Agôsto de 1981
Aos meus netos com todo o meu amor.
Vó Poeta.
Conversa entre meus netos Paula e Henrique:
– Henrique, você está gostando
dessa história de ter vó poeta?
– Estou sim, achando até bem legal.
Leio tudo, entendo tudo!
Usa palavras tão simples,
nem preciso de dicionário!
Podia até escrever histórias
para as crianças…
– Eu também, estou muito,
e muito contente,
só ouvia falar de
muitas outras avós.
Apenas nós conhecíamos:
Vó bonita,
Vó boazinha,
Vó charmosa,
Vó amiga,
Vó feinha,
Vó chatinha,
Vó implicante,
Vó babá,
Vó serena,
Vó compreensiva,
Vó bocó,
Vó rabugenta,
Vó cozinheira,
Vó professora,
Vó diretora,
Vó dentista,
Vó tortinha,
Vó doutora,
e, finalmente, Vó poeta, só a nossa.
Somente a nossa!
Já pensou?
Portanto com muito orgulho
vamos conversar com ela
e pedir-lhe que conte
em seus versos
nossas primeiras gracinhas!
Vai ser um barato!
Com certeza contará
a história do chapéu
emprestado pela amiga Iracema.
Contará também a história de “Miss Velha”.
Vai contar o caso do teu corte de cabelo
na lua quarto-crescente, e outras
E outras histórias mais!
Imaginação não lhe falta.
Sei que irá caprichar
e bela obra aprontará!
Com muito amor vamos ler,
apreciar e guardar
os versinhos da “vó diferente”,
poeta depois dos sessenta,
poeta depois de velha!
E nosso maior prazer,
é nossa, só nossa,
essa querida Vó Poeta!
Despretensiosamente,
Jenny Spinola Motta
By Jucele
Julio Leal
2020
Mensagem 33 – Página 38