PARTE III
INTRODUÇÃO
Pai Tricolor, Julio Cesar Leal, o 4º. do nome, tricolor das Laranjeiras, como boa parte da Família Cesar Leal. Praticou vários esportes, jogou inclusive Basquete no seu Clube de coração, com carteirinha e tudo. No Exército jogava Futebol de Salão e de Campo, neste era reserva de um dos maiores Arqueiros do Flu e do Brasil, Castilho. Baduzinho chegou a vê-lo jogar Salão onde o Pai servia.
Avô Vascaíno, o português José Pinto Lopes, apelidado Badu em Madureira e no Vasco da Gama onde jogou com os irmãos Alberto e Tonico (também Badus) no Vasco da Gama nas décadas de 1920 e 30, jogou no América também. Em 50 era Juiz de Futebol e bandeirou o primeiro jogo do Maracanã, entre as Seleções de São Paulo e do Rio (1 x 1). Orgulhava-se de haver introduzido Mario Vianna (com 2 “ennes”) no Futebol. Fez o Neto mais novo vascaíno, Jairo.
Desde novinho Zé saía de Madureira, de trem, para o Maracanã para assistir com Pai e Mano aos jogos do Flu.
Assistiu grande jogos como o Fla x Flu (ou Flu x Fla) em 1963, com lotação máxima, não conseguiram ingresso de arquibancada, foram de Geral, que experiência!!!, ficando embaixo da torcida tricolor que jogava sacos -de farinha branca de trigo fingindo Pó de Arroz, alguns saquinhos vinham sem estourar a estouravam na cabeça de alguns torcedores próximos que se sentiam abençoados, apesar do susto e da sujeira. A corcunda do Seo Julio sofria, revezando ora Jairo ora Baduzinho, que pequenos nada conseguiam ver, mesmo perto do fosso.
Mesmo do banco de reservas, naquela época, e mais tarde quando trabalhou no Fla e no Vasco, não se via do joelho para baixo, no outro lado do campo, criança então, nada via… só na corcunda do Pai (padecer no Paraíso). Sorte que era de Infantaria e tinha resistência e força.
Aos 17, em 1967/8 jogava no Cocotá, na Ilha, num Amistoso contra o Olaria foi convidado a jogar lá na Bariri, foi. Começou o campeonato, tudo bem, Madureira, Vasco, Bonsucesso, et Cetera, até que veio o Flu pelo qual Baduzinho ainda torcia, já morava na Ilha, quase não ia mais ao Maracanã, pensou: que enrascada, se fecho o gol meu time do coração perde, se deixo a bola entrar e perder, o time que defende e deu a oportunidade é quem perde… decidiu ali mesmo na boca do túnel da Barrir que ia jogar uma pá de cal como torcedor do Flu, passaria a torcer pelo clube onde jogasse, pensou que seria Profissional. Só jogou no Cocotá e no Olá.
Em 1969, quando entrou para a faculdade, decidiu encerrar a carreira visando ser profissional, goleiro bom é goleiro alto, bem sabia, com raras exceções, ele era compacto, embora ágil e de boa impulsão, além das qualidades psicológicas para um “Goalkeeper”. Manteve a decisão de só torcer pelo clube em que trabalhasse quando se tornou Técnico/Treinador, e nem mesmo quando trabalhou no Profissional do Flu em 1996 (momento difícil do Clube, com Renato Gaúcho que saíra e voltou por sugestão do Baduzinho ao Diretor Hargreaves) mudou sua posição.
Ao ser saído do Flu nesse ano foi para o América de Natal que fazia boa campanha, nas Laranjeiras o Mequinha de Natal sapecou 4 x 2, na casa do Flu, nas Laranjeiras, oportunidade em que a torcida se revoltou e quebrou tudo… a torcida da Baduzinho mudara para Natal. Uma das recomendações do Treinador ao Flu em seu Projeto era aumentar as dimensões do campo, os clássicos eram no Maraca, mas contra times de mediano ou parco investimento, fácil retrancar e contra-atacar naquelas dimensões, e puniu feio o Flu com essa estratégia, colocando-a em prática. Mérito dos Jogadores.
Vale lembrar que em 1967, antes de jogar no Olaria, Baduzinho foi levado por seu Amigo Paulinho Tiribiça – que jogou no Cocotá e atuava no vitorioso Juvenil do Flu – a treinar no Flu com a permissão do famoso Treinador e ex-Jogador Pinheiro; treinou uma parte do coletivo entre os reservas e não sofreu gol, fez algumas defesas. Ao final do treino Pinheiro pediu que Paulinho o levasse à Sala do Treinador onde cumprimentou o jovem goleiro, disse que ele era bom, fez ótimo treino, mas o Flu tinha uma Filosofia própria e quanto aos goleiros deveriam ser longilíneos, com possibilidade de alcançar boas alturas, além das qualidades técnico-táticas e psicológicas. Que procurasse outro clube, pois tinha potencial. Não procurou, o Clube Olaria que o encontrou.
FLUMINENSE FOOTBALL CLUB: HISTÓRIA
A História
Fundado em 21 de julho de 1902, por Oscar Cox, jovem filho de um cidadão inglês vice-cônsul da Inglaterra no Equador, o Fluminense Football Club levava, à época, as cores cinza e branco. Cox é um dos grandes responsáveis pela chegada do futebol ao Brasil. Em diversas idas à “Terra da Rainha”, sempre trazia novidades, bolas, materiais esportivos. Também jogou, foi campeão Carioca de 1906, quando o Flu já era verde, branco e grená. Com problemas para adquirir o tecido cinza para o uniforme original, em 1904 foi aprovada a alteração, nascendo o Tricolor.
Pioneiro, o Fluminense construiu o primeiro estádio de cimento da América Latina, o Estádio de Laranjeiras, que foi sede do Campeonato Sul-Americano de Seleções, atual Copa América, e dos Jogos Olímpicos Latino-Americanos, atualmente Jogos Pan-Americanos, e foi palco do primeiro título relevante da Seleção Brasileira.
Considerada o Prêmio Nobel do Esporte, o Fluminense é o único clube da América Latina que detém a Taça Olímpica, em 1949, além de ser o único clube de futebol do mundo ter seu nome inscrito na honraria concedida pelo Comitê Olímpico Internacional por serviços prestados ao esporte.
Foi de Preguinho, um dos ídolos tricolores, o primeiro gol da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Desde Cox, muitos craques vestiram a camisa do Fluminense. Além de Preguinho, Pinheiro, Hércules, Escurinho, Waldo, Orlando Pingo de Ouro, Welfare, Ademir de Menezes, Rivellino, Altair, Jair Marinho, Gerson, Marcos Carneiro de Mendonça, Félix, Castilho, Carlos Alberto Torres, PC Caju, Pintinho, Branco, Didi, Ézio, Romerito, Assis, Washington, Renato Gaúcho, Tele Santana, Romário, Deco, Conca, entre outros, fizeram a alegria da torcida tricolor. Flávio.
Tetracampeão brasileiro, campeão da Copa do Brasil e da Copa da Primeira Liga, e 33 vezes campeão Estadual. Vice-Campeão das Copas Libertadores da América e Sul-americana.
Além da sede de Laranjeiras e do Maracanã, onde manda seus jogos, o Fluminense possui dois Centros de Treinamentos. O de Xerém, em Duque de Caxias, é voltado para as divisões de base, e o da Barra da Tijuca, do Futebol Profissional.

Oscar Cox, fundador do Fluminense e introdutor do futebol no Rio de Janeiro
Parte III (Propriamente dita) –de VI
1912–1924: seleção, estádio, tricampeonato, patriotismo e a morte de Mano

Estádio em 1922.stádio em 1922
Henry “Harry” Welfare, o “tanque inglês”.


Taça do Torneio Início de 1916. Taça Colombo conquistada em 1919.

Chuteira usada por Fortes campeão em 1917–18–19–24.Taça do Torneio Início de 1924.

Taça AMEA de basquete tricampeão 1924-25-26.
Enfraquecido, o Fluminense ainda encontrou forças para vencer o primeiro Fla-Flu por 3 a 2,[13][14] mas já não tinha mais o forte elenco do período anterior, só voltando a conquistar um título expressivo em 1917.
No ano de 1914, o América, campeão carioca de 1913, sofreu uma crise semelhante à do Fluminense em 1911, pois setenta ex-americanos, entre jogadores e sócios, resolveram abandonar o clube, e escolheram o Fluminense como o clube a ser adotado, crise provocada a partir do patrocínio para a vinda ao Brasil da Seleção Chilena de Futebol no ano anterior, que causou um déficit de 2.792$000 ao clube rubro, motivo de discórdia entre o grupo do presidente Alberto Carneiro de Mendonça e o de Belfort Duarte.[15]
Ainda em 1914, o Fluminense criou o Departamento de Futebol Infantil, com trinta meninos oriundos do Sport Club Curufaity, que antes disto tinham pertencido ao Club Athletico Guanabara, e que tinham entre 7 e 12 anos. Em 1917 permaneceram apenas 3 garotos do time campeão Infantil de Primeiros Quadros de 1916, por conta de terem estourado a idade limite, ano em que o Infantil do Fluminense tinha 110 jogadores em todas os seus quadros. Campeões de primeiros-quadros em 1916 e do Torneio Início em 1916 e 1917, bicampeões de segundos-quadros em 1916 e 1917, tiveram as atividades encerradas em 1918, por conta da falta de campo para jogar, já que o Estádio das Laranjeiras encontrava-se em construção, interditando o antigo Campo da rua Guanabara, que ficava no mesmo local, embora em posição diferente.[16]
Neste mesmo ano, a Seleção Brasileira faz o primeiro jogo de sua história, no campo do Fluminense, em 21 de julho de 1914, no aniversário de doze anos do clube, derrotando o Exeter City da Inglaterra por 2 a 0, com o tricolor Oswaldo Gomes fazendo o primeiro gol da história da Seleção, com cerca de 10 000 pessoas comparecendo ao campo do Fluminense, com a maioria assistindo ao jogo de pé.
Foi a partir de então o campo do Fluminense a primeira sede da seleção nacional, onde ela permaneceu invicta em 18 jogos disputados entre 1914 e 1932, campo no qual a Seleção Brasileira, além de disputar a sua primeira partida, conquistou os seus dois primeiros títulos relevantes, as edições da Campeonato Sul-Americano de Seleções, atual Copa América, de 1919 e 1922.
As ações do Tricolor em pró do desenvolvimento do futebol brasileiro ganharam um novo capítulo em 28 de dezembro de 1916, pela iniciativa de Arnaldo Guinle, presidente do Fluminense e da Confederação Brasileira de Desportos, a confederação brasileira conseguiu o registro provisório de inscrição na FIFA, vindo a conseguir o definitivo sob a presidência de outro tricolor, Oswaldo Gomes, em 20 de maio de 1923.[17]
Durante a Primeira Guerra Mundial o Fluminense criou uma batalhão que recrutou 83 reservistas apenas no primeiro momento, movimento de civismo que acabou seguido pelo Bangu e pela própria liga posteriormente.[18]
O Fluminense ampliou significativamente a sua sede em 1915, incluindo um aumento da capacidade de suas arquibancadas para 5 000 pessoas. O Clube Atlético Paulistano, cujos ideais eram iguais aos seus, passou a considerar como sócios-temporários os sócios do Flu de passagem por São Paulo.
Em 1916 foi campeão da primeira edição do Torneio Início ao vencer o America na final por 1 a 0.
O triênio de 1917 a 1919 foi repleto de acontecimentos significativos. Em 2 de outubro, a Confederação Sul-Americana de Futebol indicou o Brasil como sede do Campeonato Sul-Americano de Seleções de 1918. Como o governo brasileiro não tinha condições de realizar um evento de tal magnitude, recorreu ao Fluminense, que contraiu vultoso empréstimo junto ao Banco do Brasil, além de receber grandes contribuições de seus abastados sócios e de seus torcedores.
Em função da epidemia de Gripe Espanhola em vários países da América do Sul, este campeonato acabou sendo transferido para o ano de 1919. Finalmente, no dia 11 de maio deste ano, o Estádio das Laranjeiras,[19] com capacidade prevista para 18.000 espectadores era inaugurado na vitória da Seleção do Brasil sobre a do Chile por 6 a 0, e logo no primeiro jogo a lotação atingiu 25.000 pessoas.
O Fluminense foi tricampeão carioca em 1917, 1918 e 1919[20] tendo disputado 54 partidas nestes campeonatos, vencendo 44, empatando 5 e perdendo apenas 5, fazendo 178 gols e sofrendo 56, o mesmo número de gols marcados por seu artilheiro Henry Welfare neste período.
Segundo o jornalista Tomás Mazzoni, em seu livro História do futebol no Brasil, na parte referente ao ano de 1919, por conta das desavenças entre o Fluminense e o Paulistano, o primeiro declarado campeão da Taça Ioduran de 1919 por desistência do Paulistano em enfrentar o Fluminense em razão de divergências entre as ligas carioca e paulista, com o Tricolor vencendo por W. O., em 27 de agosto, e o segundo que se julgava no direito de ficar com ela por ter sido o campeão do ano anterior (a posse era transitória), a taça acabou indo para o Museu do Ipiranga, em São Paulo, como solução de conciliação.
Nos Jogos Olímpicos de 1920, o atleta tricolor Afrânio Antônio da Costa ganhou a primeira medalha olímpica da história para o Brasil, ao levar a medalha de prata na competição de tiro. Ainda neste dia, Afrânio e o também atleta tricolor, Guilherme Paraense, fizeram parte da equipe brasileira que conquistou a medalha de bronze por equipes na modalidade tiro-livre-pistola ou revólver, tendo ainda nesta Olimpíada Guilherme Paraense conquistado a primeira medalha de ouro para o Brasil.[21]
Ainda em 1920, o Fluminense trouxe para o Brasil o técnico de basquete norte-americano, de Ohio, Fred Brown, de uma Associação Cristã de Moços daquele país, que criou um curso formador de técnicos e implantou bases para a organização deste esporte no Brasil, tendo sido inclusive o primeiro técnico da Seleção Brasileira de Basquete e conquistado o primeiro título disputado por esta seleção, os Jogos Olímpicos Latino-Americanos, tendo o Flu contribuído com cinco atletas.
1920 marcou também o início de espetáculos culturais mais aprimorados no Fluminense, com sessões de cinema que se davam no entorno da piscina e com a apresentação da ópera “Aída” no estádio. Em 28 de maio de 1921 aconteceu no Salão Nobre uma grande programação cultural e a partir de então o Fluminense seria por décadas uma grande referência cultural do Rio de Janeiro, ainda anos dias de hoje, palco de filmagem de cenas de novelas e filmes, bailes e outras atividades culturais.[22]
Em 1922, o Fluminense, sem contar com o apoio do governo brasileiro que prometeu dividir os custos das competições e sem que este tenha cumprido a sua promessa, promoveu o Campeonato Sul-Americano de Seleções e os Jogos Olímpicos Latino-Americanos, um dos jogos precursores dos Jogos Pan-Americanos, como os grandes eventos comemorativos do Centenário da Independência do Brasil. Os altos custos na adaptação de sua sede se refletiram nos resultados do futebol durante muitos anos, já que o Flu após ganhar o Campeonato Carioca de 1924 só iria conquistá-lo novamente em 1936. Entre muitas outras melhorias realizadas no clube em 1922, o Estádio das Laranjeiras foi ampliado para receber 25.000 espectadores.
Nesse mesmo ano, após uma contusão sofrida jogando pelo Fluminense contra o São Cristóvão e fazendo questão de ainda assim jogar até o final, o jogador Mano veio a falecer pouco depois com infecção generalizada.[23]
O Fluminense se desprendeu da condição de ser um clube apenas da elite a partir da primeira metade da década de 1920, quando o futebol brasileiro penetrou na cultura das camadas mais populares da sociedade, tendo sido um dos baluartes na luta pela profissionalização dos jogadores em 1933, deixando de restringir a prática do futebol aos associados ou aos falsos amadores de alguns clubes, que praticavam o chamado “profissionalismo marrom”.[24][25][26]
Praticado desde a segunda metade da década de 1910, o vôlei começou a se organizar no Brasil em 1923, pela iniciativa do Fluminense em promover um torneio reunindo os clubes filiados à Liga Metropolitana de Desportos Terrestres.[27]
Em 1923, Arnaldo Guinle criou o Natal das crianças pobres, que em seu primeiro ano doou brinquedos para mais de 6.000 crianças carentes.[28]
Na campanha vencedora do Campeonato Carioca de 1924, o Tricolor obteve 12 vitórias, apenas um empate e uma derrota, fez 54 gols e sofreu 19, com o seu artilheiro Nilo marcando 28 tentos. Neste ano conquistou também o Torneio Início ao vencer o Flamengo na final.
1925–1934: primeiras taças internacionais, acidente fatal e o início da era profissional

Busto de João Coelho Netto, o “Preguinho”. Taça Afrânio Costa de Tiro ao Alvo tricampeão em 1931.
Apesar de não conquistar tantos títulos relevantes no futebol neste período, numa época em que São Cristóvão e Bangu despontavam como concorrentes, junto com América, Botafogo, Flamengo e Vasco da Gama, o Fluminense sagrou-se vice-campeão estadual em 1925, 1927 e 1935, além de conquistar o Torneio Início em 1925 e 1927, mantendo-se sempre entre os melhores nesta época, quando a sua pior colocação foi o quinto lugar em 1934.
O recorde de público pagante do Estádio de Laranjeiras foi na partida Fluminense 3 a 1 Flamengo, em 14 de junho de 1925, quando 25 718 espectadores pagaram pelos ingressos, embora nos dias de hoje se desconheça o público da partida do Fluminense contra o Sporting Clube de Portugal, realizado em 1928.[carece de fontes] Também em 1925, no dia 17 de maio, 22 476 espectadores pagaram pelos ingressos em partida contra o Vasco da Gama, e sobre a partida de 22 de novembro o jornal O Globo calculou em 30 000 o público presente em outra partida contra os cruzmaltinos, em expressiva vitória tricolor por 5 a 1.
O São Cristóvão foi o merecido campeão carioca de 1926, com apenas duas derrotas em dezoito jogos, mas em 18 de abril o atacante tricolor Nilo, com três gols, Coelho com dois, e Alfredinho, decretaram uma grande vitória do Tricolor contra o clube de uniforme todo branco, com o resultado final marcando 6 a 2 para o Fluminense.
No dia 15 de julho de 1928, o Fluminense realizou amistoso (vitória tricolor por 4 a 1) em seu estádio contra o Sporting Club de Portugal. Os fatos relevantes desta partida, é que esta foi a primeira vez que este grande clube português usou a sua camisa com listras horizontais em verde e branco, que viria a ser seu uniforme tradicional nos anos seguintes, além do tricolor ter conquistado com esta vitória a sua primeira taça internacional, a Taça Vulcain, com o Estádio das Laranjeiras lotado. O Flu colocou ainda mais 2 000 cadeiras na pista de atletismo para atender a enorme demanda de público, que queria assistir ao confronto do Tricolor contra um grande representante do país que até 106 anos atrás ainda era o colonizador do Brasil, partida esta que teve grandes demonstrações de patriotismo, que incluíram desfiles de bandas, notadamente as militares, além de homenagens recíprocas entre os clubes envolvidos. Conquistaria a segunda taça internacional, novamente contra o Sporting, 14 dias depois, agora na vitória por 3 a 2, em jogo com um pouco menos de público por conta da chuva que caiu naquele dia.
O Estádio de Laranjeiras recebeu iluminação artificial já em 21 de junho de 1928, tendo sido ela inaugurada na partida disputada entre a Seleção Carioca de Futebol e o Motherwell Football Club, clube de futebol da Escócia.[29]
Em sua primeira partida na cidade de Belo Horizonte, na inauguração oficial do Campo da Alameda em 8 de setembro de 1929, o Fluminense conquistou as taças Dom Pedro II e Torcedoras do América FC, perante o América, vice campeão mineiro, que poucos anos antes sagrara-se decacampeão estadual.[30]
No dia 9 de março de 1930, um grave acidente de trem ocorrido quando o Fluminense retornava de um amistoso contra a Seleção da cidade de Teresópolis (RJ), matou o zagueiro gaúcho Jorge Tavares Py quando este tentou acionar os freios do vagão em que se encontrava para tentar minimizar os efeitos do acidente e causando ferimentos em todos os outros jogadores do Fluminense. Ainda assim, honrando a sua camisa, o clube levou a termo os seus compromissos naquele ano mesmo tendo um desempenho apenas satisfatório em seus jogos.
Na Copa do Mundo de 1930, Preguinho, o primeiro capitão da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, marcou também o primeiro gol brasileiro nesta competição.
Em 1933, o Fluminense foi o principal articulador do profissionalismo no futebol brasileiro, o que redundou em muitas reações fortes, com vários clubes se posicionando contra, o que ocasionou várias divisões de ligas entre profissionais e amadoras, em alguns estados do Brasil, antes que esta tese vencesse e se implantasse definitivamente neste país.[31]
1935–1949: supremacia, outros títulos e esforço de guerra
Rongo, goleador argentino.
Taça Gardano
disputada de 1936 a 1938 no Fla-Flu.Seleção Brasileira na Copa de 1938.
Craques tricolores compondo a Seleção Brasileira em 1940. Romeu de touca tricolor.
Taça Ademar de Barros de Atletismo (RJ x SP) 1942.Taça
do Campeonato Carioca de 1946.Gentil Cardoso, campeão carioca de 1946.
No ano de 1935, o Fluminense contratou 11 jogadores da Seleção Paulista que era bicampeã do Campeonato Brasileiro de Seleções estaduais, a principal competição de futebol durante décadas no Brasil. Não satisfeito, durante os anos que se passaram, juntaram-se aos paulistas outros jogadores de diversas origens e futebol refinadíssimo, como Brant, Russo, Hércules, Pedro Amorim, Carreiro e o artilheiro argentino Rongo (que anteriormente defendera o River Plate), formando um dos melhores times de sua história.
Neste mesmo ano de 1935 o Fluminense conquistou o Torneio Aberto, competição que tinha este nome, pois além dos times profissionais, possibilitava a participação de times amadores, ao vencer o America na final por 3 a 1. Cabe lembrar que nesta época havia duas ligas no futebol do Rio, uma profissional, liderada pelo Fluminense e outra amadora, liderada pelo Botafogo, que se sagrou tetracampeão carioca com três títulos conquistados nesta outra liga, na qual era o único time de maior porte. O Torneio Aberto era uma oportunidade de times das duas ligas medirem forças e uma tentativa dos clubes profissionais atraírem os amadores, o que acabou acontecendo em 1937, com a pacificação do futebol carioca, o que acabou por interromper o Torneio Aberto deste ano, quando o Fluminense o liderava.
No Campeonato Carioca de 1935, em clássico válido pela antepenúltima rodada, o Fluminense vencia o America por 5 a 4 e já perto do final da partida o time rubro fez dois gols, virando o jogo e praticamente garantindo o título, pois nas últimas rodadas venceu a Portuguesa por 4 a 0 e empatou com o Flamengo por 1 a 1, e como o Flu venceu o Modesto por 4 a 0 e a Portuguesa por 5 a 3, terminou o campeonato como vice-campeão, há apenas um ponto do América, mas a partir daí as conquistas tricolores se sucederam.
Talvez nunca, o Fluminense tenha tido uma supremacia tão grande sobre os seus adversários como entre 1935 e 1941,[32] quando com um time repleto de jogadores excepcionais,[33] conquistou, além do Torneio Aberto, cinco campeonatos cariocas, um Torneio Extra, um Torneio Municipal, dois títulos do Torneio Início (em 1940 e 1941) e muito se destacou nos amistosos interestaduais e no Torneio Rio-São Paulo de 1940, que terminou na liderança, sem que este tenha sido concluído, por abandono dos clubes paulistas.
Entre 1936 e 1941, o Fluminense obteve 90 vitórias, 21 empates e 21 derrotas (8 em 1939, um ano atípico), com 410 gols pró (106 em 1941, recorde na história do Campeonato Carioca) e 187 gols contra (44 em 1939). Em 1939, muitos creditaram a má campanha do time ao fato de ter sido base do Brasil na Copa do Mundo de 1938 e como não voltou com o título, perdido para a bicampeã Itália, os jogadores do Fluminense, que formaram a base deste selecionado, mesmo ajudando o Brasil a conquistar um honroso e inédito terceiro lugar teria voltado muito abalado emocionalmente, vindo a perder a motivação no ano seguinte também pelo fato de ser um time com grande número de ítalo-brasileiros, em plena Segunda Guerra Mundial, época em que imigrantes italianos e seus descendentes, assim como os alemães e japoneses, sofreram perseguições e discriminação em grande parte do Brasil.
Sete anos após a fundação da Escola de Educação Física do Exército, em 1937, o seu Curso de Especialização em Medicina Esportiva formou o primeiro médico nessa especialidade, o atacante do Fluminense Vicentino, que acabou por abandonar a carreira de jogador de futebol, para se dedicar à Medicina Esportiva, criando em 1937 a Seção de Serviços Médicos do Fluminense Football Club. Essa contribuição pioneira para o futebol brasileiro, teve em Vicente Rondinelli o seu Patrono.[34]
Na campanha da conquista do Torneio Municipal de 1938, o Fluminense em 16 jogos obteve 11 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, com 39 gols pró e 18 contra, sendo campeão na penúltima rodada ao vencer o Bonsucesso por 6 a 0. Ainda em 1938, o Fluminense criou as Olimpíadas Tricolores, disputa interna em várias modalidades esportivas que envolviam atletas e sócios do Tricolor.[35]
No Torneio Extra de 1941, o Fluminense foi campeão ao vencer o São Cristóvão por 2 a 1 no Estádio da Rua Figueira de Melo, na penúltima rodada. Em 9 jogos o Fluminense obteve 8 vitórias e apenas 1 derrota (contra o America, por 2 a 1, na última rodada), com quarenta gols pró (média de 4,4 gols por partida) e 13 contra.
O Fla-Flu da Lagoa, como ficou conhecido a lendária decisão do Campeonato Carioca de 1941, na qual os jogadores do Fluminense ao final da partida eletrizante chutavam as bolas para a Lagoa Rodrigo de Freitas, que antes de ser aterrada, ficava ao lado do Estádio da Gávea, foi motivo de polêmica recente, pois renomados pesquisadores alegaram que não conseguiram achar referências a esses casos nos jornais da época, mas além das muitas testemunhas que garantiram que a pretensa lenda era verdadeira, os fatos constam publicados em O Globo Esportivo, edição 171 de 1941, página 5.[36]
O Fluminense formou uma Escola de Instrução Militar em outubro de 1937 que durante os anos de 1940 e 1941 conquistou o primeiro lugar em eficiência e disciplina de todo o então Distrito Federal e preparou um curso de enfermagem em 1942 para auxiliar os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira que mais tarde desembarcariam na Itália, formando 85 enfermeiras, além de doar um avião para a Força Aérea Brasileira, batizado de Coelho Netto.[37]
Após esta fase excepcional, o Flu foi vice-campeão carioca em 1943 e 1949, terceiro em 1942 e quarto em 1944 e 1945. No ano de 1943 foi campeão do Torneio Início, ao bater o Madureira na final.
Em 1946, conquistou o Campeonato Carioca após, ao final do torneio, quatro equipes terem terminado empatadas, sendo necessária uma fase final chamada de Supercampeonato para definir o título. Curiosamente o time tricolor não empatou uma vez sequer na fase inicial deste campeonato, obtendo 13 vitórias e 5 derrotas, com 74 gols pró e 36 contra. No Supercampeonato,[38] obteve 5 vitórias e 1 empate, 23 gols a favor e 9 contra. A grande estrela deste campeonato foi o grande artilheiro Ademir Menezes e o jogo final foi contra o Botafogo, com o Fluminense vencendo por 1 a 0 perante cerca de 35.000 espectadores presentes (27.094 pagantes) no Estádio São Januário, com gol de Ademir, tricolor desde a infância, em Recife, que ao terminar a carreira ainda bradava a sua paixão tricolor pelos microfones da Rádio Nacional.
A segunda conquista tricolor do Torneio Municipal aconteceu em 1948, sendo necessários 3 jogos extras para definir o campeão. Na primeira partida o Fluminense venceu o Vasco por 4 a 0 no Estádio de General Severiano, perdeu a segunda na Gávea por 2 a 1 e ganhou a partida desempate por 1 a 0, com gol de Orlando Pingo de Ouro, de bicicleta, de novo em Gal. Severiano. Em 13 jogos o Flu obteve 8 vitórias, 4 empates e apenas 1 derrota, com 31 gols a favor e 14 contra. Ainda no ano de 1948, o Fluminense venceu o Racing da Argentina por 3 a 2 em Laranjeiras, conquistando a Taça Departamento de Imprensa Esportiva. No futebol, se o time tricolor terminou como vice campeão carioca em 1949, o clube também teria um grande reconhecimento esportivo nesse ano, conforme veremos abaixo.
A Taça Olímpica
Taça Olímpica: 1949 (“Prêmio Nobel” do esporte).
Réplica da Taça Olímpica de 1949.
Placa concedida pelo COI.Jules Rimet.
A Taça Olímpica[39] é o mais alto e cobiçado troféu do desporto mundial. Também chamada de “Taça de Honra”, tem como finalidade reconhecer anualmente, aquele que, no juízo do Comitê Olímpico Internacional, mais fez em prol do olimpismo e do esporte. Este reconhecimento é considerado o Prêmio Nobel dos esportes. A concessão do título é feita pelo COI após rigoroso e detalhado exame dos dossiês apresentados pelos candidatos.
Para receber a honraria, o pleiteador deve ser exemplo de organização administrativa e um vitorioso nos setores esportivos, sociais, artísticos e cívicos. Um complexo de perfeição durante um ano inteiro, e escolhido como o melhor dentre os demais clubes, instituições esportivas e mesmo países do mundo, através de suas federações. O Fluminense Football Club é o único clube de futebol no continente americano, um dos dois do mundo e única instituição brasileira que já recebeu a Taça Olímpica.
A Taça Olímpica (Coupe Olympique) foi instituída em 1906 pelo Barão Pierre de Coubertin, o criador dos Jogos Olímpicos da era moderna e foi atribuída pela primeira vez, ainda em 1906, ao Touring Club da França.
O caminho até a Taça Olímpica
O Fluminense Football Club, já em 1924, conhecedor das condições exigidas aos candidatos, enviou ao COI farta documentação, inclusive sobre a realização dos Jogos Olímpicos Latino-Americanos de 1922, um dos eventos que foram precursores dos Jogos Olímpicos Pan-Americanos e que aconteceram em suas novas instalações especialmente ampliadas para esse fim, na gestão do presidente Arnaldo Guinle (hoje patrono do clube).
O Comitê encontrava-se reunido em Paris, quando o Ministro Paulo do Rio Branco, representante do Brasil na reunião, comunicou a candidatura do Fluminense à obtenção da Taça no período 1926/1927, em reconhecimento à excelente organização dos Jogos de 1922. Apesar do apoio do próprio barão Pierre de Coubertin, o tricolor não foi feliz.
Novamente em 1936, o clube voltou a pleitear inscrição e novo dossiê foi enviado ao COI, desta vez reunido em Berlim, sede da XI Olimpíada, mas o cobiçado troféu foi outorgado a outra agremiação. Com a guerra que se estendeu por todos os continentes, o Fluminense interrompeu o trabalho iniciado em 1924.
Em 1948, por ocasião dos XIV Jogos Olímpicos de Londres, nova inscrição foi solicitada. O Fluminense competia com a famosa instituição inglesa “The Central Council of Physical Recreation London”, porém nosso delegado retirou a candidatura tricolor a fim de que, unanimemente, fosse concedido o prêmio aos anfitriões da Olimpíada, mas renovou a proposta do tricolor para o ano seguinte.
Finalmente, a 28 de abril de 1949 chegava a notícia da decisão tomada pelo Comitê Olímpico Internacional reunido em Roma: o Fluminense Football Club conquistara a Taça Olímpica de 1949, dando ao Brasil a sua mais consagradora vitória nos desportos mundiais. Na ocasião da entrega feita pelo COI, Jules Rimet disse: “O Fluminense é a organização esportiva mais perfeita do mundo.”
O Fluminense é o único clube da América Latina a ter seu nome inscrito na Taça Olímpica até hoje. O Museu Olímpico em Lausanne (Suíça), onde a taça original se encontra em exposição permanente foi construído as margens do Lago de Genebra, por dois arquitetos – o mexicano Pedro Ramírez Vázquez e o francês Jean-Pierre Cohen.
1950–1952: Era Maracanã e a conquista inédita da Copa Rio de 1952

Didi, fez parte dos times campeões de 1951 e 1952.
Selo em homenagem ao cinquentenário.
Homenagem do Peñarol ao cinquentenário.
Taça da Copa Rio de 1952.
Taça Ramos Pinto de 1952.
Fluminense 2 a 2 Alianza Lima, torneio de inauguração do Estádio Atanasio Girardot, em 1953.
Objetos comemorativos do Torneio Rio-São Paulo de 1957 no
Fluminense, entre outros.Taça Cidade do Rio de Janeiro de 1957.
Taça do Carioca de 1959.
Flâmula do Carioca de 1959.
Taça Canal Collor de 1960, conquistada contra o San Lorenzo.
‘ Em 1950, o Fluminense fez um péssimo Campeonato Carioca, embora tenha ganhado todos os primeiros clássicos disputados no grande estádio,[40] exceto o disputado contra o America, terminando este campeonato em 6° lugar. No primeiro semestre o Flu fez uma vitoriosa excursão por países da América Latina e da América Central, tendo o tricolor Didi sido o primeiro jogador a marcar um gol no Maracanã, defendendo a Seleção Carioca, no dia 16 de junho de 1950.
O Fluminense conquistou, logo no segundo ano do Estádio do Maracanã, o título carioca, ao vencer o Bangu nos dois jogos extras. Os três últimos jogos (incluindo o pela última rodada do returno) contra o Bangu levaram nada menos do que 232.006 torcedores ao Maracanã,[carece de fontes] em um campeonato com intensa presença de público, o que proporcionou novos parâmetros de arrecadação e investimento para o futebol carioca. No campeonato de 1951, o Flu obteve 16 vitórias, 3 empates, 3 derrotas, 54 gols pró e 22 gols contra.[41][42]
Naquele ano, foi disputado o primeiro Fla-Flu no Maracanã que fez jus ao título de o Clássico das Multidões. Em 14 de outubro de 1951, o Flu venceu o Fla por 1 a 0 perante 109.212 espectadores (94.558 pagantes), em um jogo marcado por um grande derrame de ingressos falsos, que segundo a imprensa, pode ter colocado mais de 40.000 torcedores para dentro do estádio, além dos registrados.[41]
Ainda em 1951, o Fluminense realizou dois amistosos no Maracanã contra equipes inglesas em excursão, sendo elas o Arsenal, que o Fluminense venceu por 2 a 0 em 20 de maio perante 43.746 espectadores (35.010 pagantes) e contra o Portsmouth em 3 de junho, quando o Flu venceu por 2 a 1 com um público de 45.244 torcedores, sendo 37.935 pagantes.
Entre 1910 e 1951, o Fluminense realizou 44 jogos internacionais, com dezessete vitórias, 12 empates e 15 derrotas, com cem gols a favor e 103 contra. Já com relação a partidas interestaduais, no mesmo período acima o Fluminense disputou 298 partidas, com 159 vitórias, 58 empates e 81 derrotas, 821 gols pró e 513 contra.
Entre os dias 12 e 22 de setembro de 1951, realizou-se, no ginásio do Fluminense, o primeiro Campeonato Sul-Americano de Voleibol, com a Seleção Brasileira sagrando-se campeão no masculino e no feminino.
No dia 30 de março de 1952 o Flu chegou na condição de líder à última rodada do Rio-São Paulo, bastando vencer o Corinthians em São Paulo para ser campeão sem depender de outros resultados. Com a derrota por 4 a 2, sagrou-se campeã posteriormente a Portuguesa.
Em abril deste mesmo ano a Seleção Brasileira de Futebol conquistaria o primeiro título oficial fora de suas fronteiras ao conquistar o Campeonato Pan-Americano de Futebol no Chile. Nesta conquista o Fluminense colaborou com o técnico Zezé Moreira e com os jogadores Castilho, Pinheiro e Didi, todos titulares, além de Bigode, reserva.
Entre o final de junho e início de julho o Fluminense disputou o Torneio José de Paula Júnior contras as equipes do América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro, sagrando-se campeão. Ao terminar empatado em pontos com o Cruzeiro na primeira colocação, com o direito de ficar com o título por ser o clube visitante, ainda assim o Fluminense ofereceu ao clube mineiro uma partida desempate para decidir o título.
No mês de julho e com a partida final acontecendo em 2 de agosto, foi disputada por oito clubes, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a segunda edição da Copa Rio, uma das competições precursoras do Campeonato Mundial de Clubes, tendo o Fluminense sagrando-se campeão ao empatar em 2 a 2 com o Corinthians, já que havia ganho o primeiro jogo das finais por 2 a 0. Nesta competição, o resultado mais expressivo foi a vitória por 3 a 0, com cerca de 65.000 torcedores no Maracanã,[43] sobre o Peñarol, base da Seleção Uruguaia de Futebol que havia conquistado a Copa do Mundo de 1950.
Nessa competição, o Fluminense disputou 7 jogos, com cinco vitórias e 2 empates (no primeiro e no último jogo, contra Sporting e Corinthians respectivamente),[44] com quatorze gols pró e apenas 4 gols contra. Marinho e Orlando Pingo-de-Ouro foram os artilheiros do Flu e também da competição, com cinco gols cada. Esta foi a primeira conquista expressiva de um clube carioca no Maracanã em torneio que envolvia clubes de fora do Rio de Janeiro.
Publicou, sobre o fim da Copa Rio, o Anuário do Esporte Ilustrado 1953: “Um detalhe que acabou marcando, de forma mais expressiva a II Copa Rio, é que ela foi a segunda e última. Em verdade, não se sabe bem porquê, cinco clubes do Rio e de São Paulo reuniram-se e resolveram forçar a Confederação Brasileira de Desportos a extinguir a Copa Rio. Deixaram a entidade máxima com um torneio internacional na mesma época, mas com outro nome e outro regulamento. Inclusive aumentando o número de concorrentes brasileiros, que agora serão quatro: dois do Rio e dois de São Paulo. E essa fórmula nova deverá começar a vigorar agora, neste ano de 1953″.
1953–1960: Era Maracanã
Em março de 1953 o Fluminense teve uma grande atuação no Torneio Quadrangular de Medellín, Colômbia, após empatar com Deportivo Cáli (1 a 1) e Alianza Lima (2 a 2), e vencer o Atlético Nacional por 3 a 0, terminando como vice-campeão invicto do torneio de inauguração do Estádio Atanasio Girardot.
Assim como em 1952, em 1953 o Flu foi vice carioca, e conquistou a Copa das Municipalidades do Paraná de 1953, competição na qual após disputar a primeira partida contra o Ourinhense, o Fluminense teve que voltar as pressas para disputar o Torneio Rivadavia Meyer em substituição ao Club Nacional de Fútbol, proibido pela Associación Uruguaya de Fútbol de participar, parando na semifinal e só retornando mais de um mês depois para a finalização da competição.[45] Em 1953 e 1954 o clube também disputou a Copa Montevidéu, terminando em quinto e terceiro lugar respectivamente.
No Torneio Rio-São Paulo de 1954, o Fluminense chegou à última rodada bastando vencer o Vasco (já sem chances de título) para ser campeão, pois tinha 1 ponto de vantagem sobre o Corinthians e o Palmeiras, que disputariam o Derby Paulista no Pacaembu. Com o Maracanã recebendo 42.031 pessoas (34.131 pagantes), o maior público desta edição do Torneio Rio-São Paulo,[46] o Vasco fez 1 a 0 com um gol de Vavá e fechou-se atrás aguentando a pressão do Fluminense até o final, enquanto, em São Paulo, o Corinthians venceu o Palmeiras por 1 a 0, sagrando-se campeão. O Flu disputou nesse ano ainda, o Torneio Triangular Internacional do Rio de Janeiro de 1954, entrando na decisão com um time misto e terminando como vice campeão.
Em 1954 e 1956, o Tricolor seria campeão do Torneio Início. Em 1954, seria quinto colocado no Campeonato Carioca, em 1955 terceiro e em 1956 e 1957, seria vice campeão.
O maior número de partidas do Fluminense por países da América Latina aconteceu em 1956, quando o time realizou 17 partidas na Argentina, Colômbia, Peru, Equador e Aruba, com dez vitórias, 3 empates e 4 derrotas. O Tricolor disputou, ainda neste ano, amistosos no Brasil. Bateu o Rosario Central da Argentina em Uberaba por 5 a 1 e, no Rio de Janeiro, fez 3 a 0 frente ao Porto com 101.745 pessoas presentes no Maracanã, naquele que seria o maior público do Flu em jogos internacionais, mesmo com os ingressos majorados em cerca de 50% em relação aos preços do Campeonato Carioca.
O Fluminense foi campeão invicto do Torneio Rio-São Paulo de 1957, tendo conquistado o título na penúltima rodada em São Paulo, no Estádio do Pacaembu, ao vencer a Portuguesa por 3 a 1, com dois gols de Waldo Machado (artilheiro da competição com treze gols) e um de Léo para o Flu, marcando Liminha para a “Lusa”. O tricolor disputou 9 partidas, vencendo 7 e obteve 2 empates, fazendo 23 gols e sofrendo 11. A maior goleada do Flu neste torneio foi sobre o Palmeiras por 5 a 1, no Maracanã, em 4 de maio. O último jogo foi uma vitória sobre o São Paulo por 2 a 1 no Maracanã.
No Campeonato Carioca de 1959, a equipe disputou 22 partidas, com dezessete vitórias, 4 empates e apenas 1 derrota (para o Bangu, no primeiro turno, por 1 a 0), com 45 gols pró e apenas 9 contra (3 no empate festivo pela última rodada, contra o Botafogo).[carece de fontes] Foi campeã carioca na penúltima rodada, ao vencer o Madureira por 2 a 0. O maior artilheiro da história do Fluminense, Waldo Machado, marcou 14 gols nesta competição e foi um dos grandes destaques desta equipe, que também contava com nomes como Castilho, Pinheiro, Altair, Maurinho e Telê Santana.[47]
Antes da derrota para o Bangu, o empate contra o Flamengo representou a perda de uma sequência de 21 vitórias consecutivas, recorde brasileiro no profissionalismo que só seria superado em 2011, mas se não fosse a derrota para o Bangu por 1 a 0, o Fluminense teria chegado a uma invencibilidade de 43 jogos, pois só seria derrotado de novo em 14 de janeiro de 1960, na altitude da Cidade do México, para o Club de Fútbol América, por 1 a 0.
O Fluminense conquistou o bicampeonato do Torneio Rio-São Paulo em 1960 ao vencer o Palmeiras no Maracanã em 17 de abril por 1 a 0, gol de Waldo aos 27 minutos do primeiro tempo, perante 53.738 espectadores pagantes. Em 9 jogos disputados, o time venceu 6, obteve 2 empates e teve apenas 1 derrota, no Fla-Flu, por 2 a 1. A vitória mais expressiva foi sobre o São Paulo, por 7 a 2 em 20 de março. O artilheiro da competição foi Waldo Machado com onze gols.
Em janeiro e fevereiro o Fluminense disputou 11 jogos na América Hispânica, com 7 vitórias, 1 empate e 3 derrotas. Em maio de 1960, o clube realizou 19 jogos na Europa, em 9 países (Inglaterra, Portugal, Bélgica, Holanda, Suécia, Noruega, Hungria, Itália e Espanha), tendo tido 13 vitórias, 1 empate e 5 derrotas na sua mais extensa excursão ao continente europeu. As vitórias mais expressivas foram contra times suecos: 11 a 0 no Ystads IF, 10 a 0 no Östers IF e 9 a 0 no Combinado de Borlänge. Também fez 8 a 2 no Combinado norueguês de Lyn/Skeid. O tricolor derrotou ainda clubes tradicionais como o Brighton e o Middlesbrough, da Inglaterra, o Feyenoord, da Holanda, o Genoa, da Itália e o Valencia, da Espanha. A derrota mais expressiva foi para o Sporting em Lisboa, por 3 a 0, na primeira partida da excursão. O empate foi contra o Standard de Liège, na Bélgica, por 2 a 2.
O Fluminense foi ainda campeão da Zona Sul da Taça Brasil em 1960, tendo feito com o Grêmio os jogos finais, cujos resultados foram derrota por 1 a 0 no Estádio Olímpico (gol de Elton, para os gaúchos, perante um público de 30.000 espectadores), vitória por 4 a 2 no segundo jogo (com dois gols de Waldo, Jair Francisco e Maurinho para o Flu e 2 de Gessi para o Grêmio, jogo realizado no Estádio das Laranjeiras com ingressos majorados e estádio lotado com cerca de 20.000 pessoas, pois o Maracanã estava em passando por reformas) e, com a vantagem de empate no jogo final, o 1 a 1 (gols de Jair Francisco e Elton, com o Maracanã sendo reaberto pouco mais de 24 horas antes apenas para esta partida, ainda assim recebendo cerca de 35.000 pessoas, sendo 26.631 pagantes) garantiu-lhe o título. Para chegar a esta final, o Fluminense eliminou o Fonseca, de Niterói, com vitórias por 3 a 0 e 8 a 0 (maior goleada da história da Taça Brasil), o Cruzeiro, de Belo Horizonte com um empate por 1 a 1 e uma vitória por 4 a 1.
Tendo ganho a disputa regional, classificou-se para as semifinais do torneio nacional vindo a ser desclassificado pelo Palmeiras, que terminaria campeã deste torneio, com um empate por 0 a 0 e uma derrota por 1 a 0 no Maracanã, perante cerca de 50.000 pessoas,[carece de fontes] com o Flu tendo sentido muito a ausência de seu artilheiro Waldo nestes dois jogos, e mesmo pressionando o adversário, tomou o gol da desclassificação aos 44′ e 30 segundos do segundo tempo. A partir de 1962, cariocas e paulistas passaram a entrar diretamente nas semifinais, sem passar pelos torneios regionais.
Resumindo, nesse período, o clube tricolor conquistou o Campeonato Carioca em 1951 e 1959, sendo vice em 1952, 1953, 1957 e 1960, o Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960, torneio em que foi vice em 1954, além da grande conquista da Copa Rio em 1952, da Zona Sul da Taça Brasil em 1960 e do Torneio Início em 1954 e 1956, considerando apenas os títulos oficiais.
Maiores e melhores torcedores Tricolores que Baduzinho conheceu:
Nelson Rodrigues – Jornalista, Escritor, Dramaturgo e Torcedor Frasista do Fluminense;
Seu Toninho (Antônio de Almeida Santos) – Presidente do E. C. Cocotá. D.E.P.;
Adilson e Gerson Sophia – Primos Amados, tricolores de 7 (sete) costados;
Arnaldo Figueiredo – dos mais ardorosos torcedores do Flu. Defende o Fluminense com o afinco;
Berg – Amigo da Rede Jorge Neves. Defende o Flu com unhas e dentes;
Beto Velho – Amigo da Rede Jorge Neves. Bom e Grande Tricolor;
Carlinhos Portugal – Meu nobre Contador desde sempre. Muito sabe do Fluminense, dos poucos que acompanharam o Flu na 3ª. Divisão (todos os jogos);
Carlos Raphael Portugal – Filho do Carlinhos e profundo conhecedor de Futebol e do Flu;
Chico Magarinos – Amigo da Rede Jorge Barbosa! Tricolor de Qualidade;
Claudia Sophia – Prima. A mais linda Tricolor do Brasil. Claudinha Loren Sophia;
Denílson – Zagueiro em vários Clubes e Capitão Campeão! Tricolor dos bons;
Dr. Tanagi – D.E.P. Meu dentista e Amigo. Grande tricolor;
Dr. Vitor Nacif – O Flu deve orgulhar-se de um Torcedor tão valoroso;
Filipinho – um dos maiores Líberos do Vôlei do Brasil, jogava um bolão;
Francisco Chico Bigodão – Amigo da Redentor e do Cafezinho da Lagoa, ceste a camisa;
Huguinho Amato – Sobrinho Amado, craque no Futsal, veste a camisa aqui e fora;
Joaquim da Padaria – sabe muito de futebol e do Flu, acompanha tudo, sempre no radinho;
Raphael Tinoco Coelho – sobrinho Amado, filho do Hebert e da Marcia Tinoco, que seguiu o Tio Sérgio Amato (assim como meu Filho Vitor) na aura de ser Tricolor!
Ronaldo Vidão – Amigo do coração, Tricolor de Raízes, sabe tudo do Flu;
Serginho Amato – Sobrinho Amado, jogava muito, artilheiro em competições importantes, como a das Favelas, jogou aqui e no exterior;
Sérgio Amato – Sérgio Fenômeno, Cunhado Predileto, entre os mais fervorosos que Baduzinho conhece, mora nas Laranjeiras, joga lá, aliás dá show nas Peladas do Flu;
Sérgio Goston – Amigo e Proprietário de Antiquário nas Laranjeiras. Nobre tricolor;
Sr. Rubens Langer- Amigo dos Sofia Leal de Niterói e Terê, Grande Tricolor que por liderança e exemplo fez os 3 (três) filhos, Maurício, Marcelo e Gustavo também torcedores do Fluzão;
Baduzinho – Tricolor até os 17. Uns dizem que sendo assim nunca foi…, mas foi!;
Vitor Leal – semelhantemente ao pai, mas por influência do Tio Sérgio Amato: até quando foi jogar Basquete no Botafogo quando deixou de torcer.
Não usar mais esse primeiro texto de torcedores. O acima é o mais novo e comleto
Nelson Rodrigues –
Seu Toninho (Antônio de Almeida Santos) – Presidente do E. C. Cocotá. D.E.P.
Sérgio Amato – Cunhado.
Serginho Amato – Sobrinho
Huguinho Amato – Sobrinho
Adilson e Gerson Sophia – Primos Amados
Carlinhos Portugal – Meu nobre Contador desde sempre. Muito sabe do Fluminense
Carlos Raphael Portugal – Filho do Carlinhos e profundo conhecedor de Futebol e do Flu
Beto Velho –
Denílson – Zagueiro e Capitão
Berg
Filipinho – um dos maiores Líberos do Brasil
Chico Magarinos
Dr. Tanagi – D.E.P.
Ronaldo Vidão
Joaquim da Padaria
Baduzinho – Tricolor até os 17. Uns dizem que sendo assim nunca foi… mas foi!
Vitor Leal – semelhantemente ao pai: até quando foi jogar Basquete no Botafogo


P.S. Desculpe-nos pelas linhas sobrepostas às fotos, pois não tivemos habilidade para corrigir.
P.S. 2 – Uns comentam que são longas as partes, há que considerar que é uma bela e longa Histária a do Fluminense F.C.
P.S. 3 – Pode-se ouvir o texto em vez de o ler. mas só entrando elo site http://www.julioleal.com.br pelo link não dá. Abra o post no site, abra-o em ler mais, vai nos 3 pontinhos no canto superior direito e role até encontrar OUVIR. Clique e ouça.
P.S. 4 – Na foto da Capa o Atleta Hulk e Sérgio Amato, um dos maiores e mais aficionados torcedores do Flu. Além de jogar uma bola redonda, o Serginho Fenômeno nas Peladas Do Fluminense F.C.
Pode-se também ler em partes, como um livro.
By Jucele
Julio Leal
20 de setembro de 2026