Dia de Reis: 6 de Janeiro. The Day of Kings. É hoje! Já retirei e guardei os eternos Enfeites de Natal!

Era a visita de “alguns magos do oriente” (Mateus 2:1) que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como “Noite de Reis”.

Histórico

A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos MelchiorGaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios – sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

English

The Day of Kings, according to Christian tradition, would be the one in which newborn Jesus Christ had received the visit of “some wise men of the East” (Matthew 2:1) who, according to the hagiogue, were three Magi, and which had occurred on January 6. The night of January 5 and the early hours of the 6th is known as “Night of Kings”.

Historic

The date marks, for Catholics, the day for veneration of the Magi, which the tradition that emerged in the 8th century converted into Saints Melchior, Gaspar and Baltazar. On this date, the Christmas celebrations are also closed for Catholics – the day on which the nativity notes are disarmed and therefore all christmas decorations are removed.

P.S. – Passadas as festividades do Natal e do Réveillon, ainda no início do ano, em 6 de janeiro comemora-se o Dia de Reis. Popularmente conhecida por ser a data para desmontar o pinheirinho e encerrar as comemorações de fim de ano, o dia também carrega um significado importante para a fé cristã. Em 6 de janeiro, o recém-nascido Jesus Cristo teria recebido a visita dos três Reis Magos, que o presentearam com incenso, mirra e ouro.  

Os presentes, que em um primeiro momento podem parecer pouco comuns para serem dados a uma criança, são mais do que uma recordação, mas um símbolo, já que, de acordo com a tradição cristã, cada um deles reserva um significado especial sobre o nascimento de Jesus. Para além do seu simbolismo, a ciência ainda mostra que esses presentes trazem diferentes benefícios para a saúde.

O ouro, dado pelo rei mago Melchior, mostra o reconhecimento de que, mesmo ainda bebê, Jesus seria o rei universal — já que esse elemento está ligado à realeza e à riqueza. Registros históricos indicam que, embora associado ao luxo, o ouro também era usado para fins medicinais. De acordo com o Laboratório de Química do Estado Sólido (LQES), da Unicamp, há 5 mil anos os egípcios bebiam um elixir de ouro, para o rejuvenescimento e cura de doenças. 

De lá para cá, diversos benefícios foram descobertos sobre esse metal. O ouro foi muito utilizado na odontologia, já que não é tóxico, tem fácil modelagem e não se desgasta com o tempo. Em 1890, o pesquisador alemão Robert Koch recebeu o Prêmio Nobel por  descobrir que compostos feitos com ouro inibiam o crescimento das bactérias que causavam a tuberculose. Conforme o LQES, hoje, na medicina moderna, o elemento está inserido em tratamentos de doenças como artrite, úlceras de pele, neuropatia, desintoxicação e desnutrição. 

Dado pelo rei mago Gaspar, o incenso era ofertado somente para as divindades. Assim, o presente mostra que os magos viram em Jesus o próprio Deus. Já a mirra, uma oferta do rei mago Baltazar, era usada para preparar os corpos para o sepultamento. Assim, ao presentear Jesus com a mirra, os magos viram nele humanidade, como se aquele que é o rei universal também fosse verdadeiramente humano. 

Um estudo da  Universidade de Cardiff, do Reino Unido, indicou que os dois presentes, o incenso e a mirra, têm propriedades anticancerígenas. Em entrevista à BBC, Ahmed Ali, um dos cientistas responsáveis pela pesquisa, explicou que o olíbano (resina aromática usada na fabricação de incensos), especialmente o extraído na Somália, pode ser  usada para mitigar a metástase de células cancerígenas invitro. Ou seja, com ele é possível impedir que o câncer se espalhe. 

A substância ainda pode ser utilizada para interromper inflamação ou inchaço e consegue ajudar no combate à artrite, além de reduzir os sintomas da colite ulcerosa – uma condição inflamatória intestinal.

A mirra, por sua vez, se utilizada no tratamento contra o câncer, consegue atacar as células cancerígenas e as matar, sem prejudicar as saudáveis. Richard Clarkson, colega de Ali no estudo, explicou à BBC que a combinação da mirra, que tem como alvo as células atingidas pelo câncer, com o extrato do olíbano, que impede o tumor de se espalhar, pode ser um bom caminho na luta contra a doença.  

Natural da África do Sul, a planta medicinal também é comumente utilizada para dor de garganta, inflamação na gengiva, infecções de pele ou acne, por exemplo, já que tem propriedades anti-inflamatórias.

By Jucele

Julio Leal

6 de Janeiro de 2026

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