ESTÓRIAS, HISTÓRIA, FATOS, CASOS E “CAUSOS”
26 – JULIO IGLESIAS E A BOLA
Em 1993 estava com a Seleção Brasileira Sub 20 no Hotel em Sidney, na Austrália, na antevéspera da decisão do mundial contra a poderosa Gana, que nos vencera nas Oitavas do Mundial Sub 17 dois (2) anos antes, em Termas de Montecatini, na Itália.
Acabado o treino retornamos ao Hotel Hilton onde estávamos hospedados e, como de costume, ficamos no saguão a conversar, analisar e planejar os próximos passos. Wendel Ramalho, de famosa Família, ex-jogador, goleiro dos bons de Fluminense, Botafogo, Guarani e Seleção Brasileira era nosso Preparador de Goleiros naquela competição, Dida e Fabio Noronha. Ainda uniformizado, com uma das bolas sob o braço, papeava e falava do treino, quando de repente surge na escada que descia do Mezanino, do restaurante, uma pessoa só. Notamos que ao fazer ligeira curva na escada olhou direto para a bola que estava sob o braço do Wendel.
Incontinente veio em nossa direção, mais precisamente na direção do Wendel, já sabíamos quem era aquela famosa imagem que só fotografava de um lado, ex-jogador de futebol, que encantava o mundo com sua voz e canções. Puro carisma que confirmou presencialmente. A um metro do Wendel, ainda de olho na bola, estendeu a mão direita em súplica contida: puedo? Wendel de pronto ofereceu-lhe o balão, quase novo, que foi agarrado com ambas as mãos, um beijo, sempre a olhar a redonda como que hipnotizado e encantado de saudades, passou-a à mão direita, elevou até a altura dos olhos e girou-a como fazem muitos em diferentes esportes, equilibrando na ponta do dedo, na unha, por enorme tempo, para ele decerto uma eternidade mágica com que não contava. Fez mais uma vez para sabermos que não foi pura sorte e sorria para a bola, para seu passado de bom goleiro que foi até certo acidente.
Gentilmente, com mais um beijo como que a despedir-se devolveu a Bola ao Treinador dos Goleiros Dida e Fábio que em dois dias seriam campeões Mundiais de Futebol Sub 20, tricampeonato do Brasil, 83 com Jair Pereira, 85 com Gilson Nunes e em 93. Agradeceu profundamente dizendo que fora agradável surpresa, principalmente tratando-se de uma Seleção Brasileira de Futebol. Disse para todos estava hospedado ali para uma apresentação no Hotel, Hilton, no dia seguinte, véspera da nossa decisão, que estávamos todos convidados. Muito gentil. Wendel agradeceu em nosso nome, mas respondeu que ficaria para outra oportunidade, já que o show era à véspera de importante decisão, no que Julio Iglesias, com larga experiência concordou. Foi aos elevadores, nós aos nossos quartos com o coração alegre e leve pela oportunidade única que presenciamos.
É muito mais do que Futebol!
Obrigado, Xará pela lição de Amor à Bola e ao Futebol, à vida, que como todo Amor verdadeiro é eterno!
Até hoje quando o vejo, lembro-me, todos devem lembrar-se, até o Wendel que está no Céu. Mas só agora me deu o insight de escrever.
Maktub: estava escrito! Se não estava, agora está!


By Jucele
Julio Leal
18 de janeiro de 2026
P.S. Um dos nomes mais importantes da história da música latina e detentor de uma marca impressionante de 300 milhões de discos vendidos ao longo de 55 anos de carreira, o espanhol Júlio Iglesias sempre teve duas paixões: as canções e o futebol. E, durante sua adolescência e juventude, a bola era até mais importante que o violão. A maior prova disso é que o cantor passou pelas categorias de base e chegou a se profissionalizar no Real Madrid, clube mais poderoso do planeta.
P.S. 2 – Julio José Iglesias de la Cueva (Madrid, 23 de setembro de 1943) é um cantor, compositor e ex-futebolista espanhol.
Iglesias inicialmente dedicou-se à carreira esportiva, com o objetivo de tornar-se um jogador profissional de futebol. Ele atuou no time juvenil do Real Madrid, na posição de goleiro, entre 1958 e 1962.[1][2][3] Mas na noite de 22 de setembro de 1963, quando tinha 20 anos de idade, ao conduzir o seu carro entre Majadahonda e Madrid, juntamente com os seus amigos Enrique Clemente Criado, Toto Arroyo e Pedro Luis, Iglesias sofreu um trágico acidente que o deixou semiparalisado durante um ano e meio, existindo poucas hipóteses de poder voltar a andar. Internado no hospital Eloy Gonzalo,[4] em Madrid, passou a escrever poemas românticos que encantaram uma das enfermeiras que o atendia; elas arrumaram um violão para Julio, que transformou seus poemas em música.