CAPÍTULO VIII
PLANEJAMENTO DO TREINAMENTO
JUCELE FUTEBOL CLUBE
CATEGORIA PRINCIPAL (OU DE BASE)
Este planejamento tem por fim determinar os trabalhos que devem ser realizados durante a temporada, para que sejam alcançados os objetivos e as metas estabelecidas no Programa Geral de Trabalho.
É um Plano de Treinamento que considera a temporada e as competições nela contidas.
Compreende o período de 01/01/1999 a 31/06/1999.
Exemplo de Plano de Treinamento para um período: 01 de janeiro a 31 de junho, portanto, 6 (seis) meses de trabalho, visando uma competição de 4 (quatro) meses, de 01 de fevereiro a 08 de junho (somente como exemplo, baseado no Campeonato Estadual de 1997, do Estado do Rio de Janeiro), dividido em 3 (três) etapas, uma classificatória (turno único), com 12 (doze) clubes, outra com 8 (oito) clubes e a terceira com 6 (seis), possibilitando o turno final de 01 a 08 de junho, se um mesmo clube não conquistar todas as etapas.
O plano apresenta, de forma detalhada, o trabalho a ser desenvolvido em cada uma das 5 (cinco) fases da preparação moderna, a saber:
– FASE BÁSICA – Compreende o período de 06/01/99 a 09/03/99, portanto, 9 (nove) semanas.
– FASE ESPECÍFICA – Compreende o período de 10/03/99 a 27/04/99, portanto, 7 (sete) semanas.
– FASE DE POLIMENTO – Compreende o período de 28/04/99 a 11/05/99, portanto, 2 (duas) semanas. Nesta fase a equipe deverá atingir o ÁPICE (ou APOGEU, ou “PEAK”) da forma físico-técnico-tático-psicológica.
– FASE DE MANUTENÇÃO – A partir de 12/05/99 a 08/06/99, correspondendo a 4 (quatro) semanas. Nesta etapa, ainda poderá ocorrer a melhoria da perfórmance, mas em função da seqüência de jogos de características decisivas pois, tendo a carga de treinamento alcançado o máximo, na Fase de Polimento só poderá ser mantido num misto de ciência e arte.
A máxima perfórmance na Fase de Manutenção pode ser mantida por um período de 3 (três) a 4 (quatro) semanas.
Estratégias podem ser criadas para possibilitar que um grupo de jogadores do time alcance o ápice antes ou depois do grupo básico titular, aumentando o tempo de permanência do time no máximo da forma.
– FASE TRANSITÓRIA – Vai do encerramento da competição ao início da Fase Básica de preparação para o segundo semestre, podendo durar de 1 (uma) a 2 (duas) semanas.
O plano deve conter um mapa com todas as sessões de treinamento, objetivos, principais características (físico, técnico, tático, recreativo), bem como duração (volume), intensidade, local, material necessário e os jogos (data, horário, local e adversário).
FASE BÁSICA
É a fase inicial.
O objetivo nesta fase é o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos fundamentos físicos, técnicos, táticos e psicológicos do Futebol, considerando que, de ordinário, o elenco está vindo de uma fase transitória, de recuperação ou férias.
Trabalhar na formação geral, na união, no crescimento da moral, da força de vontade, da “raça”, além de criar um ambiente positivo, fraternal, amistoso e de cooperação, como numa família.
O trabalho exige grande volume e baixa intensidade. A relação volume/intensidade dependerá dos resultados dos testes e das avaliações realizadas no começo da preparação logo após exames médicos clínicos e laboratoriais.
No aspecto físico, trabalha-se:
Resistência aeróbia;
Resistência muscular localizada;
Força geral e dinâmica;
Coordenação (motora, neuro-motora);
Flexibilidade e mobilidade articular;
Correção postural.
No aspecto técnico, os Fundamentos Técnicos do Esporte – Futebol, que o diferencia dos outros, a saber:
Passe;
Domínio;
Controle;
Condução;
Finta;
Drible;
Cabeceio;
Chute;
Finalização;
Desarme;
Levantada de bola;
Proteção.
E mais as jogadas com a bola parada (“set-pieces”), hoje responsáveis pela decisão de muitos jogos.
Os Fundamentos Técnicos devem ser trabalhados de forma completa, isoladamente ou associados, até a exaustão, na busca do sonho da perfeição.
No aspecto tático, o objetivo é definir as características dos Atletas o mais rapidamente possível, a começar por uma entrevista, quando se levantam dados do jogador, inclusive preferências táticas, como posição preferida e secundária, desempenho de funções prediletas e as que não sabe nem delas gosta, breve currículo, experiências, conquistas, pontos fortes e limitações. Depois, por meio de palestras e treinamentos que propiciem oportunidade de avaliação, o mais completa possível.
Objetiva também esta fase buscar combinar e entrosar estilos e características de jogadores e compartimentos (setores) da equipe, a partir de pequenos compartimentos – duplas de zagueiros, laterais, meias-defensivos, meias-ofensivos, atacantes –, chegando aos grandes compartimentos – defesa, meio-campo, ataque, etc.
Definição e aperfeiçoamento de um Sistema Básico de Jogo, além da iniciação aos Derivados e Alternativos.
Uniformização de vocabulário e idéias, definição e treinamento das Táticas Básicas, Derivativas e Alternativas.
Nesta fase, realizam-se treinos táticos compartimentados, coletivos simples, com duração limitada e progressiva, e intensidade média (treino semelhante ao jogo), jogos-treino (contra adversários, mas com duração e condições adequadas ao início dos trabalhos), jogos amistosos (em grau crescente de dificuldade) e os primeiros jogos oficiais.
É recomendável a realização de um período de preparação especial, denominado “Pré-Temporada”, para a otimização do Treinamento Visível (sessões realizadas de forma prática, treinos e jogos) e do Treinamento Invisível (alimentação, repouso, tratamentos e palestras diversas: análise de adversários, AIDS, arbitragem, regulamento da competição, e outros).
FASE ESPECÍFICA
É uma etapa intermediária.
Nela os treinos tornam-se mais particularizados, pormenorizados, de acordo com as posições ou as funções dos jogadores, seja no aspecto físico, no técnico e no tático.
No aspecto tático, aperfeiçoa-se ainda mais o entrosamento entre jogadores de um mesmo setor e dos setores entre si.
Efetuam-se, também, alguns jogos-treino e amistosos, mas consideram-se principalmente os jogos oficiais para apurar a forma e aperfeiçoar o ritmo de jogo.
Em relação à fase anterior, diminui-se o volume de treinamento, devido ao aumento da intensidade e das características especiais das atividades.
Entram em cena os trabalhos visando à:
Resistência especial;
Resistência anaeróbia;
Força (especial e dinâmica);
Agilidade;
Resistência de velocidade.
O treinamento técnico utiliza exercícios combinados em situações semelhantes às que o jogo apresenta, inclusive com oposição (sombra).
O treinamento tático ganha grande importância e se desenvolve em nível mais elevado quanto à definição do time titular e dos suplentes imediatos.
As Táticas Básicas já devem estar funcionando perfeitamente e as Táticas Derivativas em bom nível de condicionamento para, eventualmente, surpreender adversários que tenham marcado as jogadas fundamentais. Algumas Táticas Alternativas também começam a ser utilizadas.
O condicionamento tático, sempre respeitando as características dos Atletas, deve melhorar para, com menor esforço, obter-se máxima produção, dominar os adversários e vencer as partidas.
Mesmo com a competição em andamento, deve-se ter à mão nomes de Atletas de alto nível que possam eventualmente reforçar a equipe ou preencher posições carentes que a prática tenha evidenciado.
Trabalha-se na formação especial, sem se esquecer da geral.
Espírito de luta em dose máxima, capaz de levar a conquistas memoráveis. Só jogadores úteis devem permanecer. Não “carregar mala”!
Os problemas individuais e grupais já devem estar resolvidos.
Realizam-se dinâmicas de grupo visando à união total.
FASE DE POLIMENTO
É a etapa final, de acabamento.
Nesta fase, o objetivo é alcançar o nível mais elevado da performance, mediante a fixação das cargas no limite máximo, sobretudo nas sessões de controle do treinamento (geralmente as do treinamento físico com cargas progressivas).
Pressupõe-se que, nesta época, serão jogadas as últimas e decisivas partidas do turno derradeiro e dar-se-á o turno final, se mais de um clube conquistarem turnos, sendo esta a atual forma de decisão.
Tendo os jogadores cumprido as fases anteriores de preparação é possível este arrocho final, esta lapidação, sob os pontos-de-vista físico, técnico, tático, e psicológico para coroar o trabalho desenvolvido.
Máximo rendimento possível – superação dos limites e quebra dos próprios recordes – na busca da melhor colocação possível, do título de Campeão.
Na Fase de Polimento, os treinos físicos devem ser ao máximo possível individualizados ou em pequenos e homogêneos grupos, bem de acordo com as funções desenvolvidas no time.
Entram em cena os trabalhos visando à:
– Velocidade e Potência Máxima
Deve-se tomar todo o cuidado com o repouso devido ao desgaste nos treinos e jogos de até então, mas, principalmente pela intensidade das sessões, nesta fase, que alcança níveis altíssimos, em contraposição ao volume que diminui ainda mais.
Todo jogo toma caráter decisivo real e deve-se cuidar para acumular energia entre cada 2 (dois) jogos.
Não devem ser marcados jogos amistosos nesta etapa e, muito menos, viagens que possam comprometer os resultados futuros. Para o grupo de suplentes, a realização de jogos-treino é aconselhável a fim de manter o ritmo de jogo, para quando chamados a jogar.
É recomendável, se possível, a realização de curto “camping” com duração de uma semana a 10 (dez) dias para maior integração e concentração nos objetivos, união final e controle de todos os fatores do treinamento.
Toda atenção às táticas e estratégias. As gerais devem estar funcionando plenamente, as variáveis e as alternativas bem assimiladas e usadas adequadamente para surpreender aos adversários.
Situações táticas especiais podem ser criadas de acordo com o que se conhece de cada adversário, mas sem abdicar do Sistema Básico de jogo e do padrão adquirido que levaram o trabalho a bom termo.
Utilizam-se no treinamento técnico exercícios puramente competitivos, na velocidade do jogo ou maior e em grau de dificuldade superior que possibilite facilidade de execução nos jogos.
No aspecto tático, as atividades devem adequar-se ao estágio final da preparação, com a utilização de todo o time em grandes grupos ou setores, realizados de forma que se dê o polimento e a confiança final. Os titulares treinarem contra 12(doze), 13(treze), ou mais reservas, é de bom alvitre, pelo grau de dificuldade a superar.
União total. Concentração geral. Todos os problemas resolvidos.
Erro Zero ! Eficiência máxima !
União, garra, vitória !
FASE TRANSITÓRIA
Período que sucede à participação final, geralmente após o Campeonato, indo até o início da Fase Básica do próximo período de preparação.
Repouso, engorda, recuperação física e mental, tratamento médico, atividades recreativas, pequenos jogos, jogos amistosos e alimentação especial.
PLANO DE TREINAMENTO POR SESSÃO
O plano por sessão (miociclo, ou micro-ciclo) deve especificar em pormenores os objetivos da atividade a desenvolver, a data, o horário de início e encerramento previstos, local, relação volume/intensidade e material necessário.
Pode ser modificado ou aperfeiçoado de acordo com as circunstâncias e necessidades verificadas.
Deve haver continuidade e interação entre todas as sessões, segundo os procedimentos da Didática Moderna, além de respeitar os Princípios do Treinamento Contemporâneo: individualidade, estresse, adaptação, continuidade e relação volume/intensidade.
Cada sessão pode ter de 90 (noventa) a 180 (cento e oitenta) minutos e deve ser planejada com suficiente antecedência. Toda sessão deve ser dividida em partes: a inicial, a principal e a de encerramento.
PARTE INICIAL
PRELEÇÃO – Início da atividade, quando o Treinador orienta o grupo para o trabalho que será desenvolvido, avalia a sessão ou o jogo anterior (“post mortem”), ou ainda, trabalha o grupo sobre valores considerados importantes.
Duração recomendada de 1 (um) a 15 (quinze) minutos.
Podem ser feitas em forma de dinâmicas de grupo e, eventualmente, não realizadas, indo-se direto ao trabalho.
AQUECIMENTO – Início do treinamento propriamente dito, quando se prepara os jogadores física, técnica, tática e psicologicamente para a atividade principal. Há diversas formas de aquecimento, mas sempre há uma que se ajusta melhor ao tipo de treino principal. Hoje é sabida a importância do alongamento (“stretching”), precedido ou não de breve ativação da circulação sangüínea antes do aquecimento.
Duração recomendada para o aquecimento: de 10 (dez) a 20 (vinte) minutos.
PARTE PRINCIPAL
PRINCIPAL – Etapa onde se trabalha para alcançar o objetivo mais importante da sessão. Pode ser de treinamento físico, técnico, tático ou recreativo. Cabem, ainda, trabalhos conjugados, a saber: físico-técnico, físico-tático e técnico-tático. Trabalha-se com todo o grupo simultaneamente no aspecto geral estabelecido.
Duração recomendada de 60 (sessenta) a 90 (noventa) minutos.
PARTE DO ENCERRAMENTO
PARTE COMPLEMENTAR – Pode ser considerada como parte do encerramento porque não se utilizam, necessariamente, todos os jogadores, e vir após a etapa mais importante e forte da sessão. Esta etapa objetiva trabalhar especialmente as virtudes ou as deficiências de cada jogador, dos pontos físico, técnico ou tático. Simultaneamente, em locais pré-determinados, individualmente ou em pequenos grupos, realizam-se atividades visando a aprimorar qualidades. Por exemplo: melhorar o nível dos batedores oficiais de pênaltis, faltas, finalização e outros. Ou corrigir deficiências, como aperfeiçoar a cobrança das penalidades para os de pior aproveitamento. Dá-se o mesmo para fundamentos técnicos, bem como para as qualidades físicas. Possível a realização, nesta etapa, de trabalhos táticos especiais para grupos de jogadores ou setores, assim como para experimentar ou desenvolver jogadas ensaiadas.
Duração recomendada de 15 (quinze) a 40 (quarenta) minutos. Em casos especiais: uma hora, uma hora e meia, ou mais (Zico, Roberto Dinamite, Nelinho, dentre muitos outros, gostavam de ficar treinando cobrança de penalidades por muito tempo).
VOLTA À CALMA – Última etapa da sessão, quando se realizam trabalhos visando a proporcionar aos jogadores sensação de alívio, descanso, calma e paz, além de preparar o organismo (músculos, nervos, sistema cárdio-respiratório e mente) para a próxima atividade programada, no mesmo dia ou no dia seguinte.
Duração recomendada: de 5 (cinco) a 15 (quinze) minutos.
PLANO-DE-JOGO
Plano-de-jogo é o planejamento que o Treinador e sua Comissão Técnica devem elaborar para cada partida a realizar-se, considerando o passado recente da equipe, o que se conhece do próximo oponente, os objetivos e a estratégia geral.
Deve estar de acordo com as qualidades do grupo por ocasião da jornada, em perfeita consonância com o planejamento geral estabelecido para toda a competição e temporada e embasado nas informações e conhecimento de que disponha do oponente.
O Plano-de-jogo deve sempre ter forma semelhante, para que o Treinador possa aperfeiçoá-lo e para permitir que os Atletas, ao se acostumarem, captem cada vez melhor as mensagens nele contidas.
Este plano deve ser como um sumário de todo o trabalho que já se haja desenvolvido, somando-se as informações do jogo anterior e as observações mais recentes do adversário. Direcionado para o compromisso seguinte, a partir da reapresentação do time após o último jogo, propicia o treinamento dos elementos táticos, teóricos e práticos mais importantes, desde a primeira sessão de trabalho semanal.
Tanto no que diz respeito à forma de atuar da equipe, pontos fortes a serem enfatizados (de acordo com as próprias características) e conhecidas fragilidades do adversário a serem explorados, quanto nossos pontos frágeis (fortificados ou cobertos) e, melhor ainda, anulados os pontos fortes adversários.
O Plano-final-de-jogo deve ser apresentado aos Atletas em forma de preleção antes da partida, de preferência no dia da sua realização, da forma que se segue:
a) Possível nenhum plano, como nas peladas. “No Meeting”;
b) Na véspera do jogo;
c) No dia do jogo:
c.1) A qualquer momento, antes do jogo;
c.1.1) Cedo, ao acordar;
c.1.2) Antes do almoço;
c.1.3) Antes de sair para o estádio (no clube ou no hotel, se concentrado);
c.1.4) No vestiário, antes do jogo.
A experiência mostra que se deve variar, vez por outra, para não cair na rotina, mas de forma geral, para um jogo à tarde – por exemplo, às 16 (dezesseis) horas, o seguinte esquema é correto e bem aceito:
-Véspera : – Jantar: às 19:00 horas;
– Lanche leve às 22:30 horas;
– Recolher às 23:00 horas.
– Dia do jogo: – Despertar livre;
– Desjejum até as 9:00 horas;
– Preleção com goleiros e zagueiros (titulares e reservas) às 11:00 horas;
– Preleção com meias (titulares e reservas) às 11:20 horas;
– Preleção com atacantes (titulares e reservas) às 11:40 horas.
– Almoço às 12:00 horas;
– Descanso, asseio e preparação final até as 14:00 horas;
– Preleção final com todos os Atletas e Comissão Técnica às 14:00 horas, de forma que se saia do Hotel ou da concentração e se chegue ao Estádio, pelo menos, 90 (noventa) minutos antes do início do jogo.
A última preleção pode não ser realizada, se todo o trabalho se desenvolveu a contento durante a preleção anterior, principalmente quando a distância do hotel ou concentração ao campo de jogo é grande, restando pouco tempo entre o almoço e a saída.
Na Preleção Geral se estabelecem: a importância do jogo, os objetivos gerais e especiais, o plano-de-jogo para alcançar os objetivos, a filosofia, a estratégia, o sistema de jogo, o método de marcação, as táticas, a avaliação básica do time adversário, condutas, disciplina, o capitão. E, ao fim desta, o fechamento só entre os atletas, que podem inclusive discutir e discordar do plano de jogo, dando, então, ao treinador, conhecimento dos pontos discordantes para serem harmonizados em nova reunião no vestiário.
As 3 (três) palestras iniciais, após algum tempo de trabalho, reduzindo-se a apenas duas, de cerca de 20 (vinte) minutos cada, sendo uma para o sistema defensivo (goleiros, zagueiros e volantes); a outra para o sistema ofensivo (meias ofensivos e atacantes). Finalmente, quando todas as situações táticas já estiverem bem entendidas, faz-se apenas a Palestra Geral, o mais curta e concisa possível.
PROCEDIMENTOS PARA O JOGO
Antes da hora prevista para início do jogo:
1h:30m – Chegada ao estádio;
1h:30m a 1h:15m – janela para a imprensa;
1h:10m – Início da troca de roupa;
00:40m – Início do aquecimento;
00:20m – Fim do aquecimento;
00:19m a 00:11m – Preparação geral, “CORRENTE” (fechamento da união em torno dos objetivos, geralmente em círculo e de mãos e pensamentos dados, seguido ou não de prece);
00:10m – Entrada em campo, saudação à torcida, e fotografias;
00:00m – Início do jogo.
PROCEDIMENTOS DE INTERVALO
Fim do primeiro tempo – ida ao vestiário;
1.oao 4.o m – Reidratação e repouso;
4.o ao 8.o m – Palestra do treinador;
8.o ao 10.o m – Explanação livre pelos jogadores;
10.o ao 12.o m – Arrumação do uniforme e breve reaquecimento;
13.o m – Entrada em campo para a segunda etapa;
15.o m – Reinicio do jogo.
SETIPICES/“SET PIECES”
Por jogadas ensaiadas, setipieces, em inglês “set pieces”, consideram-se as jogadas ensaiadas em situações de bola parada.
O treinamento deve considerar principalmente as jogadas ofensivas, sem descuidar das defensivas.
Muitos jogos se decidem mediante ações táticas oriundas da bola fora de jogo. Jogadas combinadas e treinadas à exaustão sempre levam a um resultado melhor e ajudam a estabelecer contratáticas, o antídoto para os venenos dos adversários, aumentando a chance de resultado favorável nos jogos. O fator surpresa, que é indiscutivelmente relevante, não surtirá efeito significativo contra quem se haja preparado convenientemente.
Sendo o homem produto do meio, também dos seus hábitos, dentro de um curto espaço a variação tática de uma equipe é sempre muito pequena, o que propicia oportunidade de marcação das principais jogadas. Considerando da mesma forma que assim também pensam os adversários, deve-se procurar agir diferentemente, criando ações táticas básicas para cada momento que o Futebol proporciona de reinício de jogo, além de derivativas e alternativas:
– Tiro de saída (início ou reinício de jogo);
– Tiros livres diretos e indiretos (dentro ou fora da área);
– Tiro de canto (ou escanteio, ou córner);
– Arremesso lateral;
– Tiro de gol (reposição após saída da bola pela linha de fundo);
– Tiro penal (pênalti ou penalidade Máxima);
– Bola ao chão (reinício do jogo, após interrupção pelo árbitro, sem que a bola tenha saído do campo).
GÊNIOS QUE VI
Pelé; Garrincha; Zico; Maradona;
Leandro; Romário; Ronaldo; Jô Soares;
Chico Anísio; Chico Buarque; Tom Jobim; Michael Jordan
Serginho (Futsal – Vila Isabel)
JOGADORES EXCEPCIONAIS
Nilton Santos Didi Zagallo Rivelino
Gerson Falcão Zito Edu (Santos)
Júnior Cruyff Beckenbauer Platini
Kevin Keegan Yashin Bebeto Adílio
Roberto Dinamite Geraldo Assobiador
Sócrates Raí
OS MAIORES TIMES QUE VI
Flamengo /81
Palmeiras /96
Cruzeiro – de Tostão e Dirceu Lopes
Santos – de Pelé e Coutinho
Seleção /70
Milan /anos 80
Seleção Holandesa /anos 70
Observação: didaticamente pode ser acrescentada uma etapa chamada de Pre’-Aquecimento em que os jogadores à medida que chegam ao clube trocam de roupa e vão ao campo com bola para exercitarem a parte técnica individualmente ou em duplas, ou ainda participar de atividades como Bobinho, Altinha, Jogo de Duplas. Pode também dirigir-se ao Ginásio para de forma útil aproveitarem aqueles minutos desde a chegada até o inicio do treino propriamente dito!
Pode-se também incluir uma Parte de Treinamento Complementar após a Parte Principal onde se divide o Elenco para praticar atividades físicas, técnicas ou táticas para melhor aproveitamento. Zico praticava 1 hora de cobrança de faltas e meia hora de pênaltis após os treinamentos. Roberto Dinamite, idem. Além do Rei Pelé e muitos outros especialistas.
Que bom. Valeu.
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Centésimo post! Beijo
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