EXXXTÓRIAXXX DO BADUZINHO ZÉ JULINHO – Estruturada By Copilot – No 5: Verídica – Nova Morada, Ilha do Governador – Pretinho chama Baduzinho para assistir a um treino no Cocotá

EXXXTÓRIAXXX DO BADUZINHO ZÉ JULINHO

No 5: Verídica – Nova Morada, Ilha do Governador – Pretinho chama Baduzinho para assistir a um treino no Cocotá

Estruturada By Copilot

BADUZINHO – ZÉ – JULINHO: Uma Trajetória de Paixão pelo Futebol e pela Ilha

Nova Morada na Ilha do Governador

Seo Julio, pai de Baduzinho, militar de família tradicional, sempre buscou o melhor para seus filhos. Apesar de terem vivido uma infância feliz e acolhedora na Avenida do Bicho, a preocupação com o futuro levou a família a buscar novos horizontes. Assim, mudaram-se para a Ilha do Governador, um pedaço de terra rodeado de água por todos os lados, diferente da famosa Pedra da Moreninha, mas repleta de histórias e afetos marcantes para Baduzinho — inclusive um amor eterno, uma insulana moreninha.

O Cotidiano e as Primeiras Amizades

Na época, a Ilha era pouco habitada, com cerca de 50 mil moradores, o que favorecia o convívio e a proximidade entre todos. A casa da família, grandiosa como um castelo com torre, gruta de Nossa Senhora e uma variedade de frutas (com exceção da jaca), era o lar de um verdadeiro reinado: o Rei, a Rainha, a Princesa Junira (Ju), o Príncipe Jairo e o plebeu Zé — apelido de Jucezinho, carinhosamente chamado de Julinho pelos novos amigos, e Badu ou Baduzinho pelos mais íntimos. O avô, Badu Vô, também fez parte dessa história por muitos anos.

Os primeiros Amigos — sempre com “A” maiúsculo — foram conquistados ali. Edevaldo, vizinho de terreno com muitas jaqueiras, proporcionava festas o ano todo. Bolãozinho, colega do Pedro II, e Pretinho (irmão de Gerôncio), que vivia ao lado da casa de Dona Palmira, completavam o trio de amizades iniciais. A convivência era intensa, marcada por brincadeiras e aprendizados compartilhados.

O Futebol na Ilha e o Surgimento de Talentos

Pretinho, destaque nos campos da Ilha, era ponta esquerda habilidoso, e a região revelou jogadores notáveis como Nilton Santos “ O Enciclopédia, do Itacolomi e Brito, este último campeão mundial em 1970 e famoso pelo preparo físico invejável, percorrendo toda a Ilha de agasalho prateado. O futebol era parte fundamental do cotidiano, especialmente na Praia do Cocotá, conhecida como Castelinho da Ilha — ponto de encontro de jovens, com campos de futebol, frescobol e voleibol. Na areia ou na grama, Julinho, ainda jovem, era frequentemente escalado para o gol.

Primeira Oportunidade no Esporte Clube Cocotá

Certo dia, Pretinho convidou Julinho para assistir a um treino do Juvenil do E. C. Cocotá, na Cleto Campelo. Durante o treino, a ausência de um goleiro abriu espaço para Julinho, que já demonstrava coragem e esforço nas peladas da praia. Apesar de seu porte físico baixo para a posição, chamou atenção do técnico Galhardo pela agilidade, reflexo e dedicação. Emprestaram chuteiras e uniforme, e mesmo ouvindo provocações sobre sua altura, Julinho se destacou. O técnico gostou do que viu e o convidou a retornar aos treinos, talvez não houvesse muitos malucos na área. Assim, iniciou sua trajetória no time.

Conquistas e Transições no Futebol

A equipe do Cocotá era talentosa e conquistou o título da Série B do Departamento Autônomo da F.E.R.J. em 1969 e o vice-campeonato da Série A em 1970. A competição reunia clubes tradicionais, funcionando como uma espécie de segunda divisão à época. Muitos atletas do Cocotá seguiram para clubes profissionais, como Robertinho-Garrinchinha (que jogou no Botafogo e Santos com Pelé), Paulinho Tiribiça (Fluminense), Jacaré, Dó, Rui, Lima, Erly, Alberdan (fazia o maior e melhor drible Rabo de Vaca que Baduzinho viu) e o próprio Julinho, que, juntamente com Dó, foi campeão de Escolinhas pelo Olaria em 1968. Apesar das oportunidades, muitos preferiam o aconchego da Ilha ao desafio de buscar o profissionalismo.

Olaria, Maracanã e Retorno ao Cocotá

Julinho, também conhecido como Baduzinho, jogou no Infanto e Juvenil do Olaria, conquistando o campeonato em 1968 e atuando em 1969, inclusive no Maracanã em amistoso diante de 130 mil torcedores. Posteriormente, retornou ao Cocotá e ingressou na equipe principal em 1970. Nesse período, iniciou sua jornada como treinador nas Escolinhas, conciliando a nova função com os estudos.

Da Engenharia à Educação Física: Uma Decisão de Vida

Durante o último ano do curso Científico, enquanto se preparava para o vestibular de Engenharia, Julinho foi aconselhado pelo professor Ênio Farias, responsável pela preparação física do Cocotá, a seguir carreira em Educação Física. Ênio ressaltou sua aptidão para treinar e orientar as categorias de base e para ensinar natação e recreação às crianças. Convencido das palavras do mentor, Julinho decidiu mudar de rumo, comunicando a escolha ao pai, que inicialmente resistiu, mas tornou-se um dos maiores incentivadores de sua nova trajetória.

Reconhecimento e Gratidão

Assim, Baduzinho tornou-se Julinho e, mais tarde, Julio Cesar Leal, o Julio Leal. Com a carreira construída no esporte e na educação, conheceu o mundo e fez amigos por onde passou. Ficam o agradecimento eterno ao Pretinho, ao professor Ênio e ao presidente do Cocotá, Seo Toninho de Almeida Santos.

Maktub — estava escrito, e se não estava, agora está!

P.S. Baduzinho (Julinho) jogou uma só vez no Maracanã, sofrendo 1 gol. Mas recorreu à Entidade responsável para a anulação do tento sofrido por haver sido consignado por jogador com idade maior.

By Jucele

Julio Leal

06 de março de 2026

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