“Jesus Crucificado.”. “Mensagens de uma Vó poeta”. Jenny Spinola Motta. Penúltimo.

Agôsto de 1981.

Jenny Spinola Motta

“Jesus Crucificado”.

Meu Jesus!

Tanta maldade!

Como te trataram!

Somente porque trazias

a incumbência maior

de teu Pai, teu Deus Senhor

de dar e espalhar entre os povos

o amor, sempre o amor…

Tua bondade infinita,

tua pura ingenuidade

não permitiram que notasses

até que ponto chegavam

a cobiça e a tirania

da plebe que aqui vivia!

Começaste a incomodar

a inveja não admitia

e nunca admitiria

que fosses nosso Messias!

Surgiram então teus milagres:

Curaste as pessoas enfermas!

Deste a visão a um cego!

Deste vida a quem

já não mais vivia!

Acabaste com a fome

de quem estava faminto

multiplicando-lhes o pão!

Deste aos humildes pescadores

cestas repletas de peixes!

Perdoaste Madalena

a mulher arrependida!

Tinhas a palavra certa

no justo momento certo!

Não se conformavam,                                                          Não sossegaram os tiranos

duvidavam de ti!                                                       te crucificaram e mataram

Arquitetaram em silêncio                                        como um criminoso qualquer!

todo o teu fim doloroso                                                       E na tua última hora

como eras nosso Rei                                                já completamente sem forças

e coroas não usavas                                                ainda transbordaste de amor

cingiram tua fonte                                                    pedias num sopro a teu Pai

com coroa de espinhos!                                          que a todos perdoasse,

                                                                                   que os infelizes não sabiam

                                                                                   o mal que estavam fazendo!

Grande surpresa!

Ignoravam os vândalos

que com um fim assim injusto

despertaria nas alturas

para uma nova vida!

Hosana! Hosana! Hosana!

Ressuscitaste afinal!

Pena que a inveja,

a incompreensão e a maldade

ainda caminhem juntas,

não querendo reconhecer

que a vida sem ti é nada!

Que o amor que nos ensinaste

e que por aqui deixaste,

é força, é esperança, é consolo

até o instante final!

Jenny

By Jucele

Julio Leal

2020

Conforme escrito na Ortografia da época!

Autorizado pela Amada Prima e Escritora Marília.

Mensagem 40, página 46

3 comentários Adicione o seu

  1. Avatar de Marilia Ludgero Marilia Ludgero disse:

    Este poema é um dos que vêm a calhar em qualquer tempo. Serve para Antes e Depois de Cristo, até hoje!
    A humanidade sempre andará às voltas com o medo, a ganância, o ódio? É como se diariamente nossa espécie negasse o fato de que não somos animais irracionais. Será que não somos mesmo?

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  2. Avatar de jlcleal jlcleal disse:

    Muito bom. Valeu.

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    1. Avatar de Julio Cesar Leal Julio Cesar Leal disse:

      Redimiu a humanidade dos seus pecados… novos vieram, mas está a melhorar! Bj

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