 5 derrotas, 37 gols a favor e 21 contra e o artilheiro tricolor nesta competição foi Roni, com seis gols. Nesse ano, o Fluminense havia contratado o técnico Carlos Alberto Parreira e, com ele, além de ganhar o Campeonato Brasileiro Série C, criou o Vale das Laranjeiras, na prática, um aperfeiçoamento da estrutura já existente no centro de formação de jogadores de futebol das Categorias de Base no distrito de Xerém, em Duque de Caxias.[71]

De relevante neste final de século, foi a eleição de três ex-jogadores do Fluminense para a Seleção de Futebol da América do Sul do Século XX, por 250 jornalistas de todo o mundo reunidos para cobrir a Copa do Mundo de 1998: Carlos Alberto Torres, Didi e Roberto Rivellino.[72][73]

2000–2006: a volta por cima

Magno Alves, artilheiro tricolor.Torneio de Oberndorf Sub 20 2001.Taça do Campeonato Carioca de 2002.Taça do Campeonato Carioca de 2005.

Torneio de Monthey Sub 20 de 2006.

Em 2000 um problema jurídico e político entre clubes da Série A denominado Caso Sandro Hiroshi impediu a realização do Campeonato Brasileiro, sendo criada a Copa João Havelange pelo Clube dos Treze. Na organização deste campeonato, optou-se pelo critério de convite aos clubes participantes, com o Tricolor de Laranjeiras, o Bahia e outros clubes que não estavam então na primeira divisão, incluídos entre os participantes.[74]

A equipe teve uma boa participação e, após ficar em terceiro na primeira fase, caiu nas oitavas-de-final da competição contra o São Caetano, perante 56.504 tricolores, terminado este campeonato em nono lugar. Assim como o São Caetano, que disputou o campeonato na divisão inferior e teve a possibilidade de chegar até à final da disputa entre os clubes principais, o Fluminense e o Bahia permaneceram na primeira divisão no ano seguinte, numa virada de mesa comum no Século XX e que beneficiaram outros clubes no decorrer de sua história.[75] Na Copa do Brasil deste ano, o Fluminense terminou em quinto.

No Torneio Rio-São Paulo de 2001, o Flu terminou em quarto lugar e no Campeonato Brasileiro deste ano em terceiro.

O Fluminense conquistou o Campeonato Carioca de 2002, apelidado de “Caixão” pela imprensa (numa referência ao apelido do então presidente da federação carioca, Eduardo Viana – o Caixa d’Água), que boicotou esse campeonato, ao vencer o Americano por 2 a 0 e por 3 a 1 nos jogos finais, o último assistido por 26.663 pagantes, em campeonato desmotivado, disputado sem a cobertura da imprensa, com a fase final sendo realizada durante a Copa do Mundo de 2002 e com os grandes clubes utilizando seus reservas nas fases iniciais pois disputavam o Torneio Rio-São Paulo.

Tendo sido campeão carioca no dia 27 de junho, três dias antes da Seleção Brasileira ganhar a Copa do Mundo deste ano, a torcida tricolor aproveitou para fazer a festa do título carioca no ano do centenário do Fluminense justamente neste dia e em muitos lugares do Rio de Janeiro, havia tantas camisas tricolores quanto brasileiras neste dia festivo. A campanha tricolor em 28 jogos teve 14 vitórias, 5 empates e 9 derrotas, com 45 gols a favor e 33 contra.

Neste ano de 2002, o Fluminense comemorou o seu centenário com grandes eventos praticamente o ano inteiro, com o selo alusivo ao centenário tricolor tendo sido eleito por votação popular promovida pela Empresa de Correios e Telégrafos o selo do ano de 2002, fato inédito envolvendo clubes de futebol até os dias atuais.[76][77] O grande presente para a torcida foi a contratação do jogador Romário, que, logo em sua estreia, brilhou no Campeonato Brasileiro contra o Cruzeiro, quando o Flu venceu por 5 a 1 com cerca de 70.000 tricolores em festa. O Flu terminou este campeonato em quarto lugar. Neste ano, Romário jogou bem e fez muitos gols, embora tenha se indisposto com o outro goleador do time, Magno Alves, que depois acabou saindo do clube para brilhar na Coreia do Sul e no Japão. Com o passar dos anos, Romário foi caindo de produção e, em 2003, já não esteve bem no Campeonato Brasileiro.

Em 2003, o Tricolor disputou a Copa Sul-Americana pela primeira vez, vencendo o Corinthians por 2 a 0, o Atlético-MG também por 2 a 0 e veio a cair na segunda fase ao perder para o São Paulo por 1 a 0 em SP e empatar no RJ por 1 a 1.

A melhor performance do Fluminense em 2004 foi no Campeonato Brasileiro, quando chegou em nono lugar.

O Fluminense teve grandes momentos durante o ano de 2005 e, após perder o primeiro jogo das finais para o Volta Redonda por 4 a 3, conquistou o Campeonato Carioca com 70 830 tricolores (63 762 pagantes) comparecendo ao segundo jogo final em que o Flu ganhou por 3 a 1.[78] O Fluminense classificou-se para as finais contra o Volta Redonda, campeão da Taça Guanabara, ao vencer o Flamengo por 4 a 1 na decisão da Taça Rio perante 74 650 torcedores (65 672 pagantes) com uma grande atuação. Neste campeonato, em 15 jogos o Fluminense obteve 8 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, com quarenta gols pró e 22 contra.

Em 2005, o Fluminense também chegou à sua segunda final da Copa do Brasil, perdendo o título para o Paulista de Jundiaí ao empatar por 0 a 0, com o jogo sendo disputado no Estádio São Januário perante 25 000 torcedores, já que o Maracanã estava em reformas, assim como já acontecera em 1992, quando o Fluminense não teve a oportunidade de usar o Maracanã na Copa do Brasil, estádio onde manda a maioria de seus jogos. Desfalcado, o Fluminense havia entrado com vários reservas no primeiro jogo desta final, perdendo para o Paulista em Jundiaí por 2 a 0. No Campeonato Brasileiro, a equipe tricolor chegou em quinto lugar.

Na Copa Sul-Americana daquele ano, o Fluminense também fez boa campanha, só caindo nas quartas-de-finais para o Universidad Católica, a quem ganhou por 2 a 1 no Rio de Janeiro, perdendo por 2 a 0 em Santiago. Em 6 jogos nesta Copa Sul Americana, o Fluminense obteve 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, 8 gols pró e 7 contra.

No ano de 2006, apesar de ter um forte elenco, o Fluminense sofreu com graves erros de gestão, por conta de falta de um planejamento adequado, fazendo com que o clube trocasse seis vezes de técnico, o que levou o Fluminense a ter um rendimento insatisfatório no futebol profissional, muito parecido com o ano de 2003, quando, após as grandiosas comemorações de seu centenário no ano anterior, o Fluminense começou a sua preparação mais tarde do que os clubes que tiveram sucesso naquele ano e, por isto mesmo, teve inúmeros problemas de contusão em seu elenco profissional por preparação física inadequada e depois tentativas passionais em sua gestão visando tentar corrigir os erros anteriores.

Em 2006, na Copa Sul-Americana, disputou a primeira fase contra o Botafogo, vindo a se classificar nos pênaltis após dois empates por 1 a 1. Na fase seguinte o Fluminense acabou eliminado pelo Gimnasia y Esgrima de La Plata, da Argentina, ao empatar o primeiro jogo por 1 a 1 e perder o seguinte na casa do adversário por 2 a 0.

Nas 4 Copas Sul Americanas disputadas por clubes brasileiros entre 2003 e 2006, o Fluminense disputou 3, contabilizando 5 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, 18 gols pró e 11 contra, sendo até então o quarto clube brasileiro que mais pontuou na história desta competição. A melhor campanha tricolor foi em 2005, quando caiu nas quartas-de-finais, terminando em quinto lugar. Até este último jogo da Copa Sul-Americana contra o Gimnasia, no período entre 1968 e 2006, o Fluminense disputou 149 partidas contra clubes ou Seleções estrangeiras (desconsiderando jogos contra clubes brasileiros no exterior ou em competições internacionais nestas estatísticas), com 76 vitórias, 37 empates, 34 derrotas, 291 gols a favor e 183 contra.

Head Coaches/Treinadores/Técnicos

Maiores e melhores torcedores Tricolores que Baduzinho conheceu:


Nelson Rodrigues – Jornalista, Escritor, Dramaturgo e Torcedor Frasista do Fluminense;
Seu Toninho (Antônio de Almeida Santos) – Presidente do E. C. Cocotá. D.E.P.;
Adilson e Gerson Sophia – Primos Amados, tricolores de 7 (sete) costados;
Arnaldo Figueiredo – dos mais ardorosos torcedores do Flu. Defende o Fluminense com o afinco;
Berg – Amigo da Rede Jorge Neves. Defende o Flu com unhas e dentes;
Beto Velho – Amigo da Rede Jorge Neves. Bom e Grande Tricolor;
Carlinhos Portugal – Meu nobre Contador desde sempre. Muito sabe do Fluminense, dos poucos que acompanharam o Flu na 3ª. Divisão (todos os jogos);
Carlos Raphael Portugal – Filho do Carlinhos e profundo conhecedor de Futebol e do Flu;
Chico Magarinos – Amigo da Rede Jorge Barbosa! Tricolor de Qualidade;
Claudia Sophia – Prima. A mais linda Tricolor do Brasil. Claudinha Loren Sophia;
Denílson – Zagueiro em vários Clubes e Capitão Campeão! Tricolor dos bons;
Dr. Tanagi – D.E.P. Meu dentista e Amigo. Grande tricolor;
Dr. Vitor Nacif – O Flu deve orgulhar-se de um Torcedor tão valoroso;
Filipinho – um dos maiores Líberos do Vôlei do Brasil, jogava um bolão;
Francisco Chico Bigodão – Amigo da Redentor e do Cafezinho da Lagoa, veste a camisa;
Huguinho Amato – Sobrinho Amado, craque no Futsal, veste a camisa aqui e fora;
Joaquim da Padaria – sabe muito de futebol e do Flu, acompanha tudo, sempre no radinho;
Raphael Tinoco Coelho – sobrinho Amado, filho do Hebert e da Marcia Tinoco, que seguiu o Tio Sérgio Amato (assim como meu Filho Vitor) na aura de ser Tricolor!
Raphael Tinoco Coelho – sobrinho Amado, filho do Hebert e da Marcia Tinoco, que seguiu o Tio Sérgio Amato (assim como meu Filho Vitor) na aura de ser Tricolor!

Ricardinho – ponta esquerda raiz que junto com Denílson defende o Flu com unhas e dentes
Ronaldo Vidão – Amigo do coração, Tricolor de Raízes, sabe tudo do Flu;
Serginho Amato – Sobrinho Amado, jogava muito, artilheiro em competições importantes, como a das Favelas, jogou aqui e no exterior;
Sérgio Amato – Sérgio Fenômeno, Cunhado Predileto, entre os mais fervorosos que Baduzinho conhece, mora nas Laranjeiras, joga lá, aliás dá show nas Peladas do Flu;
Sérgio Goston – Amigo e Proprietário de Antiquário nas Laranjeiras. Nobre tricolor;
Sr. Rubens Langer- Amigo dos Sofia Leal de Niterói e Terê, Grande Tricolor que por liderança e exemplo fez os 3 (três) filhos, Maurício, Marcelo e Gustavo também torcedores do Fluzão;
Baduzinho – Tricolor até os 17. Uns dizem que sendo assim nunca foi…, mas foi!;
Vitor Leal – semelhantemente ao pai, mas por influência do Tio Sérgio Amato: até quando foi jogar Basquete no Botafogo quando deixou de torcer.

P.S. – Desculpe não haver conseguido separas os textos das fotos.

P.S. 1 – Hoje aniversaria Maria Clara, filha da Dra. Denise e Irmão de um Grande Tricolor, Caio, que toca orgulhoso no seu Saxofone o Hino Tricolor. Parabéns Maria Clara e Linda Família!

P.S. 2 – Vivendo e aprendendo: soube pelo Amigo e Tricolor Ronaldo Vidão que apenas o Fluminense F. C. pode usar o Termo Tricolor, por tê-lo registrado, os demais têm 3 cores. o Flu com sua fidalguia permite outrem usar a expressão TRICOLOR.

P.S. 3 – As Feras de Gerchman (artista plástico brasileiro) vem aí!

P.S. 4 – Hoje acontece a Formatura da Sobrinha Amada Juliah! Parabéns

P.S. 5 – Salve Cosme e Damião! 26 na Igreja Católica, hoje, 27 nas demais! Era tempo bom na Infância em Madureira!

CLAUDIA SOPHIA, DAS MAIS LINDAS TORCEDORAS DO FLU: COM AMIGA E AMIGUINHO NO MARACA. ESSA CAMISA É DAS MAIS LINDA DO FLUMINENSE, AINDA MAIS NESSAS MODELOS.

By Jucele

Julio Leal

27 de setembro de 2026

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