BELO TEXTO DE AMÁLIA MATTOS AMIGA DE MANA JUNIRA E MINHA: MEMÓRIA, PAIXÃO, AMOR, GRATIDÃO E OUTROS

BELO TEXTO DE AMÁLIA MATTOS AMIGA DE MANA JUNIRA E MINHA:

MEMÓRIA, PAIXÃO, AMOR, GRATIDÃO E OUTROS

Amália: Olá meu amigo. A memória é como a paixão, porque contém o pior e o melhor que nós, humanos, podemos ter.

Aos 58 anos, fui para a faculdade de psicologia procurar ferramentas que hoje, aos 73 me ajudam tremendamente. Hoje sou CEO de uma ONG, com 300 crianças, que todos os dias me ensinam o que é o amor. 

Amar depois de uma perda não é recomeçar do zero. É continuar a caminhar com alguém invisível ao lado, enquanto o coração aprende novos passos .🕊️💙

Há algo profundamente diferente entre perder um amor e deixá-lo.

Na perda, o vínculo não terminou por escolha. Por isso o amor não sabe para onde ir.

O que torna este caminho tão delicado:

1. O amor não acabou, ficou suspenso.

Quando alguém morre, o amor não tem fecho.

Não há última conversa definitiva, nem desgaste final que facilite o desapego.

O amor continua inteiro, mas sem corpo onde pousar.

Por isso amar outra pessoa pode parecer invasão de território sagrado.

2. Surge o medo de “substituir”.

Muitas pessoas sentem culpa antes mesmo de sentir desejo:

   • “E se isto apagar quem perdi?”

   • “E se eu estiver a trair a memória?”

Mas ninguém ocupa o lugar de quem partiu.

Esse lugar fica fora do tempo.

O novo amor não entra ali. Ele cria outro espaço.

3. O coração passa a amar com consciência da finitude.

Depois da perda, o amor deixa de ser ingénuo.

Há mais cuidado, mais presença, mais silêncio cheio.

E também mais medo.

Isso não empobrece o amor.

Torna-o mais humano.

Como o amor costuma regressar.

Não volta com urgência.

Volta devagar, quase pedindo licença.

   •   primeiro como curiosidade

   •   depois como conforto

   •   depois como vontade de partilhar pequenas coisas

   •   só mais tarde como entrega

E muitas vezes vem acompanhado de um pensamento inesperado:

“Achei que o meu coração estava fechado…, mas afinal estava em luto.”

Uma verdade que liberta.

Amar de novo não diminui o amor por quem partiu.

Esse amor não é concorrente.

Ele já faz parte de ti, como um idioma que nunca desaprendes.

O novo amor não apaga.

Ele convive.

Um exercício interno simples

Se a culpa aparecer, tenta dizer:

“O amor que vivi ensinou-me a amar.”

“Levo essa aprendizagem comigo.”

“Continuar não é esquecer.”

Muitas pessoas sentem, em algum momento, algo surpreendente:

como se o amor perdido ficasse em paz ao ver o coração voltar a viver.

Quando sabemos que estamos prontos:

Não é quando a dor desaparece.

É quando:

   •   falar de quem partiu já não impede de sorrir

   •   a lembrança aquece mais do que corta

   •   a solidão deixa de ser fidelidade

   •   surge vontade de cuidar e ser cuidado de novo

Amar depois de uma perda é um ato de coragem silenciosa.

Não nega a ausência.

Responde a ela com vida. 🌱

O AMOR por alguém que temos por perto é como um sonho que comanda a vida, que no nosso caso, por não muito mais longa, merece ser bem vivida! 

Beijo 😘

P.S. – UM IXXXPETÁCULO – EXXXPLÊNDIDO!

P.S. 2 – Resposta da Amiga Amália à minha pergunta se poderia postar o Texto em meu Humilde Site:

Amália: Esteja á vontade, o texto agora é seu, não precisa mencionar-me. O Amor está em todo o lado. Olhe ao redor e “never say never”! Deus sabe o que faz. O meu grande amor sai às minhas crianças, muitas brasileiras pertencentes a famílias muito destrutoradas que precisam de ajuda, e eu tento fazer com elas o que alguns brasileiros amigos que amo, um dia fizeram por mim aos 25 anos. (sua irmã, Ju, minha irmã de ❤️)

Tenho histórias lindas com excelentes resultados, nas quais me envolvi de ❤️ e que hoje agradeço a Deus e compreendo o porquê de me não me ter deixado partir há 5 anos atrás com covid. Afinal, eu ainda não tinha cumprido a minha missão na terra e Ele fez-me ficar!

Amália

P.S. 3 – O Texto é seu, Amália, meu, de todos agora publicado e compartilhado!

P.S. 4 – Amor, Amizade, Amigo, Família, Você, Tu, e Deus escrevo sempre em maiúsculas.

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