PARTE III de V
O EXPRESSO DA VITÒRIA
1942–1954: Expresso da Vitória

Ademir de Menezes marcou 301 gols com a camisa cruzmaltina.[37]
Em meados de 1942 o Vasco formou o elenco que ficaria conhecido como Expresso da Vitória, liderado pelo atacante Ademir de Menezes.[38] Em 1944 conquistou o Torneio Relâmpago, superando os outros quatro grandes clubes da cidade.[39] Na sequência, venceu o Torneio Municipal,[40][41] repetindo o feito nos três anos seguintes e tornando-se o único tetracampeão da competição.[42] No mesmo período, conquistou ainda outros dois Campeonatos Cariocas de forma invicta, em 1945 e 1947.[43]
O título estadual de 1947 garantiu ao clube um convite para disputar o Campeonato Sul-Americano de Campeões, considerado precursor da Copa Libertadores da América e que chegou a ser reconhecido pela CONMEBOL em momentos diferentes como de igual valor.[44][45][46][47] Após a conquista do torneio, em Santiago, no Chile, em 18 de março de 1948, mais de 200 mil pessoas — cerca de 10% da população do Rio de Janeiro à época — tomaram as ruas da cidade para recepcionar a delegação vascaína, então denominada “Campeões dos Campeões do continente”.[48]
Na Copa do Mundo de 1950, a Seleção Brasileira contou com oito jogadores do Vasco em seu elenco, além do treinador Flávio Costa e do massagista Mário Américo.[49] Apesar de ser considerada favorita ao título, a equipe foi superada pelo Uruguai na partida decisiva em derrota conhecida como Maracanaço.[49] Em 8 de abril de 1951 a equipe vascaína disputou, no Estádio Centenario, em Montevidéu, a partida que ficou conhecida como a Revanche do Maracanaço.[50][51] Diante de mais de setenta mil espectadores, o Expresso da Vitória derrotou o Peñarol por 3–0, em um confronto que reuniu 21 jogadores presentes na final da Copa de 1950.[50] A vitória do Vasco sobre a equipe uruguaia, que, assim como o clube brasileiro, formava a base de sua seleção nacional, teve ampla repercussão internacional e foi descrita pelo jornal espanhol Mundo Deportivo como “A Ressurreição do Futebol Brasileiro”.[52]
Em razão da conquista do Campeonato Carioca de 1950, o Vasco classificou-se para a Copa Rio de 1951, de âmbito internacional.[53] O clube chegou às semifinais da competição, sendo eliminado pelo Palmeiras, que posteriormente conquistaria o título. Na partida, um gol vascaíno marcado por Chico foi anulado pela arbitragem, decisão que gerou controvérsia.[54][55] Em 1953 a equipe conquistou o Torneio Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer, sucessor da Copa Rio e considerado sua terceira edição.[56][57]
1955–1969: Geração supercampeã e crise política
Em 14 de junho de 1957, o cruzmaltino venceu o Real Madrid de Di Stéfano, Kopa, Paco Gento, e conquistou a primeira edição do Torneio de Paris, no Parc des Princes, com uma apresentação elogiada pela imprensa europeia.[58][59] O jornal France Soir chegou a afirmar: “O Real Madrid não é o maior time do mundo. Sobre isso, falem com o Vasco da Gama”.[60][61]

Vavá, Bellini e Orlando Peçanha, expoentes cruzmaltinos no período.
O confronto, considerado pela FIFA como “o mais notável encontro de clubes de dois continentes antes de 1960”, inspirou a criação da Copa Intercontinental, sendo a primeira competição da história a reunir, nos mesmos moldes, os campeões continentais da Europa e América, apontadas como as melhores equipes do mundo à época. Ao derrotar a equipe madrilenha, o Vasco da Gama se tornou ainda o primeiro e único clube não europeu a superar um campeão vigente da Liga dos Campeões da UEFA até a disputa inaugural da Copa Intercontinental.[62][63][64]
Ainda em 1957, o Vasco da Gama ganharia do Barcelona por 7 a 2, no Les Corts, antiga casa do clube espanhol antes do Camp Nou.[65] Esta é, ainda hoje, a pior derrota internacional sofrida pelos catalães como mandantes em todos os tempos.[66] As vitórias vascaínas sobre os gigantes europeus da época fizeram com que a imprensa espanhola questionasse a qualidade do seu próprio futebol. Descrevendo a excursão cruzmaltina pela Europa, o Jornal dos Sports escreveu em manchete: “como um tufão, o Vasco varre o football mundial”.[67]
No ano seguinte, conquistou o Super-Supercampeonato Carioca de 1958, considerado uma das mais disputadas edições na história,[68][69] e ainda o Torneio Rio-São Paulo com goleada sobre a Portuguesa de Desportos.[70] No ano de 1965, venceu a primeira Taça Guanabara, competição à época independente do estadual,[71] sendo a seguir vice-campeão da Taça Brasil para o Santos de Pelé.[72] Já no Torneio Rio-São Paulo de 1966, terminou empatado com Botafogo, Santos e Corinthians, dividindo o título entre as quatro equipes.[73] Os anos 1960 marcaram também uma profunda crise política no clube, que culminou na cassação do presidente Reynaldo Reis em 1969.[74]
PARTE IV
ERA DINAMITE E A SELEVASCO
1970–1991: Era Dinamite e a SeleVasco

A década de 1970 foi marcada pelo surgimento de Roberto Dinamite como ídolo do clube e pela chegada do goleiro argentino Andrada.[75] No círculo estadual, o Vasco da Gama conquistou o Campeonato Carioca em 1970 e 1977.[76][77] Nesta última campanha, houve grande protagonismo do sistema defensivo, formado por Orlando Lelé, Abel Braga, Geraldo e Marco Antônio,[78] o qual auxiliou o goleiro Mazarópi a chegar ao recorde mundial de maior tempo sem sofrer gols.[79] Já em âmbito nacional, o clube foi campeão brasileiro pela primeira vez em 1974, tornando-se a primeira equipe do estado do Rio de Janeiro a vencer a competição, com Roberto Dinamite como o artilheiro do certame.[80][81][82]
Durante a década de 1980, surgiram alguns ídolos vascaínos como Acácio, Mazinho, Geovani, Bismarck, Sorato e Romário.[83][84] Além disso, o clube conquistou diversos torneios internacionais (Copa Ouro em 1987 e o tricampeonato do Troféu Ramón de Carranza em 1987, 1988 e 1989 por exemplo),[85] três títulos estaduais (1982, 1987 e 1988)[86][87] e o bicampeonato Brasileiro em 1989.[88] Nessa ocasião, o elenco ficou popularmente conhecido como “SeleVasco“, devido ao alto número de jogadores com passagens pela Seleção Brasileira, com destaque para o atacante Bebeto, transferido do Flamengo.[89] Já na Copa Libertadores da América de 1990, o cruzmaltino foi eliminado pelo Atlético Nacional, em confronto marcado pela anulação da partida de volta, em virtude de interferência do Cartel de Medellín de Pablo Escobar na arbitragem.[90] Na política, o período ficou marcado pela estabilização institucional no momento em que o então presidente, Antônio Soares Calçada, convidou seu opositor, Eurico Miranda, para ser o diretor de futebol vascaíno a partir de 1986.[91][92]
1992–2007: Centenário e conquista da Copa Libertadores
A década de 1990 ficou marcada no clube pela aposentadoria de Roberto Dinamite no ano de 1993,[93] e pela revelação de novos expoentes como Edmundo, Felipe, Pedrinho, Carlos Germano, Pimentel, Dener, Valdir Bigode e Juninho Pernambucano.[84] Além de conquistar um tricampeonato estadual[94] (nos anos de 1992, 1993 e 1994), o clube venceu também o Torneio João Havelange em 1993[95] e o Campeonato Carioca de 1998.[96] Ainda em 1997, sagrou-se campeão Brasileiro pela terceira vez, ocasião em que Edmundo quebrou recordes de gols na competição.[97][98]
Em 1998 o Vasco da Gama completou cem anos de fundação.[99] O centenário foi o tema do carnaval da Unidos da Tijuca, que compôs um samba-enredo que passou a ser cantado também pela torcida cruzmaltina.[100] Além de campeão carioca, o clube ainda conquistou a Copa Libertadores da América, em 26 de agosto, cinco dias após seu aniversário.[101] Nesse período, jogadores de ampla projeção nacional integravam o elenco, como o lateral Jorginho, os zagueiros Mauro Galvão e Júnior Baiano, os meias Ramon Menezes, Vágner e Juninho Paulista, e os atacantes Evair, Donizete, Luizão, Euller e Viola.[84] Muitas das contratações foram possíveis devido ao patrocínio do NationsBank (posteriormente Bank of America), assinado em meados de 1998. O contrato durou até 2000, tendo sido rompido devido ao não cumprimento por parte do banco norte-americano.[102][103]
Em 2000, apesar do vice-campeonato no 1º Mundial de Clubes FIFA, perdendo nos pênaltis para o Corinthians,[104][105] o Vasco conquistou o tetracampeonato Brasileiro[106] e a Copa Mercosul, em partida que ficou conhecida como Virada do Século.[107][108] Na Copa Libertadores de 2001, o cruzmaltino registrou a melhor campanha da história da fase de grupos até então,[109] mas acabou eliminado nas quartas de final para o Boca Juniors, que se sagraria campeão do torneio. Na sequência, venceu a Taça Guanabara e o Carioca em 2003.[110] Além disso, oficialmente, o milésimo gol de Romário aconteceu a 20 de maio de 2007, em partida contra o Sport, no São Januário.[111]
2008–2021: Copa do Brasil e declínio
No ano de 2008, o clube sofreu seu primeiro rebaixamento no Campeonato Brasileiro.[112] Na sequência, retornou à primeira divisão ao vencer o América de Natal, no Maracanã.[113] Em ambos os anos, chegou às semifinais da Copa do Brasil, sendo eliminado por Sport e Corinthians, que acabariam campeões das respectivas edições.[114][115] No ano de 2011, o cruzmaltino conquistou a Copa do Brasil, contra o Coritiba no Couto Pereira,[116] e foi ainda vice-campeão brasileiro.[117][118] No mesmo período, chegou às semifinais da Copa Sul-Americana, após viradas contra Aurora e Universitario, sendo eliminado pela campeã Universidad de Chile.[119][120] Na Copa Libertadores de 2012, foi eliminado nas quartas de final para o Corinthians, que também se tornaria campeão do torneio, em jogo marcado pela oportunidade de gol desperdiçada pelo atacante Diego Souza.[121] No ano seguinte, sofreu novo descenso, em partida marcada pela briga generalizada entre torcedores vascaínos e do Athletico Paranaense.[122] Em 2014, terminou na terceira colocação a Série B e assegurou nova promoção.[123]
O Vasco da Gama conquistou o Campeonato Carioca em 2015 após doze anos,[124] mas foi também rebaixado à segunda divisão,[125] conseguindo novamente a ascensão no ano seguinte,[126] além de um bicampeonato estadual invicto e uma série de 34 jogos sem derrotas, a maior sequência da história em competições oficiais.[127] Já em 2017, o clube alcançou a classificação para a Copa Libertadores após hiato de seis temporadas.[128] No ano de 2019, o cruzmaltino registrou recorde de adesões, após campanha de associação em massa promovida por sua torcida, atingindo mais de 185 mil sócios-torcedores ativos.[129] Na edição de 2020, o clube chegou a liderar o Campeonato Brasileiro,[130] porém uma série de maus resultados culminou em novo rebaixamento.[131] Na Série B de 2021, não conseguiu o acesso e encerrou sua participação no décimo lugar.[132]
2022–presente

Em 2022 o Vasco vendeu 70% de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) à empresa de investimento privado estadunidense 777 Partners por um valor de aproximadamente 330 milhões de dólares.[133] Ao final daquele ano, garantiu o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro após dois anos de ausência.[134] Em 2023, apesar de uma temporada instável, o clube evitou o rebaixamento sob o comando de Ramón Díaz.[135]
Em 2024 a 777 Partners foi afastada do controle da SAF. Na temporada, o Vasco voltou às semifinais da Copa do Brasil após treze anos, classificou-se para a Copa Sul-Americana de 2025 e contou com o retorno de Philippe Coutinho.[136] No ano seguinte o clube terminou o Campeonato Brasileiro na 14.ª colocação, garantindo vaga na Copa Sul-Americana de 2026, e voltou à final da Copa do Brasil após quatorze anos, sendo derrotado pelo Corinthians por um placar agregado de 2–1.[137]
Estrutura
Sedes antigas
Ver artigo principal: Centro Cultural Cândido José de Araújo
O Vasco da Gama foi fundado em um sobrado localizado na rua da Saúde, n.º 293 (n.º 345 da rua Sacadura Cabral contemporaneamente). Em 2020 o local foi reformado por torcedores e passou a abrigar o Espaço Candinho.[138] A primeira sede, porém, situava-se em frente ao Largo da Imperatriz, atual praça dos Estivadores.[139] Tratava-se de uma instalação provisória, alugada por Francisco do Couto Júnior,[140] primeiro presidente cruzmaltino. Nesse imóvel, o clube organizou serviços administrativos, como secretaria e tesouraria,[141] além de sua primeira escolinha de remo, aproveitando o acesso ao mar pelo cais do Largo.[142]
Em assembleia geral realizada em 7 de setembro de 1898, a diretoria vascaína escolheu o local da nova sede definitiva: a Praia Formosa, situada na Ilha das Moças. Ali foi construído um amplo barracão em formato de chalé. Para facilitar o acesso à ilha, sócios do Vasco construíram uma ponte de madeira que a ligava ao continente.[143] A Ilha das Moças não existe mais, tendo sido aterrada com a conclusão da avenida Francisco Bicalho; em seu lugar, encontra-se a Rodoviária Novo Rio.[144] Já a Praia Formosa localizava-se onde está a Estação Barão de Mauá.[145]

Ilha das Moças, local da primeira sede definitiva do Vasco, em gravura de Abraham-Louis Buvelot (1845).
Em 1899, iniciou-se o aterramento da faixa costeira do bairro da Saúde, onde se localizava a sede do Vasco. A necessidade de mudança gerou um impasse: o presidente Francisco Couto defendia que o clube se transferisse para Botafogo, onde eram disputadas as regatas da antiga União de Regatas Fluminense; outros sócios, porém, preferiam uma localização no centro da cidade.[146]
A assembleia geral decidiu pela instalação de uma sede no centro do Rio de Janeiro, próxima ao Passeio Público. Pesou contra Botafogo a dificuldade de deslocamento até o centro, onde residia a maioria dos sócios do clube, já que o trajeto era realizado em bondes puxados por parelhas de burros.[146] O Vasco transferiu-se, então, para um imóvel localizado na travessa do Maia, n.º 15, ao lado dos demais centros náuticos.[147] A sede vascaína era composta por dois barracões: um destinado à secretaria, à escola de ginástica e às recepções; o outro servia de garagem para os barcos.[148] Essa sede funcionou até 1905, quando a área foi demolida pela prefeitura do Rio de Janeiro, que realocou o Vasco para a rua Luiz de Vasconcellos, n.º 14, onde permaneceu até sua transferência definitiva para a sede da rua Santa Luzia, em 1906.[147] Esse imóvel serviu como sede vascaína até a construção do Estádio São Januário.[147]
Sedes sociais
Ver artigo principal: Sedes e estrutura do Club de Regatas Vasco da Gama
Inaugurada em 18 de agosto de 1950, a Sede Náutica da Lagoa foi construída para abrigar os esportes náuticos, quando as regatas passaram da Baía de Guanabara para a Lagoa Rodrigo de Freitas.[149] Tombada desde 2002, por decreto do então prefeito César Maia, o local também recebe cerimônias oficiais do clube e as reuniões do Conselho Deliberativo.[150] Em suas paredes externas, há revestimentos e composições em azulejo idealizados pelo paisagista Burle Marx.[149]
Situada no centro do Rio de Janeiro, próxima ao Aeroporto Santos Dumont e ao Museu de Arte Moderna, está localizada a Sede do Calabouço.[151] Construída nos anos 60, a sede é destinada ao lazer dos associados, contando com piscinas, saunas, quadras esportivas, salão de eventos e restaurante.[151] Durante as Olimpíadas de 2016, foi usada pelo Comitê Olímpico da Dinamarca, servindo de setor administrativo para os atletas e membros da comissão técnica.[152]
Estádio Vasco da Gama
Inaugurado em 21 de abril de 1927, o Estádio Vasco da Gama foi construído em dez meses por meio de arrecadação popular entre os torcedores cruzmaltinos, através da Campanha dos Dez Mil, que reuniu doações de diversas partes do Rio de Janeiro.[153] Dois anos depois, o estádio recebeu seu sistema de iluminação, tornando o Vasco o único clube do país a dispor de um estádio apto a sediar partidas noturnas.[154]

Vista aérea do Estádio São Januário.
Apesar de seu nome oficial, o estádio tornou-se popularmente conhecido como São Januário, em referência à rua homônima localizada ao lado do estádio.[155] O apelido do clube “Gigante da Colina” deriva da antiga Colina Histórica, que se iniciava em um plano inclinado a partir do terreno do estádio e se estendia em direção à comunidade hoje existente da Barreira do Vasco, formando um arco até o Morro do Pedregulho, onde passa a rua Ricardo Machado.[156]
À época de sua inauguração, São Januário foi considerado o maior estádio das Américas, condição mantida até a construção do Estádio Centenário, sede da final da primeira Copa do Mundo,[157] e o maior do Brasil até a inauguração do Pacaembu, em São Paulo.[158] Segundo registros frequentemente citados, o recorde de público do estádio ocorreu em 25 de maio de 1949, quando mais de sessenta mil pessoas assistiram à vitória do Vasco sobre o então campeão inglês Arsenal.[159][160]
Complexo de São Januário
Situado em uma área de mais de 80 mil metros quadrados, o Complexo Esportivo de São Januário não compreende apenas o estádio de futebol, mas é composto também pelo Parque Aquático Vasco da Gama, os Ginásio Cyro Aranha e Ginásio Antônio Soares Calçada, o Complexo João da Silva e pelo Centro Avançado de Prevenção, Recuperação e Rendimento Esportivo (Caprres).[161]
Para além das instalações esportivas,[161] também se destacam o Colégio Vasco da Gama, único fundado e mantido por um clube brasileiro,[162] a Capela de Nossa Senhora das Vitórias, padroeira da instituição,[163] o Espaço Experiência, situado no antigo Salão de Troféus,[164] e o Centro de Memória, responsável pelo maior acervo esportivo digital no mundo.[165][166]
Centros de treinamento
Ver artigos principais: Centro de Treinamento Moacyr Barbosa e Centro de Treinamento Almirante Heleno de Barros Nunes
Localizado na região da Barra da Tijuca, está o principal centro de treinamento do Vasco da Gama.[167] Inaugurado em 11 de setembro de 2020, sob financiamento coletivo dos torcedores, seu projeto final prevê a construção de seis campos e um mini estádio.[168] O nome do local presta homenagem a Moacyr Barbosa, goleiro do Expresso da Vitória.[167]
Às margens da Rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, situa-se o CT do clube destinado às categorias de base e ao futebol feminino.[169] O centro esportivo foi batizado em memória ao Almirante Heleno de Barros Nunes, vascaíno e ex-presidente da antiga CBD, que foi importante na aquisição do terreno, ocorrida em 1976.[170] Ainda em desenvolvimento, o espaço de 130 mil metros quadrados contará com diversos campos de futebol, dois ginásios e um hotel-concentração.[171]
SAF
A sociedade anônima do futebol do Vasco é responsável pela gestão do futebol profissional e das categorias de base do clube. Fundada em 2022, foi criada com base na lei da SAF, promulgada no ano anterior, que permitiu aos clubes brasileiros adotarem o modelo empresarial.[172] A transição para o modelo de clube-empresa ocorreu em meio ao processo de reestruturação financeira da agremiação.[173] Em agosto de 2022, os sócios aprovaram a venda de 70% das ações da SAF à 777 Partners por 700 milhões de reais, além da assunção de parte das dívidas do clube associativo.[174]
A parceria enfrentou sucessivas crises em razão do descumprimento de aportes financeiros e dos problemas jurídicos da 777 Partners.[175] Em maio de 2024, por decisão da Justiça do Rio de Janeiro, o controle da SAF foi provisoriamente devolvido ao clube associativo após ação movida pela diretoria vascaína.[16]
Após reassumir a gestão da SAF, o Vasco ingressou com pedido de recuperação judicial para reestruturar seu passivo financeiro.[176] No balanço financeiro divulgado posteriormente, a SAF registrou lucro líquido de 81,2 milhões de reais, impulsionado principalmente pelos efeitos contábeis da recuperação judicial e pela venda de atletas.[177]
Símbolos
Cruz de Cristo

Cruz de Cristo, um símbolo de Portugal.

Cruz Templária na forma conhecida.

Cruz Pátea, conforme o uniforme do clube.
Desde a fundação do clube, houve a intenção de homenagear Vasco da Gama e as Grandes Navegações. Em razão disso, a instituição adotou, desde sua origem, o símbolo de uma caravela, em alusão às embarcações portuguesas, como forma de representar a união entre duas tradições que marcaram sua identidade: a do remo e a herança lusitana.[17]
A cruz estampada nos uniformes e no escudo do Vasco corresponde à Cruz Pátea, embora seja amplamente conhecida entre os torcedores e o público em geral como Cruz de Malta.[178] Essa divergência decorre de um estrangeirismo difundido no Brasil, mas não em Portugal, segundo o qual, nas línguas inglesa e francesa, diferentes variantes de cruzes páteas passaram a ser designadas, de forma imprecisa, como Cruz de Malta (Maltese Cross e Croix de Malte).[179][180]
Conforme demonstram diversos símbolos históricos associados ao clube, a cruz originalmente adotada era a Cruz da Ordem de Cristo. Embora o uniforme atual apresente uma Cruz Pátea, caracterizada pela ausência de segmentos retos entre o centro e as extremidades dos braços, a Cruz da Ordem de Cristo e outras variantes semelhantes foram amplamente utilizadas ao longo da história da instituição. Apesar dessa distinção heráldica, a denominação “Cruz de Malta” consolidou-se no uso popular entre a torcida vascaína como referência ao símbolo do clube, independentemente de sua precisão histórica.[181]
Escudos



O escudo original do Vasco, adotado em 1899, consistia em uma caravela inserida em um brasão circular.[182] A primeira modificação ocorreu em 1903, durante a gestão do presidente Alberto Carvalho, quando foram acrescentados um fundo negro e as iniciais do clube, CRVG, separadas por seis cruzes da Ordem de Cristo que circundavam o escudo.[183]
Na década de 1920 foi adotado o escudo em seu formato contemporâneo, posteriormente submetido a pequenas alterações ao longo do tempo.[184] Nele estão inscritas as iniciais, além da representação de uma caravela, símbolo das navegações portuguesas. Em suas velas figura a cruz, principal símbolo do clube, de forte simbolismo religioso, em referência à Ordem Militar de Cristo, instituição de caráter simultaneamente religioso e militar.[185] Esses elementos estão dispostos sobre um fundo negro, atravessado por uma faixa diagonal branca.[178]
As cores do escudo também possuem significado simbólico: o preto remete aos mares desconhecidos rumo ao Oriente, enquanto o branco representa a rota marítima para as Índias estabelecida pela expedição de Vasco da Gama. Além disso, ambas simbolizam a comunhão e a igualdade entre diferentes grupos étnicos, princípios historicamente defendidos pelo clube.[186]
Uniformes
Ver artigo principal: Uniformes do Club de Regatas Vasco da Gama
Os uniformes do Vasco da Gama são reconhecidos nacional e internacionalmente.[187][188] O primeiro uniforme vascaíno era composto por uma camisa preta com faixa branca transversal e a Cruz de Cristo, em vermelho, ao centro.[189] Em 1899, em decorrência da cisão social no clube, a orientação da faixa foi alterada, passando a partir do ombro direito, em sentido oposto ao adotado atualmente.[190] Segundo a simbologia tradicional do clube, a faixa representa o caminho percorrido pelas caravelas portuguesas rumo à Índia, enquanto o fundo negro simboliza os mares “nunca dantes navegados”, as tormentas e o abismo. A Cruz de Cristo, por sua vez, representa o povo português e sua fé.[191][192][193]

Primeiro modelo com faixa transversal.


Uniforme alternativo criado em 1937.
Após a fusão com o Lusitânia Sport Club, em 1915, o primeiro uniforme da equipe de futebol passou a ser composto por uma camisa inteiramente preta, com gola e punhos brancos, sem a faixa diagonal. A Cruz de Cristo foi deslocada para o lado esquerdo do peito, em referência ao uniforme do combinado português que realizou uma série de amistosos no Brasil em 1913, além de diferenciar o uniforme de futebol daquele utilizado pelo departamento náutico.[194][189] Embora a equipe de remo já utilizasse camisas pretas com faixa branca desde o início do século XX, até a década de 1940 o uniforme oficial do futebol permaneceu predominantemente preto, com detalhes brancos restritos à gola e aos punhos, característica que deu origem à histórica alcunha de Camisas Negras.[192]
Em 1943 o Vasco deixou de utilizar as camisas pretas no futebol e passou a adotar definitivamente o desenho presente em sua bandeira e em seu escudo.[195][196] O “uniforme de honra”, instituído em 1899, tornou-se o uniforme principal da equipe, composto por camisa preta com faixa branca diagonal partindo do ombro esquerdo e a Cruz de Cristo sobre o lado esquerdo do peito.[197] Contudo, a baixa visibilidade da cor preta sob a iluminação artificial da época, somada às altas temperaturas do verão, motivou a busca por uma alternativa. Como o estádio de São Januário foi o primeiro a receber iluminação para partidas noturnas,[198][199] optou-se pela utilização preferencial do uniforme branco, criado em dezembro de 1937 para jogos noturnos de verão.[194][196][200]
Bandeiras



Assim como no uniforme, originalmente o Vasco adotou uma faixa branca horizontal sobre um fundo negro, com a cruz ao centro.[190] Posteriormente, no contexto da primeira cisão social do clube, em 1899, ocorreu a mudança para a faixa transversal, que se consolidou e permanece estampada no pavilhão cruzmaltino.[201][197]
Ainda nas décadas iniciais, o clube ostentava uma bandeira náutica em sua antiga sede, na rua Santa Luzia. Símbolo da ligação com a Federação Brasileira das Sociedades de Remo, ela apresenta os elementos do código de regatas, desde a âncora e a boia salva-vidas até o croque e o remo.[202] Com o passar do tempo, a maior dedicação do clube a outras modalidades e as mudanças de sede contribuíram para a descontinuação de seu uso. Após pesquisa iconográfica realizada em 2018, contudo, o desenho desse estandarte foi resgatado, reproduzido e instalado na atual Sede Náutica da Lagoa.[202]
As oito estrelas douradas representadas na atual configuração da bandeira fazem alusão aos títulos do Campeonato Brasileiro, do Campeonato Sul-Americano de Campeões, da Copa Libertadores da América e da Copa Mercosul e ao campeonato invicto de Terra e Mar, conquistado em 1945, quando o Vasco venceu simultaneamente os campeonatos estaduais de futebol e de remo.[203]
Hinos

Lamartine Babo, autor dos hinos dos quatro grandes clubes do Rio.
O Vasco possui três hinos reconhecidos. O primeiro foi o “Hino Triunfal do Vasco da Gama”, composto em 1918, com letra e música de Joaquim Barros Ferreira da Silva, em homenagem ao vigésimo aniversário de fundação do clube.[204] Posteriormente, em 1930, foi gravado pelo Orfeão de Portugal na gravadora Brunswick.[205]
O segundo hino, intitulado “Meu Pavilhão”, teve a música composta por Ernani Corrêa e a letra escrita por João de Freitas.[178] A canção foi concebida em 1942 para participar de um concurso musical promovido pelo clube em conjunto com a torcida organizada Legião da Vitória.[205] Embora não tenha vencido a competição, a obra de Freitas e Corrêa foi incluída em um dos lados do disco gravado após o concurso e tornou-se mais popular entre os torcedores vascaínos do que a composição vencedora. Em 1974 os atletas da equipe campeã brasileira gravaram uma versão do hino, cuja renda obtida com a venda dos discos foi destinada à premiação pelo título.[178]
O “Hino Popular do Vasco” foi composto em 1949 por Lamartine Babo, autor de diversos hinos de clubes de futebol.[206][207] Lançada pela gravadora Continental no contexto da Copa do Mundo de 1950, a canção recebeu originalmente o título “Marcha do Vasco”. À época, Lamartine apresentava, ao lado do casal Heber de Bôscoli e Yara Salles, o programa de auditório Trem da Alegria, e teria sido desafiado por Heber a compor hinos para os clubes do Rio de Janeiro.[208] Entre os três hinos associados ao clube, este é o mais conhecido e o oficialmente adotado pelo Vasco.[178] A composição também é frequentemente apontada por torcedores e jornalistas especializados como uma das mais notáveis entre os hinos esportivos brasileiros.[205]
A revista Placar lançou dois álbuns com artistas populares interpretando hinos de clubes de futebol. O primeiro, em 1996, incluiu uma versão do hino do Vasco com elementos de funk, violino, guitarra elétrica e percussão de samba, interpretada por Luiz Melodia, Fernanda Abreu, Celso Blues Boy e Pierre Aderne. O segundo, lançado em 2004, apresentou uma versão em samba gravada por Paulinho da Viola e pelo grupo Los Hermanos.[209]
Mascotes
O primeiro mascote do Vasco da Gama foi o Almirante, criado pelo argentino Lorenzo Molas em homenagem ao navegador português.[178][210] As primeiras charges retratavam o personagem como um português gordo, careca e de longos bigodes. Em 30 de junho de 1944 o Jornal dos Sports publicou a primeira charge em que o personagem aparecia como um almirante português na proa de uma caravela com a cruz de Cristo.[211]

Desfile da Ordem do Corvo, em reverência a “Sua Majestade Dom Corvo I e Único”.
A partir de então, o Almirante tornou-se presença constante nas charges de Molas. O Jornal dos Sports o descreveu como um “verdadeiro lobo do mar, em sua nau, sempre pronto a navegar e enfrentar todas as tormentas”.[212] Com o tempo, o personagem ganhou diferentes versões, desde representações de traços infantis[213] até uma expressão mais séria, conhecida como “Almirante Pistola”.[214] Na década de 1960 o cartunista Henfil criou o personagem Bacalhau, de feições semelhantes às do Almirante, em referência às ligações entre o clube e Portugal.[215]
Outro mascote popular foi o Corvo, idealizado por Otelo Caçador. Em seu primeiro cartum sobre o Vasco, o desenhista retratou uma caravela na qual o Almirante enfrentava os demais mascotes cariocas; no topo do mastro, desenhou um corvo. Questionado sobre a escolha da ave, afirmou que ela representava bom agouro.[216] Como o corvo é tradicionalmente associado ao azar, especula-se que a escolha tenha sido uma brincadeira, já que Otelo era torcedor do Flamengo e frequentemente satirizava os clubes rivais em seus desenhos.[217] O Vasco conquistou o campeonato invicto naquele ano, e o mascote tornou-se popular, passando a ser chamado de “Dom Corvo”, em referência ao título nobiliárquico comum em Portugal.[216] Posteriormente, a diretoria do clube decidiu adquirir um corvo. Como a espécie não ocorre no Brasil, o animal precisou ser importado de Portugal, cuja legislação à época restringia sua exportação.[216] Sua chegada recebeu ampla cobertura da imprensa: a Rádio Clube Brasil promoveu programas em homenagem ao corvo, enquanto o Jornal dos Sports organizou uma recepção ao animal.[216]
Padroeiros
Ao mesmo tempo em que é reconhecido por sua diversidade e tolerância religiosa, homenageando figuras como o massagista Pai Santana e o zagueiro Jahu em sua história,[218][219] o Vasco da Gama também é considerado o clube mais católico do Brasil.[163] Essa reputação se deve às raízes históricas da instituição, fortemente ligadas à cultura portuguesa e ao catolicismo, que permeiam práticas como realização de missas campais no estádio de São Januário,[220] a guarda de dias santos e a recepção da delegação vascaína pelo Papa Pio XII, em 1956 no Vaticano.[221][222]



A padroeira oficial do clube é Nossa Senhora das Vitórias.[223] A sua devoção institucional remonta aos anos iniciais da fundação, e se intensificou em 1923, quando os Camisas Negras entraram em campo com medalhas da santa, na partida final do Campeonato Carioca, e se sagraram campeões pela primeira vez.[224] Já no ano de 1961, foi inaugurada nas dependências do complexo de São Januário uma capela dedicada à padroeira, cuja festa é comemorada a 15 de agosto.[163]
Além disso, o clube mantém fortes laços com suas co-padroeiras marianas Fátima e Aparecida,[225][226] simbolizando a conexão luso-brasileira da instituição. Nossa Senhora de Fátima, orago menor de Portugal, é frequentemente homenageada com celebrações e peregrinações,[225] enquanto a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, acompanha a equipe nos vestiários, coletivas de imprensa, em viagens e concentrações.[227]
Outro marco da religiosidade cruzmaltina é a relação com São Januário de Benevento, cujo nome popularmente batiza o estádio do clube. Esta escolha se deve à rua adjacente ao complexo esportivo, que homenageia o santo italiano conhecido por seus milagres e proteção aos fiéis.[228][229] Já o Departamento Infanto-Juvenil do Vasco tem por padroeiro São Jorge, associado à fundação do escotismo vascaíno em 1926.[230] A figura do santo guerreiro inspira os jovens atletas com valores como coragem, determinação e força para enfrentar os desafios dentro e fora de campo.[231]
Maiores e melhores torcedores Vascaínos que Baduzinho conheceu:
Adriano – do Kasarão da Ilha
Alberto – Tio-avô
Alex Resende – Sobrinho que muito sabe de Futebol
Alfeu Pena – Grande Dirigente
Assis – do Cafezinho da Lagoa. Parceiro do Henrique, assistem aos jogos juntos
Badu – Vô e Ídolo
Bob Visconti e Filhos (Gabriel e Lionel) – Fundador da Rede Jorge Barbosa
Cesar Amâncio – Chefe de Torcida do Vasco
Claudino Gorito – Vô do Marco Antônio Gorito. Fez filho e neto Vascaínos
Daniel – Amigo querido – do Boa Sorte. Parece que o Vô tb jogou no Vasco
Dr. Paulo Walterfang e Bento – Vizinhos queridos que acompanham direto o Vascão
Dulce Rosalina – uma das Primeiras Chefes de Torcida
Eurico Miranda – Dirigente e Presidente do Vasco – dos mais controversos. Amor incondicional pelo Clube
Georgette Alonso Hortale – uma das mais notáveis e queridas Vascaínas, Pioneira de Ouro do Fundão.
Glecimar (Gleção Grande Beque) – Um Vascaíno e Ser Humano de Valor. Grande Lateral direito.
Gorito Manuel – Grande jogador de Vôlei, da Rede Jorge Barbosa. Sabe tudo do Vascão
Henrique – Amigo do Cafezinho da Lagoa. Torcedor Zen
João Tupinambá – Grande Torcedor e Conselheiro do Vasco, do Grupo Amigos de Ipanema
Jorginho “Zoiudo” – dos torcedores de futebol que mais conhecem do riscado, desde a Base
José Ribamar – Grande Vascaíno, Erudito, Pai de Gleção, Grandão, Zezão, Gabão! Linda Família
Luiz Tavares Ledo e Filho (Guilherme) – Professores de Educação Física, Educadores
Manuel Ribeiro – Pai da Nádia, Vizinho e do Nosso Restaurante em Bonsucesso
Marco Antônio Gorito – além de jogar bola muito bem, frequenta os jogos, jovem torcedor
Mauro de Santa Maria – Pioneiro de Ouro do Fundão. Artista Plástico .Amigo Vascaíno de qualidade
Miguel “Badu” – Primo e um dos primeiros Ídolos de Baduzinho. Jogava Salão no Imperial e na Seleção
Nádia Ribeiro – Vizinha, Decana do Prédio Mina, Professora, Diretora e Vascaína de 7 costados
Prof. Alexandre Velasco do VZ – dos que mais conhecem futebol e esportes, dedicado torcedor
Renato Aragão – Didi Mocó. Influenciou Julio Neto a ser Vascaíno
Roland da R. Jardim Imóveis – um Gentleman – Vasco tem nele um torcedor de qualidade
Roni Visconti – ótimo jogador de vôlei, do Grupo Jorge Barbosa, grande e dedicado Vascaíno
Seo Geraldo – Vô do Bento, da H. Stern e do Bar Boa Sorte. Memória viva do Futebol
Seo Joca – um dos mais entusiasmados que conheci. diretor e técnico do Cocotá do Baduzinho
Seo Luiz – Amigo fraterno e Conselheiro do Vasco. Bons papos no Boa Sorte. Linda Família
Thiago – da Copiadora e Bureau Laurentino. Artista na cópia e na criação, camisa 10
Xande Resende – um dos Vascaínos mais entusiasmados – cunhado querido
Zé Luiz Salgueiro – Vizinho que muito ajudou Baduzinho quando chegou ao Mina. D.E.P.
Zé Vascaíno – do Cafezinho da Lagoa, cara bom que sabe torcer, não se estressa. bom no churrasco




By Jucele
Julio Leal
12 de setembro de 2026