Exxxtóriaxxx, Histórias, Fatos, Casos e “Causos” – TRIBUTO A C. A. PARREIRA – 18 – Verídica – Um campeão mundial também pela simplicidade: a amizade entre Carlos Alberto Parreira e Julinho – Refinado by Copilot

Exxxtóriaxxx, Histórias, Fatos, Casos e “Causos”

TRIBUTO A C. A. PARREIRA

Refinado by Copilot

18 – Verídica – Um campeão mundial também pela simplicidade: a amizade entre Carlos Alberto Parreira e Julinho

Mestre Parreira foi campeão mundial de futebol como treinador em 1994 e como preparador físico em 1970. Também é o profissional com mais participações em Copas do Mundo: oito ao todo, uma a mais que o iugoslavo Bora Milutinovic.

Acima de tudo, é um ser humano extraordinário. Mesmo com tantas conquistas, sempre se destacou pela simplicidade e pela humildade.

Baduzinho conheceu Parreira por intermédio de Américo Faria, quando trabalhavam no juvenil do Olaria, em 1972. Antes de seguirem no futebol, Américo e Parreira haviam trabalhado juntos no ISS — Imposto Sobre Serviços.

Em 1983, Parreira trabalhava na CBF e conquistou a Copa América. Em março de 1984, deixou a entidade para comandar a Seleção dos Emirados Árabes Unidos, recomendado pelo treinador Danilo Alves, que desde 1982 atuava no Shabab Club ao lado de Jairo Leal.

Julinho, como Parreira o chamava com carinho, iniciou sua primeira passagem pela CBF em janeiro de 1984, dirigindo as seleções de base U-17 e U-20, além da U-15, que ajudou a criar. Julio Leal não sabe ao certo como chegou à entidade: havia sido campeão pelo Flamengo em 1978, no U-18, e em 1979 e 1980, no U-20, além de campeão pelo Vasco em 1982, também no U-20. Acredita, porém, que Mestre Parreira tenha indicado seu nome ao General Erar de Vasconcelos. Naquela época, embora já existissem empresários, a maioria das contratações ainda acontecia por indicação de profissionais e amigos.

Conviveram ali na Rua da Alfândega por 3 (três) meses, alimentando a recente Amizade entre 2 (dois) suburbanos que jogaram amadoristicamente no gol e em outras posições. Em março de 84 Parreira saiu da CBF indo trabalhar nos EAU, encerrando o primeiro ciclo de convivência profissional.

A recém-criada U.15 com Veloso, André Cruz, William Marco Aurelio e Pintinho (um do Flamengo a quem Zico passou as chuteiras que ganhara do Carlinhos), observava jogadores para a Seleção U. 17 e preparava a U.20 que tentaria o bi Sul-americano e Mundial, pois Brasil conquistara os títulos com Jair Pereira em 83. Em Outubro a CBF decidiu trazer um Treinador por ser muito grande a tarefa de dirigir 3 equipes, além da incompatibilidade de datas. Julio concordava, renunciava à Infantil, a diretoria queria trazer Jair de volta, mas no Juvenil. O treinador então demitiu-se ficando desimpedido para seguir sua carreira (os salários à época eram muito baixos). Eles achavam que era vitrine. Deus escreve certo ainda que às vezes, por linhas tortuosas.

Eis que no mesmo mês de outubro um Príncipe dos Emirados Árabes, Sheikh Faisal, veio ao Brasil para contratar um Treinador para o Emirates Club de Ras Al Khaimah, tinha 3 nomes para entrevistar recomendados pelo Mestre Parreira. Por sorte ou destino o Sheikh decidiu pelo Julio Leal (que chamavam “Captain Ceezar”), e lá se foi o Treinador para sua primeira experiência internacional, com salário em muito superior aos do Brasil. E, principalmente, a oportunidade de maior convivência com um dos maiores Técnicos Brasileiros, um “Role Model”, Carlos Alberto Gomes Parreira e sua Linda e Querida Família.

Em tempo: Jair Pereira foi bicampeão sul-americano, mas possivelmente também indicado pelo Mestre foi fazer parte da Armada Emireitista que chegou a ter 28 Profissionais trabalhando simultaneamente, entre Treinadores, Preparadores Físicos, Preparadores de Goleiros, Massagistas, Médicos e, suas Famílias, mudando suas vidas e elevando o patamar do futebol semiprofissional do País. Gilson Nunes foi o Técnico Campeão do Mundo em 85, no Bicampeonato.

Parreira e Família, com Moraci e Nielsen ficavam em Dubai, Jair foi para Abu Dhabi, Danilo em Dubai, Julio e Jairo (que já retornara do Shabab) em Ras Al Khaimah. Os jogadores do Emirates Club estudavam ou trabalhavam pela manhã, só treinavam à tarde, então os irmãos Leal começaram a fazer Caça Submarina e a jogar Tênis, porque muitos Treinadores o praticavam. Assistiam a vídeos de John Mc Enroe e Ivan Lendl, treinavam horas na quadra de Vôlei com a rede abaixada e no paredão em “ele” (jogaram Ping Pong e Frescobol quando jovens). Isso acabou sendo importante para a relação fraternal com Parreira, que jogava bem o Tênis e às vezes não encontrava parceiro, chamava então os Irmãos Coragem, que iam com o maior prazer levar umas surras esportivas. Jairo, às vezes, ganhava do Mestre… 100km para ir, outros 100 para voltar, mas a convivência e a troca de experiência não tinha preço. Além disso, após 3 anos Ivo Wothman, um grande cara, saiu da Seleção de Base, Julio completara a terceira temporada no Clube Verde e Branco de gente muito boa, Sheik Faisal, dos Irmãos Saloomi, do Chefe de Torcida Abu Zaiud, e Ali Aloo Ali. Time que subia e caia… era a junção de 3 antigos clubes de cidades diferentes.

Então, Parreira convidou Julinho para dirigir a Base, a Olímpica e auxiliá-lo na Principal. O que aconteceu! Mais 3 anos e meio de convivência magnífica, salutar – descontado o tempo em que Parreira (Vice do Golfo em 89, na Saudia que sediou e ficou em 3o., Iraque Campeão) foi trabalhar na Seleção da Arábia Saudita e deu lugar na dos Emirados a Zagallo e Chirol (mais tarde Paulo Paixão que Julinho levara como Preparador da Base). Esse Trio de Ouro (Zagallo, Chirol e Paulo Paixão) reforçados pelo Preparador de Goleiros Miguel Banana e o Massagista Getúlio classificaram o pequeno País, com 800.000 habitantes locais e cerca de 2 milhões de estrangeiros para a Copa de 90 na Alemanha.   

  Devido a problemas não relatáveis aqui Zagallo e Chirol não continuaram à frente da Seleção, retornando o Parreira e Sua CT que foram à Saudia – Julinho foi o único que não quis ir àquela experiência com o Mestre face às percepções que teve durante a competição do Golfo em 89) e relatos de Amigos. Experiência maravilhosa trabalhar com os Campeões do Mundo Zagallo, Chirol, Parreira, Luizão e Paixão), aliás Zagallo único humano 4 vezes campeão mundial, e Parreira quem mais disputou Copas (8). Julinho tem nos 2, mais Américo Faria, Telê, Lazaroni e Coutinho seus Mestres na prática, enquanto Ernesto dos Santos e Celio Cidade na teoria. Exemplares dentro e fora do campo. A Amizade ficou ainda mais forte entre Parreira e Julinho, graças a Deus!

O tempo passou cada qual em seu caminho Cigano, até que em 1991, Baduzinho já de volta ao Brasil – anunciou o desejo de não renovar o contrato, que terminava em junho, no mesmo dia 13 de janeiro em que Zagallo e Chirol foram demitidos: solidariedade – Américo Faria convidou Julinho para dirigir a Seleção U.17 que disputaria o sul-americano no Paraguai, se classificado, o mundial na Itália, Termas de Montecatini. O salário, oh…era pelo trabalho com vistas ao Tetra!

Ernesto Paulo, Vice no Mundial que Portugal, com Figo venceu, foi promovido a Técnico da Pré Olímpica. Deixando vaga a U. 20.  Falcão que foi um grande jogador, mas estava a iniciar a carreira de Técnico acabou saindo dando ensejo que nas conversas sobre nomes o Vice Jorge Salgado decidisse formar experiente CT com Parreira e Zagallo para fazer frente à enorme pressão de 24 anos sem conquistar mundial  (aconteceu de novo agora em 2026, mas o Brasil desta vez falhando, indo para 28 anos na Europa, em 2030, sempre difícil de vencer em outro continente, ainda mais agora – Brasil venceu na Suécia em 58 – quem sabe 32… Vontade de chorar…não de voltar, vivemos e participamos de áurea era!

Parreira e Zagallo na Seleção Principal, com vistas à classificatória, classificação sofrida, mas importante, com Romário performando uma das maiores atuações que Baduzinho presenciou, se não a maior, no último e decisivo jogo contra o Uruguai no Maracanã rumo à Copa de 1994 que conquistaram nos EUA.

Julinho e o Mano Jairo na de Juniores (U.20) para o Sul-americano de 1992, na Medellin de Pablo Escobar, Colômbia, que o Brasil venceu invicto e sem sofrer 1 gol sequer (não se sabe de semelhante feito de qualquer seleção em sul-americanos), classificando para o Mundial na Austrália, em 1993, que o Brasil venceu (tricampeão) tendo Adriano Gerlim sido escolhido o melhor jogador do Mundial. Quase 3 anos de convivência e ajuda mútua, trocando experiências, mais aprendendo do que ensinando…

Encerrou-se esse ciclo de relação profissional após o mundial de Juniores, quando Julinho foi indicado Treinador para a Classificação visando as Olimpíadas de 1996, tendo iniciado o trabalho, mas com o término do contrato em junho as partes burramente não chegaram a acordo, encerrando o Projeto iniciado em 1991 com vista à Conquista inédita do Ouro Olímpico.

Jairo continuou e assumiu a Sub 20 vice-campeã no Qatar, Zagallo e Parreira conquistando o Tetra nos EUA em 1994, e com a saída de Parreira, Zagallo assumindo a Olímpica, mudando completamente o enfoque, trocando a base iniciada em 91, campeã sul-americana em 92 sem conceder 1 gol, campeã mundial invicta em 1993, e podendo somar ao elenco vencedor jogadores que não tinham a idade para o U.20, mas sim para o Classificatório para a Olímpica (Roberto Carlos, Rogério Ceni, Juninho, e o recém descoberto Ronaldinho que foi à Copa em 94, e uma vez classificados podendo somar 3 de qualquer idade (por exemplo: Marcos (que fez parte da preparação da U.20), Aldair, Dunga, Bebeto e Romário. Só Dida teve oportunidade na Olímpica Vice-Campeã.

Vida cigana que segue… Parreira indo trabalhar na Espanha e Julinho após 2 anos desempregado, não queria mais trabalhar na Base, assumindo o América de São José do Rio Preto de São Paulo. Apesar da distância a Amizade e os contatos continuavam, sempre muito amáveis, fraternos.

Em 2006 Parreira voltou a chamar Julinho para ajudá-lo na Seleção Brasileira que disputaria a Copa na Alemanha, como Observador Técnico da Seleção ao lado de Jairo Santos, o Observador Efetivo – desde a Copa de 1984 (com Coutinho) – na qual o Brasil conquistou a 5ª. Colocação.

No final de 2006 Parreira e Jairo foram preparar a Seleção da África do Sul que sediaria a Copa de 2010, sonho antigo de João Havelange, Espezim e Julio. Em 2005 Julinho foi levado pelo Espezim e um ex-aluno da BFA (Zipho Ndladla) para um Curso em Durban (com a saída do Havelange da FIFA o Curso é que ia aos Países), lá conhecendo os dirigentes de clubes e treinadores locais, todos muito interessados. Após o sucesso do evento um Empresário que financiou o curso (Mr. Nadime Mahmood) apresentou proposta do Amazulu F.C. para tentar salvar o clube do rebaixamento (primeiro trabalho conseguido através de Empresário de Futebol).

Sendo assim, Julio voltou a trabalhar no mesmo País de Parreira e Jairo, mas em cidades diferentes.

Após o Amazulu, time da Cidade dos Zulus, Julio foi ao Japão dirigir o Yokohama F.C., retornando à África do Sul para o Moroka Swallows, da cidade onde Jairo e Parreira moravam, Johannesburg, fortalecendo ainda mais a Amizade entre ambos, tantos eram os encontros, os jantares e churrascos que aconteciam, oportunidades para a troca de informações e conhecimentos. Por um ano Joel Santana substituiu Parreira no Comando, devido à doença da Esposa Leila, mas apesar do excelente trabalho de Joel, Parreira voltou para a disputa da Copa. Julinho pôde assim acompanhar o trabalho de outro grande Treinador, vencedor, uma ótima pessoa, engraçado contador de histórias, imbatível Joel Santana, que muito acrescentou à vivência do Técnico no tocante a Futebol

       Última vez em que trabalharam juntos, os encontros eventuais, como nas reuniões dos Treinadores que trabalharam no Mundo Árabe, a cada 2 meses, os contatos constantes pelo telefone e Zap, com as eternas promessas mútuas de um almoço qualquer.

Assim Julinho Zé Baduzinho se lembra dos fatos, sem jamais querer denegrir, diminuir ou prejudicar a alguém. Caso aconteça, desculpas antecipadas.

P.S. Este post de número 18 já estava escrito, mas não finalizado, só foi possível agora, momento em que o Mestre e Amigo Parreira está novamente hospitalizado e em recuperação. Assim como a Família e os Amigos Julinho e sua Família oram com fé e energizam para mais uma vitória do Mestre recuperando-se e vencendo mais uma batalha, Ele que é um Vencedor, um verdadeiro Campeão!

#EternaGratidão

#ForçaParreira! Deus o abençoe!

P.S. Parabéns ao Primo Ivo Martinez pelo seu aniversário! Felicidades!

P.S. 2 – Parabéns Dorinha pelo niver dia 15! Felicidade!

P.S. 3 – Parabéns Ceci pelo niver dia 16! Felicidade!

By Jucele

Julio Leal

Treinador Campeão Mundial de U.20 na Austrália em 1993

14 de Julho de 2026

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